O emprego do termo ‘ágape’ na Bíblia

Dentre todos os termos gregos utilizados na Bíblia para ‘amor’, o termo ‘ágape’ foi escolhido e utilizado pelos apóstolos para enfatizar a obediência a Deus.

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Os cristãos e as ‘boas obras’

Ao escrever a Tito, o apóstolo Paulo demonstra que os homens que dão ouvidos às fábulas judaicas e a mandamentos de homens são reprováveis para toda boa obra, pois são desobedientes e abomináveis diante de Deus, pois não creem em Cristo ( Tt 1:14 -15).


“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” ( Ef 2:10 )

Recentemente ouvi em um ensinamento bíblico que muitos cristãos se esquivam de praticarem ‘boas obras’ para fugirem da ideia da salvação pelas obras, ao passo que os espíritas e católicos praticam ‘boas obras’ e os evangélicos em geral tem ignorado a importância espiritual delas. O pregador enfatizou de diversas formas que é necessário aos cristãos praticarem ‘boas obras’ e apresentou como argumento suficiente para embasar e concluir sua exposição o verso 10 de Efésios 2: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”.

Num primeiro momento a exposição de que os cristãos têm o dever de praticar as boas obras parece fazer sentido, porém, quando ele afirma que os cristãos negligenciam as ‘boas obras’ enquanto os espíritas e os católicos sobressaem nesta área, deixa claro que a argumentação do pregador deriva de uma lógica simplista, o que me levou a questionar: será que o ensinamento deste pregador é correto? O versículo citado foi interpretado corretamente?

É imprescindível ao interprete da bíblia analisar todo e qualquer versículo à luz de todos os pontos das Escrituras que fazem referencia ao tema para ter segurança quanto à interpretação do texto. Antes de iniciar a analise do verso: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” ( Ef 2:10 ), faz-se necessário ao interprete se esvaziar de seus próprios conceitos, pois eles influenciam diretamente a interpretação.

Em segundo lugar, vale salientar que a tradução bíblica que utilizamos, João Ferreira de Almeida, que apesar da maravilhosa tradução que produziu, estava à mercê de uma concepção doutrinária que louvava a filantropia. Portanto, há pontos específicos na tradução que utilizamos que merecem um cuidado maior quando analisado, pois uma concepção de que a filantropia é um meio de se alcançar a salvação, ou que esmolar aproxima o homem de Deus demonstra certa influencia na tradução, e o tema boas obras merecem uma atenção específica.

“Antes dai esmola do que tiverdes, e eis que tudo vos será limpo ( Lc 11:41 )

Basta esmolar que o interior e o exterior do copo ficam limpos? O que limpa o homem do pecado é o sangue de Jesus ou o ato de dar esmolas? “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado” ( 1Jo 1:7 ); “Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro” ( 1Pd 1:22 ); “Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra” ( Ef 5:26 ).

Analisando os termos traduzidos por ‘obra’, temos:

έργον, ου, το trabalho—1. ato, ação Lc 24.19; Cl 3.17; 2 Ts 2.17; Hb 4.3, 4, 10; Tg 2.14ss. Manifestação, prova prática Rm 2.15; Ef 4.12; 1 Ts 1.3; 2 Ts 1.11; Tg 1.4. Ato, realização Mt 11.2; Mc 14.6; Lc 11.48; Jo 3.19, 20s; 6.28s; 7.3, 21; 10.25, 37s.; At 9.36; Rm 3.20, 28; Cl 1.10; Hb 6.1; Tg 3.13; Ap 15.3.— 2. trabalho, tarefa, ocupação Mc 13.34; Jo 17.4; At 14.26; 5.38; 1 Co 15.58; 2 Tm 4.5.—3. trabalho, no sentido passivo, indicando o produto do trabalho At 7.41; 1 Co 3.13, 14, 15; Hb 1.10; 2 Pe 3.10; 1 Jo 3.8.—4. coisa, matéria At 5.38; talvez 1 Tm 3.1. [ergometria] 

ένεργέω—1. trabalhar, estar trabalhando,operar, ser efetivo at Mc 6.14; Gl 2.8; Ef 2.2. το θέλειν και το έ. α vontade e acão Fp 2.13b. Méd. trabalhar Rm 7.5; 2 Co 4.12; Ef 3.20; 1 Ts 2.13; tornar-se efetivo 2 Co 1.6. δέησις έ. poder efetivo Tg 5.16.—2. trabalhar, produzir, efetuar 1 Co 12.6; Ef 1.11; 2.2; Fp 2.13a. Léxico do Novo Testamento Grego / Português, F. Wilbur Gingrich, Revisado por Frederick W. Danker, Tradução de Júlio Ρ. Τ. Zabatiero.

É suficiente socorrer-nos de um dicionário para compreendermos a proposta de Cristo e dos seus apóstolos? É plenamente compreensível quando o termo ‘obra’ é empregado como ocupação,  por exemplo: Marcos 13, verso 34. Mas, como compreender o termo ‘obra’ quando ele é utilizado para demonstrar que a paciência é uma ‘obra’ que a fé realiza? “Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” ( Tg 1:3 -4).

O mesmo termo empregado pelo apóstolo Paulo na carta aos Efésios, verso 10, capitulo 2, é empregado na carta aos Colossenses capítulo primeiro, verso 10. Compare:

“Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus” ( Cl 1:10 ).

“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” ( Ef 2:10 )

Enquanto na carta aos Efésios os cristãos são apresentados como novas criaturas que Deus criou em função das boas obras, na carta aos Colossenses o cristão é alertado a produzir boas obras. Qual abordagem é correta?

Considerando que a palavra de Deus é única e imutável, não podemos aquiescer que a abordagem de um tema possua duas interpretações distintas. Seria catastrófico analisar as Escrituras se deparássemos com frases ambíguas (sugere dois sentidos) ou vagas (não há um sentido definido) por falta de clareza ou precisão na abordagem de um tema.

Há um ramo da filosofia que analisa erros de construções de textos seculares decorrentes da ambiguidade, o que resulta em uma falácia. Os principais erros de construção de um texto são: Equívoco (A mesma palavra pode ser usada com dois significados diferentes), Anfibologia (uma frase permite atribuir-lhe diferentes significados) e a Ênfase (sugere uma proposição diferente daquela que, de facto, é expressa).

Um dos maiores problemas da humanidade surgiu com a ênfase. Enquanto Deus disse ao homem que poderia comer de todas as árvores do jardim do Éden livremente, com a ressalva de haver consequências caso comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, o diabo, ao falar com a mulher enfatizou a ideia de proibição quando disse: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” ( Gn 3:1 ), contrariando a liberdade plena que o homem possuía.

Na bíblia, apesar de uma mesma palavra poder ser utilizada com dois significados diferentes, o contexto deixa claro qual é o significado utilizado. As proposições bíblicas não comportam dois significados diferentes na uma mesma frase.

Não há erros de construção frasal na bíblia, antes o erro se dá no interprete que, quando analisa um texto bíblico, por causa da sua concepção, dá ênfase a um determinado elemento fazendo surgir uma nova proposição completamente distinta do que o escritor postulou.

Daí a necessidade de fazermos algumas perguntas às afirmações simplistas sobre boa obras: o cristão deve frutificar e crescer na ‘boa obra’ ou frutificar e crescer no ‘conhecimento de Deus’? Qual a ênfase do capítulo primeiro de Colossenses, verso 10: frutificar e crescer na ‘boa obra’ ou frutificar e crescer no ‘evangelho’, que é ‘conhecimento de Deus’?

O apóstolo Paulo demonstrou que os cristãos são feituras de Deus ( Ef 4:24 ), criados em Cristo Jesus para as boas obras, sendo que as boas obras foram preparadas por Deus para que os cristãos estivessem nelas: “dele [2] Pois [1] somos feitura, criados em Cristo Jesus para obras boas as quais previamente preparou [2] Deus [1]” Novo Testamento Interlinear Grego / Português por Vilson Scholz, Barueri, SP: SBB, 2004.

Este versículo da carta aos cristãos em Éfeso tem por base o que predisse o profeta Isaias: “SENHOR, tu nos darás a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras ( Is 26:12 ; Ef 2:17 ). É Deus que concedeu gratuitamente aos homens a paz através de Cristo, o Príncipe da Paz, de modo que, o próprio Deus reconciliou os homens através da oferta do corpo de Cristo concedendo aos que creem a paz que excede todo entendimento ( Ef 2:16 ). Foi Deus quem realizou para os que creem todas as obras, colocação que o apóstolo Paulo buscou no livro de Isaias.

No verso de Colossenses é feito alusão ao ‘Senhor’, à ‘boa obra’ e ao ‘conhecimento de Deus’, e quatro processos nos quais os cristãos figuram como parte ativa: andar, agradar, frutificar e crescer. O cristão deve andar dignamente diante de Deus, agradando-O em tudo.

Mas como andar agradando a Deus? Primeiro é necessário ser criado em Cristo Jesus, pois sem Cristo é impossível agradar a Deus.

Consequentemente a nova criatura estará nas boas obras que Deus preparou, o que é essencial para que o cristão possa frutificar e crescer no conhecimento de Deus “… para andardes dignamente do Senhor para todo agrado, em toda obra boa frutificando e crescendo no conhecimento de Deus…” Novo Testamento Interlinear Grego / Português por Vilson Scholz, Barueri, SP: SBB, 2004.

Só é possível frutificar quando se está ligado à videira verdadeira, ou seja, quando se é uma nova criatura “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” ( Jo 15:5 ); “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” ( 2Co 5:17 ).

A ênfase de Colossenses 1, verso 10 é Cristo, o Príncipe da paz, visto que aquele que está em Cristo foi criado em função da boa obra, apto a frutificar e crescer no conhecimento de Deus “Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus” ( Cl 1:10 ).

Sem Cristo não há quem faça o bem. Todos juntamente se desviaram e tornaram-se imundos, de modo que não havia um justo se quer ( Sl 53:3 ; Sl 14:3 ; Rm 3:12 ; Mq 7:2 ). Como é possível o homem sem Cristo fazer boa obra se não há quem faça o bem? Antes de Cristo se manifestar nunca houve entre os homens quem atendesse um necessitado, ou que não houvesse dado esmolas e nem oferecido alimento ao faminto e cobertura a um peregrino?

