– Vigia irmão!

O crente deve estar cônscio de que a sua salvação só ocorrerá se permanecer firme no evangelho anunciado pelos apóstolos, retendo-o inalterado, tal qual foi anunciado até o fim: “Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis. Pelo qual, também, sois salvos se o retiverdes, tal como vo-lo tenho anunciado (1 Co 15:1).


“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos” (1 Co 16:13)

Introdução

No dia a dia entre os cristãos é comum ouvirmos o seguinte alerta: – “Vigia varão”! Mas, com o que o cristão deve estar vigilante?

Vigiar para não ser surpreendido pela volta de Cristo, quando vier buscar a igreja? A vigilância do crente deve estar focada nas questões de vestimentas, alimentação, relações interpessoais, etc.? O cristão deve ser vigilante com relação às suas amizades com os não cristãos?

Analisemos qual o objetivo do apóstolo Paulo, ao ter ordenado aos cristãos que vigiassem.

 

Vigiai

“Porque nenhuma outras coisas vos escrevemos, senão as que já sabeis ou, também, reconheceis e espero que, também, até ao fim as reconhecereis” (2 Co 1:13).

Um dos princípios norteadores de todas as cartas paulinas, consta do verso acima: tudo o que o apóstolo escreveu em suas epístolas, os destinatários (cristãos) já sabiam ou, tinham condição de reconhecê-las. Além disso, o apóstolo Paulo não se aborrecia de escrever sempre as mesmas coisas, pois ele entendia que era segurança para os cristãos (Fl 3:1).

O apóstolo Paulo nutria a esperança de que os seus interlocutores identificassem a mensagem escrita, como idêntica ao que lhes fora ensinado pessoalmente, e que jamais se distanciassem do que haviam aprendido.

Considerando que tudo o que o apóstolo Paulo escreveu em suas epístolas os cristãos conheciam e podiam identificar, quando é dito: – ‘Vigiai’, o apóstolo dos gentios estava evocando um ensinamento que, efetivamente, os seus interlocutores sabiam e que podiam distinguir com precisão.

Em seu discurso de despedida da igreja que ficava na cidade de Éfeso, o apóstolo Paulo ordenou aos anciões que ficassem atentos. Observe:

“Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos…” (At 20:28).

Por que os cristãos deveriam estar atentos? Porque o apóstolo Paulo sabia que, após partir para Jerusalém, na comunidade de Éfeso se levantariam homens que falariam coisas ‘perversas’[1] para atraírem os seguidores de Cristo após eles. Surgiriam lobos cruéis que se introduziriam em meio aos cristãos e não poupariam o rebanho de Deus.

“Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si” (At 20:29-30).

Dai o alerta: ‘Olhai por vós e por todo o rebanho…’ (At 20:28). – “Estai atentos”, ou seja, os anciões deveriam estar vigilantes. Vigilantes como? Mantendo acesa na memoria o que, com lágrimas, lhes foi ensinado pelo apóstolo Paulo, durante três anos (At 20:31).

O crente deve estar cônscio de que a sua salvação só ocorrerá se permanecer firme no evangelho anunciado pelos apóstolos, retendo-o inalterado, tal qual foi anunciado até o fim: “Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis. Pelo qual, também, sois salvos se o retiverdes, tal como vo-lo tenho anunciado (1 Co 15:1).

Ora, Jesus teve o cuidado de anunciar somente o que o Pai prescreveu, pois Ele sabia que o mandamento de Deus é a vida eterna, logo, tudo que Jesus ensinou, falou, especificamente, como o Pai lhe prescreveu (Jo 12:49-50; Jo 14:24).

Em meio aos irmãos de Corinto surgiram pseudocristãos que falavam coisas ‘perversas’, ou seja, anunciavam que os mortos não ressuscitavam (1 Co 15:12), daí o alerta paulino: – “Vigiai justamente e não pequeis”!

“Não vos enganeis[2]: as más conversações[3] corrompem os bons costumes[4] [5]. Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa” (1 Co 15:33-34).

O apóstolo alerta aos cristãos, a não se deixarem iludir, ou seja, não se deixarem enganar, pois, as más associações (comunhão) corrompem o que está estabelecido. A companhia, a relação ou a comunhão (conversações) com aqueles que anunciavam que os mortos não ressuscitam comprometia a verdade do evangelho, vez que a ideia de não haver ressurreição é contrária à pregação dos apóstolos: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação e, também, é vã a vossa fé” (1 Co 15:14).