Jesus mesmo disse: “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos…” ( Mt 7:11 ), o que demonstra que dar boas coisas aos semelhantes não é ser bom e nem é o mesmo que fazer o bem. Cristo vai além ao demonstrar que, aos maus é impossível dizer boas coisas, que se dirá de realizar boas obras “Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” ( Mt 12:34 ).

Considerando que é através de Cristo que Deus concedeu aos que creem estarem nas boas obras tornando possível frutificarem e que, sem Cristo não há quem faça o bem, como é possível a alguém que não crê em Cristo como diz as Escrituras ter em si as ‘obras’ realizadas por Deus? É Deus quem preparou os cristãos para as boas obras, ou qualquer pessoa está apta a produzi-las?

O Senhor Jesus fez um alerta sobre as obras que contém a resposta para as pergunta acima:

“Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus ( Jo 3:18 -21).

Após demonstrar a Nicodemos que quem crê no Unigênito Filho de Deus é livre da condenação que há no mundo, e que quem não crê permanece na condenação, Jesus destacou que os homens amaram mais as trevas do que a Luz que veio ao mundo pelo fato das obras deles serem más.

Jesus destaca que aqueles que vêm a Ele (vem para luz), são os que praticam a verdade, e é manifesto que as suas obras são feitas em Deus. Compete ao homem ‘praticar’ a verdade para ‘estar’ na luz e, somente aqueles que praticam a verdade são descritos como aqueles que realizam as suas obras em Deus.

Devemos interpretar Efésios 2, verso 10 considerando o ensinamento de Jesus e a profecia de Isaias, portanto fazer ‘boas obras’ não é o mesmo que praticar filantropia.

Aos escrever aos Filipenses, o apóstolo Paulo deixa claro que a ‘boa obra’ é realizada por Deus nos que creem, pois Deus começou e Ele mesmo aperfeiçoará a sua ‘boa obra’ até a vinda de Cristo “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” ( Fl 1:6 ).

Qual a boa obra que Deus ‘começou’ nos que creem? A resposta está no seguinte ensinamento de Jesus: “Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” ( Jo 6:29 ).

E como Deus ‘aperfeiçoa’ a sua obra? Através dos seus apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores, como se lê: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” ( Ef 4:11 -12).

Quando o homem crê em Cristo ‘fez’ a obra de Deus, porém, necessita de perseverança, ou seja, não pode se demover da verdade do evangelho. É neste ponto que entram os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores: eles estão incumbidos de defenderem a verdade do evangelho para que os cristãos não se demovam da obra realizada por Deus, deixando de crer em Cristo.

Edificar o corpo de Cristo é a boa obra de Deus, e só possível estar na ‘boa obra’ quando o homem crê em Cristo. A edificação do corpo de Cristo é a obra que Deus está realizando no tempo presente, pois se refere a obra do templo prometido ao rei Davi ( 2Sm 7:11 -13).

Deus prometeu a Davi que edificaria uma casa ao Seu Nome e, que o Descendente prometido seria o homem que edificaria uma casa a Deus. Quando nasceu o Cristo na casa de Davi, Deus deu inicio a sua obra segundo a sua palavra, pois Deus não habita em casa feita por mãos de homens ( At 17:24 ).

Cristo foi gerado segundo o que fora prometido a Davi: ‘Eu lhe serei por Pai, e Ele me será por Filho’, e como pedra angular do edifício de Deus foi preparado para as boas obras. Cristo é a base da boa obra como pedra angular do templo de Deus ( 2Sm 7:14 ). Cristo é a pedra angular da obra de Deus e os que creem tornam-se feituras de Deus, criados em Cristo como pedras vivas, preparados para comporem o templo santo que foi prometido a Davi ( 1Pe 2:4 -5); “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” ( Ef 2:10 ); “Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi” ( Is 55:3 ).

O verso 10 de Efésios 2 é melhor compreendido quando entendemos que na antiguidade as pedras eram preparadas com exclusividade para compor uma determinada obra, de modo que os cristãos são feituras de Deus em Cristo para comporem a boa obra. Daí a colocação paulina: Deus estabeleceu de antemão que os que cressem em Cristo comporiam a obra do templo que Deus prometera a Davi na condição de pedras vivas ( Ef 2:20 -22).

E como Deus aperfeiçoa a Sua boa obra? Através dos ensinamentos dos apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores. O objetivo é que cada pedra viva chegue à medida da estatura completa de Cristo “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo…” ( Ef 4:13 ; Fl 1:6 ).

Neste aspecto, Tiago recomendou aos cristãos que regozijassem quando se deparassem com várias provações, pois a prova da fé dos cristãos redunda em paciência, sendo que a paciência é a obra perfeita que a fé opera “Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” ( Tg 1:3 -4).

Nestes versos Tiago não estava tratando da confiança dos cristãos, antes da Fé que foi manifesta trazendo salvação a todos os homens, sem a qual o justo não vive e que sem ela é impossível agradar a Deus ( Gl 3:23 ). A perseverança ou paciência é a obra completa de Cristo “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” ( Mt 24:13 ); “Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito” ( Tg 1:25 ).

Que obra o homem deve realizar que promove a bem-aventurança? Crer em Cristo, pois está é a lei perfeita da liberdade. Quem cuida dos que creem para que permaneçam na verdade do evangelho é obreiro de Deus nesta obra.

Ao escrever a Tito, o apóstolo Paulo descreveu o perfil de um presbítero. Após apontar algumas características de cunho pessoal ( Tt 1:6 -8), destaca que os bispos devem guardar firme a palavra fiel sem dar ouvidos aos pensamentos judaicos, pois os judaizantes diziam conhecer a Deus, porém, eram réprobos para a boa obra “Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra” ( Tt 1:16 ).

Como era possível dizerem conhecer a Deus e negá-lo com as obras? Negavam a Deus pelo fato de não crerem em Cristo Jesus como Filho de Deus, pois aquele que nega o Filho, nega também o Pai. Embora dissessem que obedeciam a Deus, não realizavam a obra exigida por Deus: crer em Cristo “E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou” ( Jo 12:44 ); “Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou” ( Jo 5:23 ).

Como rejeitaram a Cristo, a pedra de esquina, os construtores de Israel eram réprobos para a boa obra, pois a obra de Deus é crer em Cristo.

Sobre este aspecto disse o apóstolo João: “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” ( 1Jo 3:18 ). Dizer que ‘conhece a Deus’ ou ‘que ama a Deus’ sem crer em Cristo é o mesmo que não realizar a obra exigida por Deus “Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” ( Jo 6:29 ).

Observe que Jesus é especifico: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” ( Jo 14:21 ). Sem obedecer a Cristo é impossível amá-Lo ou conhecê-Lo, pois Jesus se manifesta, ou melhor, conhece ou é conhecido daqueles que O obedecem.

Por que os judaizantes eram reprováveis para a boa obra? Porque não retinham a sã doutrina do evangelho e o que ensinavam não promovia a edificação do templo de Deus prometido a Davi “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes. Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância” ( Tt 1:9 -11).

Ao escrever a Tito, o apóstolo Paulo queria que estabelecessem presbíteros, pois a intenção do apóstolo era o aperfeiçoamento dos santos, a obra do ministério, a edificação do corpo de Cristo “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” ( Ef 4:12 ).

É comum o equivoco de relacionar ‘boas obras’ com questões de cunho comportamental, ou com questões de ordem filantrópica. O bom comportamento é salutar à vida do cristão, porém, o ‘exemplo’ de ‘boas obras’ decorre única e exclusivamente de uma exposição sadia da doutrina de Cristo. Ser ‘exemplo de boas obras’ refere-se a conservar intocado o modelo da doutrina do evangelho, ou seja, livre de mistura, mancha “Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade” ( Tt 2:7 ).

A ideia de ‘exemplo’ em Tito 2, verso 7 expressa a mesma ideia do termo ‘modelo’ em segunda Timóteo: “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus” ( 2Tm 1:13 ); “Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho” ( Fl 1:27 ).

Ao escrever aos filipenses, o apóstolo Paulo rogou que vivessem dignos do evangelho de Cristo. Um bom comportamento é necessário? Sim! Entretanto, a preocupação maior do apóstolo para com os seus interlocutores era que permanecessem firmes no espírito, que é o mesmo que permanecer firme na palavra, evangelho, fé, conhecimento. “Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa” ( 2Ts 2:15 ); “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes” ( Tt 1:9 ); “Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos” ( 1Co 16:13 ); “Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza” ( 2Pd 3:17 ); “Por Silvano, vosso fiel irmão, como cuido, escrevi abreviadamente, exortando e testificando que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes” ( 1Pd 5:12 ).

Ao escrever a Timóteo, o apóstolo dos gentios preocupou-se em apresentar o que é conveniente a um ministro do evangelho (como convém andar na casa de Deus). Timóteo deveria demonstrar o que expressamente a palavra diz: que nos últimos dias alguns apostatariam da fé, e enfatizou qual seria o ensinamento dos réprobos quanto ao evangelho. Mas, se Timóteo expusesse tais enganadores, seria um bom ministro de Cristo ( 1Tm 4:1 -10); “Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” ( 1Tm 3:15 ).

Os obreiros de Deus foram comissionados para uma obra específica: “Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” ( 2Tm 4:5 ). Aquele que maneja bem a palavra da verdade, que evita falatórios profanos e permanece firmado no fundamento de Deus ( 2Tm 2:14 -19), está preparado para a boa obra  “De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra” ( 2Tm 2:21 ); “Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” ( 2Tm 3:17 ).

Nesta abordagem feita aos Tessalonicenses: “Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis. E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós” ( Ts 5:11 -13), o apóstolo Paulo recomenda honra aos que presidiam, por causa da obra de ‘edificar’ uns aos outros por meio da palavra (exortação).

O apóstolo Paulo demonstrou que os cristãos de corintos eram a sua ‘obra’ no Senhor “NÃO sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo SENHOR nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?” ( 1Co 9:1 ). O que compreender desta declaração? Que como sábio arquiteto o apóstolo Paulo havia posto Cristo como fundamento e, cada cristão em particular estava sobre edificado em Cristo “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele” ( 1Co 3:10 ).

Lembrando que é através dos seus apóstolos que Deus ‘aperfeiçoa’ a sua obra: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” ( Ef 4:11 -12).

Ao escrever aos corintos, o apóstolo Paulo demonstra que os cristãos creram em Cristo  conforme o que Deus deu a cada um dos seus ministros: “Pois, quem é Paulo, e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o SENHOR deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus” ( 1Co 3:5 -9).

Observe que a lavoura ou o edifício pertence a Deus, ou seja, a obra é d’Ele. O fundamento foi estabelecido por Deus, que é Cristo, de modo que ninguém pode por outro fundamento ( 2Ts 2:19 ). O que compete aos cooperadores é trabalhar no edifício, sendo que o justo juiz é quem apreciará a obra de cada um “Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” ( 1Co 3:11 -15).

A palavra de Deus é a base da Sua obra, pois Ele diz: “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” ( Is 55:11 ). Cristo é o Verbo do Deus vivo, fundamento da obra do Pai “Vede, ó desprezadores, e espantai-vos e desaparecei; Porque opero uma obra em vossos dias, Obra tal que não crereis, se alguém vo-la contar” ( At 13:41 ).

Isaias profetizou contra os ‘desprezadores’, os lideres do povo de Israel, alertando-os de que Deus assentaria na cidade de Davi a pedra provada, de modo que aquele que n’Ele cresse, não pereceria ( Is 28:14 e 16). Semelhantemente, Habacuque profetizou que Deus realizaria uma obra em meio ao povo de Israel que, quando contada, o povo não creria ( Hc 1:4 ).

A obra do Pai é realizada por sua palavra, de modo que, quando Jesus na condição de servo anunciava as palavras do Pai, Deus estava em Cristo realizando a sua obra. A palavra de Deus diz de Cristo, e quando o Verbo encarnado apregoou o ano aceitável do Senhor, demonstrava aos homens ser o firme fundamento estabelecido na obra do Pai “Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras” ( Jo 14:11 ).

Qualquer que anuncia Cristo às nações realiza as obras que Cristo fez “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai” ( Jo 14:12 ).

Ao escrever a Tito, o apóstolo Paulo demonstra que os homens que dão ouvidos às fábulas judaicas e a mandamentos de homens são reprováveis para toda boa obra, pois são desobedientes e abomináveis diante de Deus, pois não creem em Cristo ( Tt 1:14 -15).

Em seguida o apóstolo Paulo orienta Tito a exortar os velhos a serem temperantes, respeitáveis, cordatos, sadios na fé, no amor e na constância; as mulheres são exortadas a serem sérias no seu viver; os moços moderados; os servos a serem obedientes aos seus senhores. Tais comportamentos são pertinentes a quem é pedra viva no templo de Deus, porém, a obra não se fundamenta no comportamento, e sim, na palavra, pois o comportamento segundo a moral dos homens constitui-se somente ornamento à doutrina do evangelho ( Tt 2:10 ).

Semelhantemente, o cristão deve se submeter às questões de governo, estado etc., para não haver entrave quanto ao anuncio do evangelho.

Qual deve ser o zelo de um cristão? O apóstolo Paulo responde: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” ( 2Co 11:2 ). Como o apóstolo zelaria dos cristãos com zelo de Deus? Preservando intocado o evangelho, pois o evangelho é a simplicidade de Cristo, que os falsos apóstolos e obreiros fraudulentos queriam transtornar ( 2Co 11:3 -4); “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” ( Tt 2:14 ).

Jesus demonstrou que as palavras que dizia aos seus discípulos não era dele, antes do Pai, que o enviou, de modo que é Deus quem faz a sua obra por intermédio de Cristo “Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras” ( Jo 14:10 ).

As ‘boas obras’ só é possível àqueles que estão em Deus, ou seja, que creram em Cristo. Sem Cristo o homem é mau e só realiza obras más, visto que ‘boas obras’ são feitas única e exclusivamente por aqueles que creem em Cristo “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus” ( 1Jo 4:15 ).

Ora, qualquer que não confessa que Cristo é o Filho do Deus vivo não pratica e não pode praticar boas obras, pois não está em Deus. Portanto, quando referirmos as práticas louváveis do ponto de vista dos homens, como as ações de ordem filantrópicas, ou de bom trato, nomearemos de ‘boas ações’, e não ‘boas obras’, pois as ‘boas obras’ só são realizadas por aqueles que confessam que Jesus é o Filho de Deus.

Mas, para o homem estar em Deus, primeiro tem que crer em Cristo ( 1Jo 4:15 ), o que o habilita para a boa obra. Para o cristão preparar-se para a boa obra, deve sujeitar-se as autoridades de estado, uma vez que a boa obra não diz de luta política ou de classes “Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra” ( Tt 3:1 ).

Quando o apóstolo Paulo diz a Tito: “E os nossos aprendam também a aplicar-se às boas obras, nas coisas necessárias, para que não sejam infrutuosos” ( Tt 3:14 ), estava fazendo alusão a palavra do evangelho, e não as ações de cunho social que tanto é apregoada em nossos dias.

Quando o apóstolo Paulo diz que Epafrodito esteve próximo da morte pela obra, temos que entender que, para que a palavra sem fermento fosse anunciada pelo apóstolo dos gentios, Epafrodito não fez caso de sua própria existência para suprir as necessidades de Paulo “Porque pela obra de Cristo chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida para suprir para comigo a falta do vosso serviço” ( Fl 2:30 ).

Epafrodito se dispôs a dar a vida trabalhando para sustentar o apóstolo Paulo para que a Palavra da verdade fosse pregada. Epafrodito sabia que era necessário que Paulo continuasse ensinando a verdade do evangelho para que os crentes pudessem conservar o modelo das sãs palavras de Cristo, pois só por intermédio dela é que Deus realiza a sua obra “As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras” ( Jo 14:10 ).

A obra de Deus está vinculada à palavra de Deus. Sem a palavra de Deus não há obra boa. Quando se anuncia as palavras de Deus conforme as Escrituras, a obra e realizada por Deus.

Quando lemos: “Vos aperfeiçoe em toda a boa obra, para fazerdes a sua vontade, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém” ( Hb 13:21 ), a ênfase do escritor aos Hebreus repousa no fato de os cristãos serem criados para a boa obra e, que por sua vez, Deus os aperfeiçoará para fazerem a vontade de Deus: “Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” ( 1Tm 2:4 ); “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” ( Jo 6:40 ).

Todos quantos falam conforme o mandamento que Cristo recebeu do Pai são perfeito para a boa obra: “E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito” ( Jo 12:50 ), pois quem não diz nada de si mesmo ou conforme a sua carnal compreensão é porque sabe que é Deus quem faz a Sua obra ( Jo 14:10 ).

Conhecer o Pai por intermédio do Filho é a obra que Deus realiza “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” ( Jo 17:3 ).

 

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O ardil de Satanás

– Nosso Deus! Isso é muito ardiloso! – Comentei com os olhos arregalados, como se estivesse falando para mim mesma – Claro! Se acreditarmos que o Diabo teve a oportunidade de se insurgir contra Deus, o vemos muito mais poderoso do que ele é. Isso explica o medo e a luta de muitos crentes. Claro! Ao contrário de trabalhar para nos aproximarmos de Deus, lutamos para nos afastarmos de Satanás! Com isso ele ganha muito terreno.

 


Certa feita, meu marido e eu nos deparamos com um livro que fazia uma intrigante pergunta: “Porque o justo sofre?”

Para quem lê a Bíblia esta pergunta é fácil de responder, no entanto, como se tratava de um livro inteiro com a proposta de responder esta pergunta, consideramos que seria interessante conhecer seu conteúdo.

Não desejo falar de sofrimento, mas da pessoa que acreditamos causar o sofrimento dos justos. Isto porque o livro apresenta Satanás como causador do sofrimento dos justos quando aponta que este se apresentou diante de Deus para acusar o patriarca Jó.

Como é nosso costume verificar se as afirmações estão em conformidade com as Escrituras, obtivemos um deleitoso conhecimento quando compreendemos o modo de trabalhar do Diabo.

Essa atitude nos deu mais segurança em Deus e algumas razões para discordar do livro, além de descobrimos que, muito do que se ouve acerca de Satanás é MENTIRA.

– É certo que uma mentira dita muitas vezes vira consenso. E uma mentira que virou consenso entre os cristãos, foi que Satanás quis ser igual a Deus, – disse-me meu marido.

Parei o que estava fazendo, olhei para ele um tanto preocupada, e disse: – Como você pode dizer que isto é mentira?! Está escrito na Bíblia!

-Venha ler o que está escrito na Bíblia, disse ele com o dedo no trecho bíblico de Isaias ( Is 14:14 ). Então li em voz alta: -Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.

– Ser igual e ser semelhante NÃO são a mesma coisa, minha Linda. O próprio versículo demonstra isto. Veja que o próprio Satanás, no seu coração, chama Deus de Altíssimo. Entre Criador e criatura existe um abismo intransponível. Ao nomear Deus de Altíssimo, Satanás o reconhece como inatingível e inigualável. Explicou-me ele com os olhos arregalados, como se tivesse descoberto um diamante enorme. E continuou: – O salmo 89 confirma esta verdade.

Folheou a Bíblia, ainda com entusiasmo e mostrou-me o verso 6 deste salmo: “Pois quem no céu se pode igualar ao SENHOR? Quem entre os filhos dos poderosos pode ser semelhante ao SENHOR?”

– Satanás foi criado por Deus como todos os outros seres do Universo. Ele foi criado e posto na posição mais elevada na ordem celestial, ele era querubim da guarda ungido, perfeito em seus caminhos e sábio. Na ordem celestial, ele estava no topo da hierarquia, mas ainda assim, uma criatura de Deus, é o que está escrito em Ezequiel ( Ez 28:12 ). A distância entre homens e Deus é a mesma que anjos e Deus!

Querida, o homem mais simples sabe que é impossível à criatura tomar ou alçar o lugar do Criador. Se é estranho ao homem, que possui conhecimento limitado, afirmar que é possível alguém tornar-se o Criador, imagine se não é absurdo que um ser criado cheio de sabedoria tenha intentado ser o próprio Criador. – Disparou ele a me explicar.

– Nosso Deus Querido! Tem toda razão, – eu lhe disse ainda atônita com tanta explicação. Mas você não considera a ousadia de Satanás? Vir à presença de Deus acusar Jó?

Ele diminuiu o ritmo e disse-me mais calmamente: – Você deve se esvaziar das idéias pré- concebidas quando lê a Bíblia… Escute isto, porque faz toda a diferença… ”Viste o meu servo Jó?”, e mostrou-me o trecho bíblico “E disse o SENHOR a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal” ( Jó 1:8 ), enquanto falava: – Quem faz esta pergunta é Deus… Deus é quem evoca Jó na conversa. NÃO FOI SATANÁS… Isso porque, neste livro, o livro de Jó, Deus evidencia a diferença entre a justiça do homem e a Justiça de Deus. Qualquer outro personagem que não fosse íntegro e reto como Jó, somente evidenciaria a misericórdia de Deus.