A mensagem que o apóstolo Paulo pregou aos cristãos, na qual deveriam permanecer era o ηθος (ethos), a residência habitual, o abrigo, o recanto dos cristãos, da qual não podiam se demover (1 Co 15:11; 2 Ts 2:15), mas a ‘conversação’ com quem não detém o conhecimento de Deus, pode corromper a verdade do evangelho: “Ninguém vos engane com palavras vãs, porque, por estas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais seus companheiros” (Ef 5:6-7; 2 Ts 3:6).

Por causa do risco inerente às más conversações, a ordem é: afaste-se, não compartilhe da mesma mesa, não receba em casa e nem saudai! “Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes, afasta-te(2 Tm 3:5); “Mas, agora vos escrevi, que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais (1 Co 5:11); “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis(2 Jo 1:10).

Diante do desvio doutrinário, acerca da ressurreição dos mortos, o apóstolo Paulo conclama os cristãos a permanecerem sóbrios. Daí a ordem: – ‘Vigia, justamente, e não pequeis[6]’! (1 Co 15:34).

Permanecer sóbrio é indispensável à vigilância. A sobriedade contrasta com a loucura, decorrente da embriaguez, portanto, é o mesmo que dizer: não seja insensato, néscio, louco, etc. Os judeus foram nomeados loucos pelos profetas, por não andarem segundo o mandamento de Deus: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1:22); “E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!” (Lc 24:25); “Deveras o meu povo está louco, já não me conhece; são filhos néscios e não entendidos; são sábios para fazer mal, mas não sabem fazer o bem” (Jr 4:22; Dt 32:6).

O sóbrio compreende qual é a vontade de Deus, segundo a verdade do evangelho (Ef 5:17), ou seja, é pleno (cheio) do Espírito, pois a palavra de Deus habita nele, abundantemente (Cl 3:16), o que contrasta com os filhos de Israel, que não tinham o conhecimento de Deus (Dt 32:28).

O insensato é aquele que rejeita a verdade do evangelho, por estar embriagado no vinho da dissolução (contenda, facciosidade, devassidão), ou seja, nas questões loucas e nocivas que produzem contenda, portanto, não produz edificação do corpo de Cristo “Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas e nos debates, acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs” (Tt 3:9); “E rejeita as questões loucas e sem instrução, sabendo que produzem contendas” (2 Tm 2:23).

Os néscios estavam embriagados no vinho colhido nos campos de Sodoma e Gomorra, um ardente veneno de serpentes, pois não conheciam a Deus: “Tardai e maravilhai-vos, folgai e clamai, bêbados estão, mas não de vinho, andam titubeando, mas não de bebida forte. Porque o SENHOR derramou sobre vós um espírito de profundo sono e fechou os vossos olhos, vendou os profetas e os vossos principais videntes” (Is 29:9-10); “Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?” (Mt 23:33; Dt 32:32-33).

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto, os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5:15-18).

O apóstolo Paulo recomenda a Timóteo que seja sóbrio, quanto a sofrer as aflições por causa do evangelho, cumprindo o ministério de evangelista, pregando a palavra, redarguindo, repreendendo e exortando, segundo a verdade do evangelho, isso porque, muitos se desviariam da verdade, voltando às fábulas (judaísmo), pois não suportariam a doutrina do evangelho e buscariam doutores, segundo as suas concupiscências (2 Tm 4:1-5).

O sóbrio é aquele que está revestido da armadura de Deus e permanece vigilante, ou seja, não se deixa vencer pelo sono: “Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios (…) Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor e tendo por capacete a esperança da salvação” (1 Ts 5:6 e 8).

O apóstolo Paulo recomenda aos cristãos a sobriedade, para não pecarem (1 Co 15:34) e o apóstolo João escreve a sua primeira epístola, para que os seus interlocutores, também, não pecassem (1 Jo 2:1).

“Ficai sóbrio, justamente, e não pequeis, porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus” (1 Co 15:34).

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 Jo 2:1)

Com o objetivo de evitar que os cristãos se desviassem (αμαρτανω/hamartano) do que lhes fora anunciado (evangelho), tanto o apóstolo Paulo, quanto o apóstolo João, escrevem aos cristãos para que sempre se lembrassem o que lhes fora anunciado.

“Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual, também, recebestes e no qual também permaneceis. Pelo qual, também, sois salvos, se o retiverdes, tal como vo-lo tenho anunciado (…) Vigiai justamente e não pequeis (1 Co 15:1-2 e 34).

O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que, também, tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra (…) Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis(1 Jo 1:3 -4 e 2:1)

Lembrar as palavras anunciadas por Cristo e os apóstolos é estar vigilante:

“AMADOS, escrevo-vos agora esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero; Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador. Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências” (2Pe 3:1 -3).