Olhei para ele um tanto extasiada, ainda pela afirmação de que foi Deus quem trouxe Jó para a conversa. Sem poder e nem querer negar tal explicação, mas a impressão que ele teve foi que eu não aceitava esse entendimento.

Ora, para mim é muito bom saber que Deus está no controle da vida dos justos. Quanto menos poder Satanás tem, mais alegria e segurança sinto em meu Deus. Isso é ótimo para os justos.

Na tentativa de passar toda informação necessária a um bom entendimento, ele continuou: – A quem tal mentira favorece? ‘que Satanás quis ser igual a Deus’. Essa mentira deu à luz a dualidade: bem versus mal, Deus versus Satanás, ou seja, equivalência entre Deus, o Criador e o Diabo, a criatura.

– Nosso Deus! Isso é muito ardiloso! –Comentei com os olhos arregalados, como se estivesse falando para mim mesma – Claro! Se acreditarmos que o Diabo teve a oportunidade de se insurgir contra Deus, o vemos muito mais poderoso do que ele é. Isso explica o medo e a luta de muitos crentes. Claro! Ao contrário de trabalhar para nos aproximarmos de Deus, lutamos para nos afastarmos de Satanás! Com isso ele ganha muito terreno.

Voltei-me para meu marido dizendo-lhe: – Querido, isso deve ser esclarecido para o povo de Deus. Seremos muito mais produtivos de posse desse conhecimento.

Ao ouvir estas palavras seu semblante iluminou-se, e disse: – Depois quero falar pra você de Satanás, antes e depois da queda. CONFORME A BÍBLIA, tá?

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Satanás antes e depois da queda

Quando Deus criou os seres celestiais, ao querubim ungido disse: “Tu és o selo da perfeição, cheio de sabedoria, e perfeito em formosura” ( Ez 28:13 ). A descrição do querubim se prende na veste dele, (indumentária), sendo ela criada no dia em que ele foi trazido à existência “Cobrias-te de toda pedra preciosa (…) no dia em que foste criado foram eles preparados” ( Ez 28:13 ). Até ser achado iniquidade no querubim ungido, ele é descrito como: “Perfeito eras no teu caminho, desde o dia em que foste criado…” Ez 28:15 … Falava ele lendo a Bíblia após cada explicação.

 


Quer aprender mais como interpretar a Bíblia? Perguntou meu marido, como menino que pergunta se o coleguinha quer pirulito, na certeza de que é a coisa que o outro mais deseja.

Entrei no clima e respondi: Eu quero, eu quero! Me escolhe, me escolhe!

Esse ar de brincadeira chamou a atenção de nossa filha, que disse: – O que está acontecendo aí gente? Também quero.

– O pai vai me ensinar sobre Satanás. Respondi.

– Credo! Não quero nada disso não. Disse ela.

– Oh filha, – disse-lhe com a voz consternada – por quê?…

Depois da alegria que senti em saber que Satanás não era tão poderoso quanto eu acreditava, achei que todos deviam ter o mesmo sentimento quanto a conhecer a verdade que a Bíblia ensina.

Mami, eu já sei quem é Satanás! Respondeu ela toda confiante.

– Você sabe como Satanás era antes da queda? Perguntei-lhe.

Ela balançou a cabeça devagar, em sinal de negação e um tanto constrangida, afinal de contas, tinha falado que já sabia quem era Satanás, no entanto, ainda faltavam informações.

Aham! Então?… Insisti: Senta aqui com a gente, vai ser bom pra nós.

Ela sentou-se, não muito interessada. Aquele desprezo típico de adolescente na expressão do rosto.

Meu marido, em silêncio, já havia marcado dois trechos bíblicos enquanto eu tentava convencer nossa filha a aprender um pouco de interpretação.

Ao sentarmos, ele perguntou: Onde Satanás estava antes da queda?

Respondemos em coro: No céu.

– Na nani nãnão! Falou ele com ar de sabichão.

Com a decepção estampada no rosto, ela disse: Pai, pai, desde que me entendo por gente, que não faz muito tempo, -rsrsrs-, Satanás foi precipitado do céu.

Eu, que não queria passar vexame na frente de minha ex- aluna da escola dominical, nem abri a boca. Percebi que ele já havia investigado na Bíblia e iria dar sua cartada triunfal: revelar um conhecimento pouco percebido pelos leitores da Bíblia. Até abri um pouco mais os olhos.

Ele leu em voz alta, um pouco mais que o normal: “Estavas no Éden, Jardim de Deus” ( Ez 28:13 ).

A menina com olhos e boca abertos, estendeu a mão e arrastou a Bíblia vagarosamente até ela e leu em silêncio e a devolveu ao pai, pronta pra ouvir o comentário que sabia que seguiria aquela leitura. Claro que, a essa altura a expressão do rosto não era mais de desprezo, até alinhara-se na cadeira.

Muito motivado, afinal sua platéia aumentara cem por cento, ele começou a explanação: Quando Deus criou os seres celestiais, ao querubim ungido disse: “Tu és o selo da perfeição, cheio de sabedoria, e perfeito em formosura” ( Ez 28:13 ). A descrição do querubim se prende na veste dele, (indumentária), sendo ela criada no dia em que ele foi trazido à existência “Cobrias-te de toda pedra preciosa (…) no dia em que foste criado foram eles preparados” ( Ez 28:13 ). Até ser achado iniquidade no querubim ungido, ele é descrito como: “Perfeito eras no teu caminho, desde o dia em que foste criado…” Ez 28:15 … Falava ele lendo a Bíblia após cada explicação.

-Amor… o interrompi.

-Que foi?

– Dá pra você ser menos erudito? Ezequiel vinte oito, quinze. Parece que tá dando aula de teologia. A menina tem 14 anos, daqui a pouco ela vai ter sono. Observei.

Ah… Tá. Me empolguei um pouco. Disse ele com semblante risonho. E continuou.

-Certo… Satanás era BONITÃO. Ao meu entender, o mais lindo, “Perfeito em formosura” a roupa dela era de pedras preciosas. Ele foi criado especial entre os anjos.

-Pai, Deus não ama todos os anjos iguais? Perguntou nossa filha, um tanto decepcionada. Por que ele criou Satanás mais especial que os outros?

– Porque ele teria uma MISSÃO especial… Respondeu ele com satisfação, pois despertara questionamentos naquela cabecinha. – Leia aqui, o verso quatorze. Deslizou a Bíblia até a garota.

-“Tu eras querubim da guarda ungido…” leu ela, enquanto a Bíblia deslizava novamente para o pai, puxada por ele. Então levantou os olhos para ele para ouvir o que seguiria.

– Deus o estabeleceu como guardador do Monte Santo. Vocês não podem esquecer que o Monte Santo era o Éden. Ouça o que diz o versículo treze: “Estavas no Éden, jardim de Deus”.

-É mesmo. Dissemos em coro. Ela continuou: Ele não estava no céu, mas porque ele tinha que guardar o Éden, Monte Santo? De quem ele Tinha que guardar? Nem ele era Diabo ainda?

Olhei para a menina perplexa. Como podia surgir tanta pergunta de uma vez. Diga-se de passagem: E que perguntas!

– Essa é minha garota! Disse meu marido com satisfação. Nós três soltamos um riso, quase em uníssono. Nisso, meu filho que estava jogando vídeo game, parou o jogo e se juntou a nós.

-Eitáá! Expressou-se meu marido. –Minha platéia já aumentou mais cem por cento. Um aumento de duzentos por cento em um dia. Isso é fenomenal.

Dessa vez todos riram gostosamente.

-Ai pai! São três aluninhos, e todos… sua família. Disse o menino com deboche.

Mais risadas.

Que isso menino? Você sabe quem é o homem que pode ensinar a palavra de Deus para toda a família? Perguntou com ar de brincadeira, parecendo austero.

Quem? Perguntou o garoto, rindo um tanto desafiador.

EU! Respondeu o pai.

Mais risadas rechonchudas.

-Tá, tá. Muito bom a descontração, mas desejo ouvir minhas respostas. Interrompeu a menina.

– São perguntas excelentes, filha, mas deixarei para responder em outra ocasião. Neste mesmo local e talvez, não nesta mesma hora. Quero terminar de falar sobre Satanás, suas perguntas evocam a igreja, os anjos, o propósito eterno, e por aí a fora. Disse o pai com desejo de não desviar do assunto.

Sua preocupação era que esta aprendizagem fosse sedimentada na cabecinha da filha, pois em nenhum momento antes ela mostrara tanto interesse. Mas se falasse tudo de uma vez, as informações ficariam soltas e não seria muito útil.

-Satanás era um anjo da ordem dos querubins. Ou seja, Satanás era um anjo de posição elevada perante os seus semelhantes. Ele era nomeado como o portador de luz. A Bíblia descreve Satanás antes da queda como sendo o selo da perfeição, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Ele estava no jardim do Éden, Jardim de Deus, e quando da sua criação, também foi preparado os seus ornamentos (veste).

Ele devia ficar no monte santo de Deus, exercendo a função para a qual foi comissionado: guarda ungido. Ele havia assumido a MAIOR POSIÇÃO DA HIERARQUIA CELESTIAL, porque Deus o estabeleceu nesta posição.

-Amor, explica o que é hierarquia, talvez nosso filho não saiba. Disse eu preocupada com o entendimento do garoto.

Respondeu ele: Este menino é inteligente, e se ele não souber, tenho certeza de que vai olhar no dicionário.

Pareceu-me que o garoto estava flutuando na cadeira com o elogio do pai. O qual continuou a explicação sem nem notar o que acabara de fazer.

-Porém… porém… – Deslizou a Bíblia para o garoto e disse: leia aqui menino. Estava aberto no livro de Ezequiel, capítulo vinte oito verso quinze

O menino leu sem demora: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti”

Ele puxou a Bíblia de volta para ele e disse com voz de locutor de rádio: E-ELE PE-E-COU.

-É neste “momento” que ele diz em seu coração: “Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo” ( Is 14:13 e 14).

– Notaram aqui o que ele diz?

Todos quiseram responder ao mesmo tempo, mas foi observado pelo pai: -Um de cada vez, primeiro minha esposa.