Perseverança

A falta de conhecimento (ignorância) de alguns cristãos em Corinto foi destacada pelo apóstolo Paulo para envergonhá-los (1 Co 15:34). O escritor aos Hebreus, por sua vez, repreende aos cristãos, por ainda serem neófitos no evangelho, apesar do decurso do tempo: “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento” (Hb 5:12).

O aviso solene para ‘vigiar’ tem o escopo de apontar a necessidade de perseverança. A ordem é de autotutela: cuida de ti mesmo e da doutrina. O cristão deve manter-se vigilante e não esperar que outros o façam: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Tm 4:16).

Como cuidar da sã doutrina? Portando-se como os crentes de Beréia, examinado se o ensinado está em consonância com as Escrituras ou não (At 17:10-11). É imprescindível que o cristão prove os espíritos, ou seja, analise se as mensagens anunciadas provem de Deus ou não (1 Jo 4:1).

Quando ordenam a vigilância, os apóstolos não têm em mente que os cristãos possam ser surpreendidos despercebidos, quando da volta de Cristo. Embora Cristo virá em hora que ninguém sabe (como o ladrão de noite), os que creem em Cristo, já não estão em trevas, portanto, o dia do Senhor não os surpreenderá.

“Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas” (1 Ts 5:4-5).

Qualquer que crê que Jesus é o Cristo, é filho de Deus (Gl 3:26; 1 Jo 3:1-2 e 1 Jo 5:1), portanto, filho da luz (Ef 5:8), visto que, ao ser batizado na morte de Cristo, ressurgiu uma nova criatura segundo Cristo (Gl 3:28; Cl 3:1). A vigilância do crente não é motivada pelo medo de que o dia da volta de Cristo o surpreenda despreparado, antes, a vigilância tem por foco a firmeza na verdade do evangelho.

 

Estai firmes na fé

Após afirmar que há ressurreição dentre os mortos (1 Co 15:42), o apóstolo Paulo recomenda que os cristãos sejam firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor (1 Co 15:58).

Mas, para o crente estar firme é necessário se revestir da palavra de Deus, ou seja, fortalecer-se na força do poder de Deus, que é o evangelho: “Pelo qual, também, temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos na esperança da glória de Deus” (Rm 5:2; Rm 1:16; 1 Co 1:18 e 24).

O crente estará revestido de toda a armadura de Deus, quando a palavra de Cristo habitar, abundantemente, ou seja, quando o crente, como ministro do espírito, estiver pleno (cheio) do espírito, vez que as palavras de Cristo são espírito e vida: “O qual, nos fez, também, capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica” (2 Co 3:6; Cl 3:16; Ef 5:18; Jo 6:63).

Ao escrever aos cristãos em Filipos, o apóstolo Paulo alerta acerca dos cães, dos maus obreiros e da falsa circuncisão (Fl 3:2). Ele esclarece que os crentes em Cristo serviam a Deus em espírito (evangelho), e não confiam na carne (Fl 3:3), mas que existiam muitas pessoas que eram inimigas da cruz de Cristo, cujo deus era o ventre (Fl 3:18) e, por fim, recomenda que permanecessem firmes em Cristo (Fl 4:1).

Aos cristãos de Colossos, o apóstolo Paulo lembra que, antes eles eram inimigos no entendimento, mas foram reconciliados através do corpo de Cristo pela morte, de modo a apresentar os que creem santos, irrepreensíveis e inculpáveis perante Ele (Cl 1:21). Mas, para isto era necessário que os cristãos permanecessem fundados e firmes na fé, ou seja, sem se demoverem da esperança do evangelho (Ef 1:23).

“Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu e do qual eu, Paulo, estou feito ministro” (Cl 1:23).

O apóstolo Pedro evoca a sobriedade e a vigilância, por causa do adversário à espreita e explica que, somente permanecendo firme na verdade do evangelho, a fé entregue aos santos (Jd 1:3), é possível resistir ao diabo, o adversário (1 Pe 5:8-9).

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 1:3);

“Somente deveis portar-vos dignamente, conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho” (Fl 1:27).

O apóstolo Pedro, resumidamente, exortou e testificou acerca da verdade em Cristo e ordena que os cristãos fiquem firmes nela (1 Pe 5:12), pois, quem está firme na fé, resiste ao adversário – o diabo – que anda em derredor, buscando quem possa tragar (1 Pe 5:9).

Muitos querem resistir ao diabo através de imprecações, orações, jejuns, etc., porém, só é possível resistir ao adversário, permanecendo firme na fé.

“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo” (1 Pe 5:8);

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6:11).

 

Portai-vos varonilmente

Ao ordenar aos cristãos que portassem varonilmente, o apóstolo Paulo evoca a ideia do que foi dito por Davi a Salomão:

“Eu vou pelo caminho de toda a terra; esforça-te, pois, e sê homem” (1 Rs 2:2).

Salomão deveria se esforçar e ser valoroso, aguerrido, forte, campeão, vencedor, etc. Mas, para ser esse ‘homem’, era necessário obedecer a Deus em tudo, pois assim prosperaria em tudo que fizesse: “E guarda a ordenança do SENHOR teu Deus, para andares nos seus caminhos e para guardares os seus estatutos e os seus mandamentos,  os seus juízos e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés; para que prosperes em tudo quanto fizeres e para onde quer que fores” (1 Rs 2:3).

Gideão foi nomeado valoroso, quando se esforçava malhando trigo no lagar para proteger o sustento dos midianitas: “Então o anjo do SENHOR lhe apareceu e lhe disse: O SENHOR é contigo, homem valoroso” (Jz 6:12).

Para fazer o que Deus ordena é necessário se esforçar e ter bom ânimo:

“Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que, prudentemente, te conduzas por onde quer que andares” (Jz 1:7).

O crente deve permanecer firme no evangelho, pois venceu o maligno (1 Jo 2:13). Mas aquele que se deixa enganar por aqueles que, com astúcia, enganam fraudulentamente, torna-se uma fonte turva, um manancial poluído: “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Ef 4:14);

“Como fonte turvada e manancial poluído, assim é o justo que cede diante do ímpio” (Pv 25:26).

 

Fortalecei-vos

Ao escrever aos cristãos, em Éfeso, o apóstolo Paulo, também, ordena que se fortaleçam no Senhor e na força do seu poder:

“No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6:10).

No que consiste fortalecer no Senhor e na força do seu poder? É o mesmo que se fortificar na graça que há em Cristo, ou seja, crescer na graça e no conhecimento: “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus” (2Tm 2:1); “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém” (2 Pd 3:18).

Por que o apóstolo Pedro recomenda aos cristãos que cresçam na graça? Porque o apóstolo enfatiza que é necessário aos cristãos se protegerem do engano dos homens abomináveis. Se o crente não crescer na graça revelada em Cristo, ou seja, no conhecimento do evangelho, corre o risco de ser arrebatado pelo engano, não permanecendo firme em Cristo: “Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais, juntamente, arrebatados e descaiais da vossa firmeza” (2 Pd 3:17).

O evangelho é o poder de Deus para salvação daquele que crê, portanto, o crente tem que se fortalecer no evangelho, revestindo-se da palavra de Deus, ou seja, fortalecer na força do poder de Deus (Rm 1:16; 1 Co 1:18; 1 Co 2:4-5; 2 Co 6:7).

Ao crer no evangelho, o crente realiza a vontade de Deus e passa a ser membro da família de Cristo. Mas, após crer em Cristo, é necessário permanecer crendo para que possa alcançar a promessa. Da mesma forma que um lavrador espera o fruto da árvore, aguardando-o com paciência, o crente deve ser paciente e, para isso, precisa fortalecer o seu coração: “E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, irmã e mãe” (Mt 12:49-50); “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa” (Hb 10:36); “Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. Sede vós, também, pacientes, fortalecei os vossos corações; porque, já a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5:7-8).

Após alertar os cristãos acerca das ‘doutrinas várias e estranhas’, o escritor aos Hebreus destaca que é bom que o coração se fortifique com graça e não com alimentos, o que demonstra que haviam alguns que entendiam que o cristão estaria robustecido, caso participe ou, se abstenha de determinados alimentos, uma doutrina estranha à verdade do evangelho: “Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça e não com alimentos, que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram” (Hb 13:9).

O cristão deve seguir a verdade do evangelho desenvolvendo-se plenamente em Cristo, ou seja, precisa chegar à unidade da fé, ao pleno conhecimento de Cristo, à medida da estatura completa de Cristo: conhecendo a palavra de Deus. Deste modo, o crente deixa de ser menino, ou seja, sugestionável, propenso a ser levado por ventos de doutrinas (Ef 4:13-14).

 


[1] “1294 διαστρεφω (diastrepho) de 1223 e 4762; TDNT – 7:717,1093; v 1) torcer, desencaminhar, desviar 1a) opor-se, conspirar contra os propósitos e planos salvadores de Deus 2) desviar do caminho certo, perverter, corromper”. Dicionário Bíblico Strong.