-Que Satanás quis subir acima das estrelas de Deus, que são os anjos. Falei toda confiante, pois estava até dando o significado da figura ‘estrelas de Deus.

-Você, minha primogênita. Continuou ele sem nem me dar parabéns.

– Concordo com a mãe, pai. Asseverou a menina.

-Agora você, meu varãozinho.

– O problema estava em Satanás querer ser semelhante a Deus? Respondeu o garoto, fazendo pergunta.

-O fato de ele querer ser semelhante a Deus, foi mesmo o problema, mas quero lhes mostrar uma coisa interessante, uma coisa que reafirma que Satanás não estava no céu. Respondeu o pai olhando para mim.

Olhamos uns para os outros e saiu quase um grito de guerra: “EU SUBIREI AO CÉU”!

– Se ele quis subir é porque ele não estava lá, né pai? Disse nossa menina com os olhos estatelados.

-Isso é que é família. Disse ele orgulhoso. – Continuando e concluindo. Chamou-nos a atenção por causa da euforia que nos causou o elogio dele.

Voltamo-nos para ele mais atenciosos do que nunca.

-Por se achar o pecado no querubim ungido, Deus o destituiu da sua posição, lançando-o profanado para fora do monte e Satanás recebeu a penalidade: A MORTE!

– Como vocês sabem, estar separado de Deus é… MORTE! Concluiu o pai, satisfeito.

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A inveja de Satanás

Quando Satanás viu todos aqueles preparativos para a chegada do novo ser que iria ocupar tão excelente posição, desejou tal posição para si. Fez cálculos e achou que para adquirir a semelhança do Altíssimo, pois é um posição superior a de anjos, deveria subir. Ele se enganou RE-DON-DA-MEN TE. Deixou seu principado, a posição para qual foi estabelecido, ou seja, a sua função de segurança, e lançou-se na empreitada de se assentar no monte da congregação nas extremidades do norte.

 


– Quem quer pão? Ouvimos meu marido perguntar com entusiasmo.

Esta oferta se apresentou um tanto estranha. Houve até uma hesitação em atendermos à oferta.

Ele tem prazer em nos ver comer algo que ele mesmo tenha preparado. Vez por outra vai para a cozinha e prepara uma ‘mistureba’, até muita gostosa, que chamamos de “gororobinha” do pai. Mas, era algo inteiramente inusitado nos oferecer pão.

Passado o momento de desconfiança, saímos da sala onde estávamos e fomos ao seu encontro. Nossa desconfiança se revelou autêntica.

Cadê o pão pai? Perguntou meu filho.

– Gostaria de continuar aquele assunto que começamos sobre Satanás. Falou ele com os olhos bem abertos, um sorriso maroto na face e a Bíblia aberta na mão. – A Palavra de Deus é pão, e está bem aqui na minha mão. Quem quiser se servir é só tomar assento numa destas cadeiras. Ensinei a vocês que Satanás quis a semelhança do Altíssimo, e agora quero que vocês saibam POR QUE SATANÁS INTENTOU ALCANÇAR A SEMELHANÇA DO ALTÍSSIMO.

Fui a primeira a sentar.

Minha filha com os olhinhos cerrados e o canto da boca puxado para a direita disse: – Muito esperto isso, pai. Vou tomar assento.

Parecia estar zombando do termo: tomar assento.

– Ouvi um pregador dizendo que o orgulho o fez cometer este erro, pai. Disse nosso menino se assentando também.

– Isso pode até ser verdade, filho, veja o que a Bíblia diz sobre ele, falou meu marido mostrando a passagem bíblica de Ezequiel 28:12 e 13 “Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados” ( Ez 28:12 -13 ). O próprio Deus diz que Satanás era perfeito em formosura! Tais adjetivos, possivelmente despertou o orgulho de Satanás, a Bíblia também demonstra que Satanás morreu de INVEJA!

O QUE? Perguntamos em coro.

– A inveja matou Satanás, ou seja, o separou de Deus.

Fez-se o silêncio.

– Vou explicar para vocês passo a passo. Falou ele abrindo a Bíblia bem no começo. Dava para perceber que era o livro de Gênesis.

– Leia aqui filha, em alto e bom som. Disse ele para a menina que atendeu com satisfação.

– E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;…

– Somente até aí, filha, -disse meu marido interrompendo a leitura. – Vocês perceberam neste versículo alguma coisa que Satanás desejou? Perguntou, levantando e abaixando as sobrancelhas rapidamente.

– A semelhança, – respondi. – Tá começando a fazer sentido.

– Pois é. Quando Deus disse: -Façamos o homem, os anjos já existiam e ouviram O GRANDIOSO PROJETO de Deus. Imaginem vocês… Justamente o anjo perfeito em formosura, sábio e coisa e tal, que foi designado para guardar o Éden. Quão grande seria este projeto! Digam-me: de quem ele iria guardar o Monte Santo se nem o diabo existia ainda?

– Só podia ser de anjos, né pai? Respondeu nosso filho sob forma de pergunta.

– Isso mesmo filho! – Concluiu ele. A semelhança do Altíssimo era algo que estava oculto até que Cristo inaugurou a igreja. Nem mesmo os anjos sabiam direito desse assunto. Veja o que diz Romanos 16:25 “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto“. – O mistério foi estabelecido antes mesmo de ser criado o homem. Se o mistério decorria do projeto de Deus, segue-se que tal projeto estava oculto dos anjos.

– O que muita gente precisa perceber é que esta profecia de Gênesis tem dois tempos distintos: Façamos o homem à nossa imagem. Olhem o que diz no versículo 27: E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou”, cadê a semelhança?”

– O Senhor quer dizer que Deus não criou o homem imagem e semelhança? Perguntou a menina.

– A Bíblia está dizendo que primeiro Ele criou o homem à sua imagem, e que no segundo tempo lhe daria a sua semelhança. Respondeu o pai com segurança.

– Quem inventou o futebol deve ter entendido isso pai! -Disse o menino dando risadinhas – Primeiro e segundo tempo.

Rimos gostosamente.

– Que isso menino? Brincou o pai continuando o ensino, pois os alunos estavam bem atentos.

– Mas no primeiro tempo houve uma falta grave, e a semelhança chegou bem mais tarde! Houve uma prorrogação do primeiro tempo. Disse ele querendo manter o clima alegre. – Para Adão receber a semelhança do Altíssimo, tinha que crer na Palavra de Deus, mas ele não creu. Então ele foi substituído no segundo tempo pelo segundo Adão, que é Cristo Jesus.

Ah amor, fala direito! Observei. – Só sei que quando a bola toca a rede é gol, é tudo o que entendo de futebol.

– Quando Satanás viu todos aqueles preparativos para a chegada do novo ser que iria ocupar tão excelente posição, desejou tal posição para si. Fez cálculos e achou que para adquirir a semelhança do Altíssimo, pois é um posição superior a de anjos, deveria subir. Ele se enganou RE-DON-DA-MEN TE. Deixou seu principado, a posição para qual foi estabelecido, ou seja, a sua função de segurança, e lançou-se na empreitada de se assentar no monte da congregação nas extremidades do norte. O plano parecia possível ao querubim da guarda e a uma terça parte dos anjos que ele conseguiu atrair. Abra a Bíblia no último livro, filho. Apocalipse 12:4 e leia para nós. Mandou ele.

O que alegra este homem é poder mostrar as verdades na Bíblia. Pensei comigo. Toda vez que ele tem a oportunidade de nos mostrar passagens bíblicas, dá para perceber seu semblante iluminar.

– E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra… Leu o menino em voz alta.

– Diferentemente do que Satanás pensava que tinha que subir acima dos seus companheiros para alcançar a SEMELHANÇA de Deus, foi necessário que Deus descesse para dar ao homem sua SEMELHANÇA. – Este grande engano causou a morte de Satanás. E, mesmo depois de separado de Deus, ele se esforçou para que o homem também não alcançasse a semelhança, sabendo que o homem foi criado para este propósito. Isso não se parece com inveja? Não parece inveja a atitude, até hoje, dele ficar em derredor dos salvos, rugindo, buscando a quem possa tragar? Perguntou o pai já em tom de discurso.

– Parece, pai, parece. Disse o menino e a menina juntos.

– Vamos verificar no dicionário o que é inveja? Perguntei com os olhos mais abertos que o normal.

– Eu busco, mãe. Meu filho se prontificou.

Em poucos minutos, estávamos focados no dicionário, procurando a palavra inveja na letra i.

inveja
in.ve.ja
sf (lat invidia) 1 Desgosto, ódio ou pesar por prosperidade ou alegria de outrem. 2 Desejo de possuir ou gozar algum bem que outrem possui ou desfruta. 3 O objeto que provoca esse desejo. Var: invídia.

– Nosso Deus! Satanás se enquadra mesmo no termo inveja! Observei um tanto impressionada. – Quão grandes coisas preparou Deus para nós.

– Pai, se um anjo especial, e bota especial nisso, teve inveja do que Deus preparou para nós, então… Disse nossa filha não encontrando palavras para terminar o raciocínio.

– Lúcifer rejeitou seu principado para lançar mão de uma posição que ele desconhecia e não sabia como alcançar. Lembram-se que era um mistério oculto? Mas, ele sabia que era a posição mais elevada entre as criaturas de Deus. E vocês sabiam que esta posição é tão elevada que é o ponto central do propósito eterno?!

– Eu não sabia, nem sei o que é propósito eterno. Mas se o próprio Deus teve que descer até esta Terra para nos trazer sua semelhança, então eu creio sim, que é a posição mais elevada e mais maravilhosa das criaturas de Deus! Quase bradou a menina com grande alegria.

– Pensava que seríamos anjos, – disse o menino com olhar parado e as mãos postas como se estivesse orando – Mas seremos mais do que anjos!

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” ( 1 Jo 3:2 ) – Declamou nosso ilustre professor – Seremos semelhantes a Cristo!

Após um breve silêncio, o meu marido continuou: -Agora acompanhem o meu raciocínio: se Cristo é mais sublime que os céus, como diz a bíblia “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus” ( Hb 7:26 ), nós seremos…

– Mais sublimes que o céu, pai? Concluiu e perguntou a minha filha.

-E é esta semelhança que Deus quis dar a nós, os que cremos em Cristo Jesus como diz as escrituras… Mais sublime que os céus!… Mas isto é assunto para outra aula. Concluiu o pai.

Depois de ter ouvido uma palavra tão maravilhosa, só nos restou cantar diversas vezes…

‘Então minh’alma canta a ti Senhor

Grandioso és Tu, grandioso és Tu’.

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Caim e Abel

A oferta de Abel não foi melhor em essência que a oferta de Caim! A oferta não torna ninguém diferente, ou melhor, diante de Deus, pois tudo que há na terra pertence a Deus, tanto os frutos da terra quanto as crias das ovelhas.


“Todos estes morreram na fé. Não alcançaram as promessas” ( Hb 11:13 )

Uma das características inegável da fé esta na esperança proposta e não nas conquistas e realizações pessoais que muitos pensam em conquistar.

Observe os exemplos citados pelo escritor aos Hebreus:

“Pela fé Abel ofereceu melhor sacrifício”

Muitos pensam que a oferta é o diferenciou Caim e Abel diante de Deus, ou seja que a oferta de Abel continha elementos superiores a oferta de Caim.

Sobre este aspecto escreveu Scofield: “Este tipo se destaca em contraste à oferta desprovida de sangue, de Caim, dos frutos da terra e declara, na infância da raça humana, a verdade principal de que ‘sem derramamento de sangue não há remissão'” ( Hb 9:22 ; Hb 11:4 ).

É correta a assertiva de que ‘sem derramamento de sangue não há remissão de pecado’, porém, a citação deste verso não valida o pensamento do Dr. Scofield.

A oferta de Abel não era melhor ou superior a oferta de Caim! Oferta não torna ninguém aceitável a Deus. Devemos lembrar do que é dito pelo salmista: tudo que há na terra pertence a Deus, tanto os frutos da terra quanto as crias das ovelhas ( Sl 50:8 -13).

“O diferencial parte do próprio ofertante, e não na oferta!”

Abel alcançou testemunho de que agradou a Deus, não pela oferta que ofereceu, e sim por te-lo feito mediante a fé. É com base no firme fundamento (fé) que Abel alcançou testemunho de que era justo, e não através da sua oferta.

Deus não aceita as pessoas em função de ofertas ou sacrifícios, e sim, pela sua infinita misericórdia, bastando para isto que o homem confie n’Ele.

Caim tentou aproximar-se de Deus confiando que a sua oferta o faria agradável a Deus, e, por isso, primeiramente ele não foi aceito e nem a sua oferta.

“Mas para Caim e para a sua oferta não atentou…” ( Gn 4:5 )

Abel foi até Deus convicto que seria aceito e galardoado porque Deus é misericordioso. Ele foi aceito e a sua oferta também. Abel confiou em Deus, que é galardoador e foi aceito. Já Caim estava confiado na oferta, e permaneceu reprovável diante de Deus.

Abel recebeu a recompensa, pois Deus atentou para Ele e para a sua oferta: foi declarado justo.

Observe que Deus atenta em primeiro lugar para o homem que n’Ele confia, e depois para a oferta. O testemunho de Deus quanto a oferta de Abel decorre do fato de ele ter sido aceito por Deus pela fé.

Observe que, pela fé Abel ofereceu melhor sacrifício que Caim, tanto que, até depois de morto a sua oferta lhe deu testemunho da justiça alcançada.

“…e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta” ( Gn 4:4 )

Em nossos dias vemos muitos lideres religiosos concitando os seus liderados a fazerem votos, ofertas, sacrifícios, contribuições, etc. Para isso, apresenta a oferta ou o sacrifício como elemento essencial para alcançar a ‘bênção’ de Deus.

Esses lideres argumentam que, quando maior a oferta, maior é a fé do ofertante. Ou, apresenta o pretexto de que quanto maior a ‘semeadura’, maior a colheita. Invertem ou transtornam os valores que a Bíblia apresenta.

O homem só é aceito por Deus por meio da fé, e, só então a oferta é recebida por Deus, pois o salmista diz: “Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano” ( Sl 32:2 ). É declarado justo aquele que Deus não imputa maldade, e não aquele que oferece sacrifício.

Abel não foi até Deus por causa de uma ‘bênção’, mas pela fé alcançou um bom testemunho “Foi por ela que os antigos alcançaram bom testemunho” ( Hb 11:2 ).

Desta forma compreendemos o exposto pelo escritor aos Hebreus: “Pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim…” ( Hb 4:4 ).

Por ter se aproximado de Deus pela fé, Abel recebeu testemunho de Deus de que era justo. Observe que a oferta jamais poderia justificar Abel, pois o escritor aos Hebreus já havia demonstra que o sangue de animais jamais poderia tirar pecado ( Hb 10:4 ).

O que é impossível a sangue de touros que se oferece em holocaustos, é possível pela fé, pois, pela fé Abel alcançou de Deus testemunho de que era justo “… pelo qual alcançou testemunho de que era justo…” ( Hb 11:4 ).

Deus não muda e nem a sua palavra: “Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos” ( Sl 51:16 ).

Quando Cristo se apresenta ao Pai, também declarou por intermédio do profeta: “Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste” ( Sl 40:6 ), de modo que foi obediente até a morte e morte de cruz ( Fl 2:8 ).

Ora, Cristo foi obediente porque Deus requer dos homens obediência, e não sacrifício: “Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos” ( Os 6:6 ); “Porém Samuel disse: Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros” ( 1Sm 15:22 ).

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O pecado e a escravidão

A Bíblia utiliza a escravidão como figura para descrever o pecado. Como o sistema escravagista foge a realidade dos nossos dias, faz-se necessário estudar os princípios jurídicos que regiam este instituto social estabelecido por figura para melhor compreender a condição da humanidade sob a égide do pecado. Você já deve ter aprendido que o pecado é o que separa o homem de Deus, por isso, analisaremos o que é o pecado e no que consiste a alienação de Deus.


“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” ( Rm 3:23 ).

Um menino escravo

Apesar de sua tenra idade, Trévio era um menino forte, inteligente e muito trabalhador. Ele nasceu escravo, uma condição que a própria existência lhe impôs por ter sido gerado de uma mulher escrava.

Trévio convive com outros meninos e meninas em igual condição: eram todos escravos. Muitos dos amigos de Trévio não conheciam suas genitoras, Trévio, porém, sentia-se privilegiado por viver com sua mãe.

Assim como Trévio, a sua genitora era propriedade de um senhor. Tudo que ambos possuíam era o seu Senhor, pois a única situação que lhes permitia utilizar o pronome possessivo ‘meu’, era quando faziam referencia ao seu senhor.

Trévio era obediente, trabalhador, aplicado, interessado, sequioso por conhecimento, mas suas qualidades não influenciavam sua condição. Os desejos, anseios, acertos, trabalho, compreensão, função, aplicação, etc., não podia alterar a condição de Trévio.

A medida que Trévio compreendia sua condição aumentava em seu coração o desejo de ser livre e com ele a tristeza, pois sabia que lhe era impossível alcançar a liberdade por suas próprias forças e qualidades.

Em um sistema escravagista:

  • Um escravo é comparável a um objeto, uma propriedade do seu senhor, assim como os animais da fazenda;
  • Tudo que um escravo produz pertencia por direito ao seu senhor, e;
  • Por mais anseio que tenha pela liberdade, nunca disporia de meios para levar a efeito tal objetivo.

Você pode imaginar como Trévio se sentia?

Toda humanidade vem a existência em condição semelhante à de Trévio. Qualquer que não crê em Cristo é escravo do pecado!

O que é ser escravo do pecado? É estar sujeito a uma condição na qual você não tem como libertar-se por si só.

Esforço, dedicação, moral, comportamento, regras, leis, qualidades, etc., não são contados como meio para alcançar a liberdade. Por mais que uma pessoa pratique boas ações, doe todos os seus pertences, viva uma vida de ascetismo pessoal, paute sua existência segundo a melhor corrente filosófica e religiosa não consegue livrar-se de tal condição.

A condição suplanta os atributos morais e intelectuais do indivíduo, pois abarca o ser, e não suas ações. Um escravo podia ser bom ou mau, porém, estes qualificativos não alteravam a sua condição: continuava escravo.

A definição ‘Todo homem é mortal’ expressa uma condição pertinente a humanidade, independentemente de quaisquer questões. Não importa a nação, origem, intelecto, religião, sabedoria, moral, intenção, dolo, etc., a morte é uma realidade para o ser humano.

Quando falamos de ‘escravidão’ e ‘liberdade’, estamos diante de duas condições sociais distintas, e embora sejam condições estabelecidas pela sociedade, dentro desta realidade, impressões pessoais não mudam a condição do homem.

A condição não se expressa em meio termo: ou é escravo, ou é livre. Não há como ser meio livre e meio escravo. Escravo de manhã e livre à tarde.

Trévio era escravo porque a sua mãe era escrava. De igual modo a humanidade tornou-se escrava do pecado por causa dos nossos pais, Adão e Eva, uma vez que também eram escravos do pecado.

  1. Trévio era escravo porque sua mãe era _____________!
  2. A escravidão era uma condição imposta pela sociedade que não podia ser alterada por quesitos pessoais tal qual ________________, _____________,________________ .
  3. Todas as pessoas nascem escravas do pecado porque elas são filhas de______ e _______!

 

A escravidão

Quando Adão e Eva desobedeceram a Deus venderam-se ao pecado, e desde então, todas as pessoas nascem pecadoras.

São pecadoras porque pecam? Não! São pecadoras porque nasceram nesta condição, e portanto, pecam porque são pecadores. Pecado, pecador diz da condição pertinente a humanidade quando alienada de Deus.

Havia duas formas de um homem tornar-se escravo:

  • Condição herdada dos pais;
  • Por dívida, conquistas.

Trévio não se tornou escravo, antes nasceu nesta condição, diferente de sua mãe, que antes era livre. A escravidão é condição que se estabelecia sobre homens, mulheres, crianças, jovens, adultos e velhos.

Quando foram criados por Deus, Adão e Eva eram livres, mas a bíblia relata que eles desobedeceram a Deus, e os nossos pais carnais (Adão e Eva) tornaram-se escravos do pecado.

Eles perderam o melhor que uma criatura pode ter: a comunhão com seu Criador. Eles foram destituídos da glória de Deus. Esta ‘nova’ condição a que Adão e seus descendentes foram submetidos é melhor descrita e representada através da escravidão.

Mas, porque Jesus e os apóstolos utilizaram o instituto da escravidão como figura para representar a condição do pecador? Porque o homem foi condenado à morte, uma condição alienada de Deus!

A condenação estabeleceu uma condição: morte, separação de Deus. Assim como a escravidão, a morte é uma condição que o homem não pode mudar por si só. A morte tornou-se uma condição própria aos homens destituídos de Deus, o autor da vida.

  1. A morte é uma _____________, assim como a escravidão.
  2. A escravidão é uma _____________ para ilustrar a condição da humanidade sob condenação.
  3. Uma pessoa livre podia tornar-se ______________ , e alguns escravos nunca experimentaram a liberdade, pois foram gerados nesta __condição___.

 

Escolhas e Vontades

Na medida do possível Trévio desejava fazer as melhores escolhas. Cumprir as regras era uma delas. Dentre os seus ‘amigos’ em igual condição esta não era a temática. Muitos eram arredios, descumpriam pequenas regras, mentiam, etc., mas a condição deles era idêntica.

As melhores escolhas melhoravam as relações de Trévio com os seus amigos e evitava as correções imposta pelo seu senhor. Por causa deste compromisso consigo mesmo, Trévio ainda não fora submetido a nenhum castigo severo.

A escravidão era um empecilho para a liberdade, porém, a capacidade de escolha, a livre vontade, os sonhos, os anseios de Trévio não foram tolhidos. O que difere livres e servos é somente a condição.

De modo semelhante à condição de Trévio é a de toda a humanidade, faz inúmeras escolhas e leva a efeito inúmeros anseios, mas não podem mudar a sua condição: são escravos do pecado!

Tudo que os descendentes de Adão fazem, escolhem, sonham e anseiam só influenciam, melhoram ou pioram as relações entre os seus semelhantes, mas não pode reatar a relação com Deus.

A condição que se abateu sobre a humanidade decorre de uma escolha específica que Adão fez: ele não confiou na palavra de Deus que é vida, e, por isso, morreu. Todos os seus descendentes herdaram igual condição porque Adão escolheu não confiar na palavra de Deus.

Hoje, por intermédio do evangelho a humanidade é informada que há uma única maneira do homem escapar de tal condição. É necessário escolher confiar na palavra encarnada que concede vida.

Da falta de confiança adveio a separação: todos juntamente se desviaram e tornaram-se imundos, condenáveis diante de Deus. Agora, por intermédio de Cristo, a redenção, a liberdade da escravidão está em uma escolha específica: crer n’Aquele que Ele enviou.

  1. Escolhas e anseios não podem mudar a _____________ dos servos do pecado.
  2. Boas e más escolhas somente interferem nas _______________ humanas.
  3. A ordem: “De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás” é a palavra de Deus que preservava a condição do homem (vida), do mesmo modo que a palavra encarnada tem poder de mudar a condição do homem de morte para ______________.
  4. A melhor figura para representar a condição do homem alienado de Deus é a __________________ .
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A força do pecado

A força do pecado é proveniente da lei de Moisés? Deus permitiu que o homem pecasse? Como o homem alcançou liberdade? Em qual mandamento de Deus o pecado achou ocasião e matou o homem? Estas e outras perguntas serão respondidas neste artigo.

 


“Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei” ( 1Co 15:56 )

A força do pecado reside na lei de Moisés?

Muito antes de Moisés entregar a lei ao povo de Israel o pecado já exercia o seu domínio no mundo “Pois antes da lei estava o pecado no mundo…” ( Rm 5:13 ), e a morte já reinava desde Adão ( Rm 5:14 ). Tais afirmações demonstram que não é a lei de Moisés que é a força do pecado, pois mesmo sem a lei mosaica o pecado prendia o homem à morte.

Se a lei de Moisés não é o que concede força ao pecado, de qual lei o apóstolo Paulo fez alusão? Qual lei constitui-se a força do pecado?

A resposta encontra-se no livro do Gênesis: “E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” ( Gn 2:16 -17).

Quando Deus concedeu a sua ordenança (mandamento) a Adão, assim o fez para preservar-lhe a vida, ou seja, a comunhão de Adão com Deus. O mandamento foi dado para vida, porém, o que era santo, justo e bom tornou-se morte, visto que o pecado achou ocasião na ordenança, e por ele matou o homem.

Qual a força da ordenança? A força da ordenança decorre da soberania de Deus, que a constituiu, e, por conseguinte, a ordenança é santa, justa e boa, pois é uma expressão da natureza de Deus.

Na ordenança havia uma pena (conseqüência) pré-estabelecida: ‘… certamente morrerás’, e na morte, que é um aguilhão, ou a pena prevista, o pecado prendeu todos os homens, sujeitando-os por toda existência a servi-lo ( Hb 2:15 ).

O pecado refere-se a uma condição pertinente a humanidade após a ofensa de Adão. Esta condição é resultado de uma pena imposta após uma condenação: alienação da glória de Deus, separados da vida que há em Deus, portanto, mortos ( Rm 5:18 ).

O que prende o homem à condição denominada pecado é a morte, a pena prevista pela ordenança de Deus, e através da ordenança que era para vida o pecado ‘achou’ ocasião (meio, modo) e matou o homem.

Qual o objetivo da ordenança dada por Deus no Éden?

  1. Preservar a relação que o homem possuía com Deus (vida, luz, verdade, justiça, santidade, etc.);
  2. Estabelecer e conscientizar o homem da total liberdade que possuía “De toda a árvore do jardim comerás livremente…” ( Gn 2:16 );
  3. Não deixar o homem desavisado (inocente) do risco que o cercava “O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena” ( Pr 27:12 );
  4. O alerta ‘dela não comerás’ demonstra uma relação de confiança, que preservaria a condição do homem.

A ordenança dada por Deus era santa, justa e boa, porém, o pecado mostrou-se excessivamente maligno, pois encontrou ocasião na ordenança que era para vida, e através da ordenança matou o homem ( Rm 7:13 ).

A força do pecado é anterior a lei de Moisés, pois antes da lei mosaica a morte já reinava em decorrência da ofensa de Adão ( 1Co 15:22 ).

Adão não precisava realizar obra alguma para cumprir a ordenança, antes bastava confiar em Deus, porém Adão não confiou (descansou) e desobedeceu ao Criador.

Adão não tinha qualquer obrigação, e podia comer livremente de todas as árvores do jardim, inclusive das duas árvores plantadas no meio do jardim: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Mesmo com o alerta acerca da conseqüência quanto ao comer do fruto do conhecimento do bem e do mal, Adão não preferiu a ordenança que era para a vida e comeu do fruto do conhecimento do bem e do mal.

O aguilhão do pecado não é proveniente da lei de Moisés, antes é proveniente da lei que causou a alienação de Deus. Por causa da lei santa justa e boa que diz: ‘… certamente morrerás’ ( Gn 2:17 ), o pecado encontrou ocasião na força da lei, e por ela aprisionou o homem ( 1Co 15:56 ).

Qual a força do pecado? A irrevogabilidade da lei tornou-se a força do pecado.

Através da ordenança que diz: ‘… certamente morrerás’ ( Gn 2:17 ), por causa da transgressão de Adão o pecado encontrou a força necessária para aprisionar o homem. Sem o mandamento não existiria para o homem a possibilidade de alienação de Deus, ou seja, o pecado estaria morto ( Rm 7:8 ).

O mandamento de Deus foi dado para preservar o homem em comunhão com a Vida, porém, após dar ‘ouvido’ à serpente, o homem ‘achou’ que o mandamento era para a morte, pois entendeu que ainda não estava pleno de Deus ( Rm 7:10 ; Gn 3:5 ).

O homem entendeu que não ter o conhecimento do bem e do mal era o mesmo que não ter a plenitude de Deus, porém, plenitude é estar em comunhão com Deus.

Pela lei santa justa e boa, que visava preservar a comunhão do homem com Deus, o pecado achou ocasião, mostrando-se excessivamente maligno, pois pelo bem (lei) encontrou a força necessária para alienar o homem de Deus, e, assim, enganou e matou o homem ( Rm 7:11 ).

O homem perdeu a comunhão, a glória, a vida e a liberdade! Por natureza o homem passou a ser filho da ira e da desobediência, alienado de Deus e escravo do pecado ( Ef 2:2 -3 ). A condição de Adão passou a todos os seus descendentes. A morte veio por um homem e todos os homens morreram em Adão ( 1Co 15:21 -22). Um pecou, todos os seus descendentes pecaram ( Rm 5:16 ).

Um cético pode perguntar: se Deus sabia que o pecado operaria a morte através do mandamento santo, justo e bom, porque concedeu indiretamente ocasião ao pecado ao estabelecer o mandamento? Porque somente através do mandamento se estabelece a liberdade. Se não houvesse o mandamento não haveria liberdade.

Quando Deus instituiu a perfeita ordenança, a da liberdade, dizendo: “De toda a árvore do jardim comerás livremente…” ( Gn 2:16 ), somente com a ressalva a liberdade se estabeleceu: “… mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” ( Gn 2:16 ).

Deus estabeleceu plena liberdade, e o diabo enfatizou proibição total: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” ( Gn 3:1 ). Deus é o autor da liberdade ( 2Co 3:17 ), mas o diabo promoveu a alienação de Deus.

O apóstolo Paulo descreve a condição do homem destituído da gloria de Deus (pecado) como morto em delitos e pecados ( Ef 2:1 ; Cl 2:13 ). O homem não dispõe de meios para livrar-se por si mesmo da condição herdada de Adão, o que o torna comparável a um escravo.

Diante deste quadro horrendo, condição em pecado, apareceu a benignidade de Deus para com todos os homens ( Tt 3:4 ). Por ser riquíssimo em misericórdia, mesmo os homens estando mortos em delitos, anunciou: “Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá…” ( Is 55:3 ; Ef 2:5 ).

Adão morreu por não dar ouvidos (obedecer) à palavra do Senhor. Não deu crédito à palavra do Senhor, mas acatou as palavras do pai da mentira, pois desobedeceu ao mandamento que lhe era para vida.

São diferentes: o mandamento que Deus deu no Éden, onde o pecado obteve força, e a lei de Moisés, que somente serviu de ‘aio’ para conduzir o homem a Cristo. Enquanto a ordenança no Éden era para preservar a vida, a ordenança entregue por Moisés continha uma maldição para quem não a cumprisse “Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las (…) O que fizer estas coisas, por elas viverá” ( Gl 3:10 -12).

Nas cartas do apóstolo Paulo há referencia as duas leis, sendo necessário fazer distinção entre elas para não ocorrer equívocos quando se interpreta a bíblica.

Por exemplo: considerar que a lei de Moisés é o que concede força ao pecado dá margem a entender que o pecado restringe-se às ações ou omissões equivocadas dos homens, o que nega ambos: a força e o aguilhão do pecado, provenientes da desobediência de Adão.

Daí surge o entendimento que a força do pecado está nas negativas da lei de Moisés, por exemplo: não matarás, não furtarás, não roubarás, não dirás falso testemunho, etc., o que promoverá um entendimento meramente legalista e formalista no combate ao pecado. Tal compreensão não exclui a força do pecado através da morte do pecador com Cristo, antes promoverá um evangelho pautado em questões comportamentais, tais como: formalismo, legalismo, moralismo, etc.

Quando se compreende de modo correto qual ‘lei’ concede força ao pecado, o interprete enfatizará a crença na mensagem do evangelho, uma vez que compreenderá porque é necessário ao homem nascer de novo.

Como o homem morreu porque não deu crédito a ordenança que era para vida, somente através da fé na palavra de Deus o homem viverá ( Mt 4:4 ). O aguilhão do pecado (morte) só é ‘quebrado’ quando o homem morre com Cristo, pois após morrer, e ser sepultado, ressurge em uma nova criatura, criada segundo o poder de Deus, em verdadeira justiça e santidade.

Vale destacar que, na primeira carta aos Coríntios, todas as vezes que o apóstolo Paulo fez referencia à lei de Moisés, o fez em um contexto que não é possível desvincular a palavra ‘lei’ do povo judeu, ou do seu preceptor, Moisés ( 1Co 9:8 ; 1Co 9:9 ; 1Co 9:20 ; 1Co 9:21 ; 1Co 14:21 ; 1Co 14:34 ).

Com relação ao verso em tela, não temos uma referência explicita à lei de Moisés, e aliado a isto, o capítulo 15 da primeira carta aos Coríntios trata de questões próprias ao Éden, do primeiro Adão e do último Adão, que é Cristo, o que vincula a palavra ‘lei’ a questões próprias do Éden.

Portanto, o que prende o homem ao pecado é a morte, condição proveniente da ofensa de Adão e que estava prevista na ordenança de Deus. Já a força do pecado reside na ordenança irrevogável: “… certamente morrerás” ( Gn 2:17 ).

Através da mesma lei que estabeleceu plena liberdade o pecado operou a morte, mostrando-se excessivamente maligno, pois através do bom operou a morte ( Rm 7:13 ). Ou seja, a ordenança concedida no Éden não estava permitindo que o homem pecasse, antes estava instituindo a liberdade.

 

Perguntas e respostas:

1) A força do pecado é proveniente da lei de Moisés? Não! É proveniente da ordenança que foi dada ao homem no Éden.

2) Deus permitiu que o homem pecasse? Não! Através da ordenança demonstrou quão plena era a liberdade que o homem possuía.

3) Como o homem alcançou liberdade? Através da ordenança, pois sem a ordenança não haveria liberdade.

4) Em qual mandamento de Deus o pecado achou ocasião e matou o homem? Na ordenança registrada em Gn 2:17 .

5) Através de qual elemento o pecado aprisiona o homem? Através da morte ( Hb 2:15 ).

6) Por que a ordenança de Deus constituiu-se na força do pecado? Porque a ordenança é irrevogável, e o pecado achou ocasião na irrevogabilidade da lei.

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A família de Deus

Ao crer na mensagem do evangelho você recebeu poder para ser feito (criado) filho de Deus ( Jo 1:12 ). Por meio da regeneração (criar de novo) você passou a pertencer à família de Deus. Nesta nova família, Deus é o seu Pai, e Jesus é o seu irmão primogênito ( Rm 8:29 ). Todos os que creram receberam graça sobre graça, alcançando salvação (graça) e a condição de filhos (mais graça) ( Jo 1:16 ). Ao subir à glória Cristo conduziu muitos filhos a Deus ( Hb 2:10 ), e, portanto, todos que creram são mesmo filhos de Deus ( 1Jo 3:1 ).


Ao crer na mensagem do evangelho você recebeu poder para ser feito (criado) filho de Deus ( Jo 1:12 ). Por meio da regeneração (criar de novo) você passou a pertencer à família de Deus. Nesta nova família, Deus é o seu Pai, e Jesus é o seu irmão primogênito ( Rm 8:29 ).

Todos os que creram receberam graça sobre graça, alcançando salvação (graça) e a condição de filhos (mais graça) ( Jo 1:16 ). Ao subir à glória Cristo conduziu muitos filhos a Deus ( Hb 2:10 ), e, portanto, todos que creram são mesmo filhos de Deus ( 1Jo 3:1 ).

Como filho de Deus você deve estar cônscio que Ele cuida de você “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” ( 1Pe 5:7 ), sem esquecer a recomendação de Jesus, de que os filhos não precisam inquietar-se com as coisas deste mundo ( Mt 6:31 ).

Você já verificou quais são as benesses por ser um dos filhos de Deus?

Por ser filho de Deus você:

  • Venceu o maligno ( 1Jo 2:13 e 14);
  • O maligno não lhe toca ( 1Jo 5:18 );
  • A sua vida está escondida com Cristo em Deus ( Cl 3:3 );
  • Você é participante da natureza de Deus ( Cl 2:10 ; Jo 1:16 );
  • Você é semelhante a Cristo neste mundo ( 1Jo 4:17 );
  • Possui uma herança;
  • Você venceu o mundo “Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” ( 1Jo 5:5 );
  • Você é mais que vencedor ( Rm 8:37 );
  • Tudo concorre para o seu bem ( Rm 8:28 );

Os filhos dos homens têm direito a herdar bens de seus pais, e para administrarem esses bens, precisam atingir a maioridade, mas , como herdeiro de Deus, assim que se ingressa na família já é idôneo para participar da herança dos santos ( Cl 1:12 ). Você foi abençoado com todas as bênçãos espirituais ( Ef 1:3 ); Você está assentado nas regiões celestiais ( Ef 2:6 ); Você é templo e morada do Espírito Santo ( 1Co 6:9 ); Você é nova criatura, você é luz, etc.

É de grande importância que você saiba os direitos que adquiriu quando ingressou nessa ilustre família, tanto que o apóstolo Paulo empenhou-se na árdua tarefa de conscientização sobre a nova condição daqueles que creram no evangelho, veja: “É também nele que vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação” ( Ef 1:13 ). Por estar em Cristo, ou seja, por ser uma nova criatura, todas as condições enumeradas anteriormente são pertinentes a você.

Por pertencer à família de Deus, além de você ter um Pai Celestial, você tem muitos irmãos. Quem são os seus irmãos? Todos que em todo o lugar invocam o nome de Cristo conforme anunciado nas Escrituras. Eles são seus irmãos porque creram em Cristo, e também receberam poder para serem feitos filhos de Deus ( Jo 1:12 ).

E qual deve ser o seu tratamento para com os seus irmãos em Cristo?

Você não pode esquecer que os seus irmãos são provenientes de todos os povos, de todos os lugares e de todas as condições sociais. À época de Paulo, os cristãos eram provenientes de diversas nações (gregos, judeus, romanos, etc). Também eram provenientes de diversas regiões (Ásia, Europa, África, etc). Da mesma forma, os cristãos possuíam condições sociais distintas (ricos, pobres, servos, livres, doutores, pescadores, etc).

Quando Deus acolheu os seus filhos pela fé em Cristo não fez distinção alguma entre eles. Da mesma forma, você não pode fazer distinção entre aqueles que foram chamados à graça de Deus, preferindo uns em detrimento de outros por causa de suas origens e condições sociais pertinentes a este mundo.

Não se esqueça que somente são filhos de Deus os que aceitaram a Cristo por intermédio da fé, e que, as questões culturais, matérias e sociais não demonstram quem é ou não filho de Deus.

Você precisa estar cônscio desta verdade, visto que, aparecerão pessoas que lhe dirá que os filhos de Deus são abastados financeiramente e possuem saúde física plena, focando-se apenas em questões materiais. Chegarão ao cumulo de afirmar que você não é filho de Deus por não estar abastado financeiramente, ou por estar passando por alguma enfermidade e ainda comparando condições financeiras para levá-lo a fazer imprecações contra Deus.

Ao deparar-se com estas pessoas, você deve lembrar-se que:

  • os cristãos não têm neste mundo possessão permanente;
  • os gerados de Deus ajuntam tesouro em uma pátria onde a ferrugem e a traça não come;
  • a sua esperança está focada no mundo vindouro, pois os que esperam em Deus com relação às coisas deste mundo são os mais miseráveis dos homens ( 1Co 15:19 );
  • o dever dos filhos de Deus está em buscar as coisas que são dos céus, e as demais serão acrescentadas.

Vimos anteriormente que, os filhos de Deus são reconhecidos através daquilo que professam acerca de Cristo, e não através de suas origens, posses, cultura, condição social ou comportamento.

Os nascidos de Deus, ou os que obedecem a Deus, ou os que se arrependeram, enfim, os cristãos devem compreender que as diferenças existentes neste mundo servem aos filhos de Deus como estímulo ao amor, visto que, é dever considerar uns aos outros na condição em que eles estão ( Hb 10:24 ).

 

Perguntas:

1) Você pertence a qual família por crer em Cristo?

R. Por meio da regeneração (criar de novo) você passou a pertencer à família de Deus.

2) Você é _um dos filhos _ de Deus pela fé em Cristo. E Jesus é o _primogênito _ entre muitos irmãos.

3) Por que os filhos de Deus não precisam estar inquietos?

R. Os filhos de Deus não precisam inquietar-se com as coisas deste mundo ( Mt 6:31 ), porque Deus cuida de seu filhos “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” ( 1Pe 5:7 )

4) Quem são os seus irmãos?

R. Todos que em todo o lugar invocam o nome de Cristo conforme o anunciado nas Escrituras são os seus irmãos porque creram em Cristo. Todos eles receberam poder para serem feitos filhos de Deus ( Jo 1:12 )

5) Qual a condição social de Onésimo? Como Paulo o considerava? ( Fm 1:16 )

R. Onésimo era escravo, porém, Paulo o considerava irmão.

6) A igreja era composta por __judeus__,__gregos__, _escravos_, __livres__, __homens__, mulheres__ … ( Gl 3:28 )

7) A condição social, financeira, ou de saúde influência a salvação?

R. Não!

8) As diferenças socioeconômicas servem para __estimular os cristãos ____ ao amor fraternal.

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