[2] “4105 πλαναω (planao) de 4106; TDNT – 6:228,857; v 1) fazer algo ou, alguém se desviar, desviar do caminho reto 1a) perder-se, vagar, perambular 2) metáf. 2a) desencaminhar da verdade, conduzir ao erro, enganar 2b) ser induzido ao erro 2c) ser desviado do caminho de virtude, perder-se, pecar 2d) desviar-se ou afastar-se da verdade 2d1) de heréticos 2e) ser conduzido ao erro e pecado”. Dicionário Bíblico Strong.

[3] “3657 ομιλια (homilia) de 3658; n f 1) companhia, relação, comunhão”. Dicionário Bíblico Strong.

[4] “2239 ηθος (ethos) uma forma consolidada de 1485; n n 1) residência habitual, lugar de habitação, abrigo, recanto 2) costume, uso, moral, caráter”. Dicionário Bíblico Strong.

[5] “1485 εθος (ethos) de 1486; TDNT – 2:372,202; n n 1) costume 2) prática prescrita pela lei, instituição, prescrição, rito”. Dicionário Bíblico Strong.

[6] “264 αμαρτανω (hamartano) talvez de 1 (como partícula negativa) e a raiz de 3313; TDNT – 1:267,44; v 1) não ter parte em 2) errar o alvo 3) errar, estar errado 4) errar ou desviar-se do caminho da retidão e honra, fazer ou andar no erro 5) desviar-se da lei de Deus, violar a lei de Deus, pecado”. Dicionário Bíblico Strong.

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Deus é Fiel

O apóstolo Paulo é claro ao dizer que a incredulidade do homem não aniquila a fidelidade de Deus, ou seja, Deus é verdadeiro, fiel e imutável, mesmo que o homem não creia n’Ele ( Rm 3:3 ). Neste sentido o apóstolo dos gentios apresenta o povo de Israel como exemplo da fidelidade de Deus, pois mesmo os israelitas sendo incrédulos, não significava que a palavra de Deus havia falhado “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas” ( Rm 9:6 ).


“Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos” ( Dt 7:9 )

A predicação simples (oração nominal) ‘Deus é fiel’ é muito utilizada em nossos dias pelos cristãos, principalmente para fazerem referência a alguns eventos denominados de ‘livramentos’, mas será que compreendem a exata dimensão e extensão da fidelidade de Deus?

Embora a bíblia demonstre que todas as coisas, ou sejam, boas ou ruins, contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus e, que tudo ocorre igualmente a todos, pois tanto justos quanto ímpios, tanto puros quanto impuros estão sujeitos aos mesmos eventos e vicissitudes da vida, muitos cristãos ainda atribuem a fidelidade de Deus única e exclusivamente aos fenômenos bons pertencentes a esta vida “Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento” ( Ec 9:2 ); “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” ( Rm 8:28 ).

Diante dos problemas e das dificuldades da vida muitos chegam a questionar a fidelidade de Deus, pois é comum pensar que ser cristão implica em estar isento de problemas, aflições, temores, dificuldades, etc., portanto, se faz necessário analisar à luz das Escrituras no que consiste e implica a fidelidade de Deus, pois uma coisa é certa: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” ( 1Co 15:19 ).

O apóstolo Paulo é claro ao dizer que a incredulidade do homem não aniquila a fidelidade de Deus, ou seja, Deus é verdadeiro, fiel e imutável, mesmo que o homem não creia n’Ele ( Rm 3:3 ). Neste sentido o apóstolo dos gentios apresenta o povo de Israel como exemplo da fidelidade de Deus, pois mesmo os israelitas sendo incrédulos, não significava que a palavra de Deus havia falhado “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas” ( Rm 9:6 ).

Diante do argumento do apóstolo Paulo os judaizantes poderiam contra-argumentar: Como a palavra de Deus não falhou se o seu argumento é que povo de Israel não são filhos de Deus mesmo sendo descendentes da carne de Abraão?

O apóstolo havia demonstrado aos cristãos de Roma que o povo de Israel foi incrédulo, mas que a palavra de Deus não falhou, visto que, ser israelita não é uma condição de sangue, antes uma condição que decorre da promessa de Deus ( Rm 9:7 -10). Porém, é notório que muitos dos cristãos convertidos dentre o judeus estranhavam a doutrina do apóstolo Paulo de que os israelitas não creram na promessa, não eram melhores que os gentios e não foram justificados segundo a lei ( Rm 3:9 e 20 ), e contra argumentavam que, se assim fosse, a palavra de Deus havia falhado ( Rm 3:3 compare com Rm 9:6 e 9:28 ).

É neste ponto que o apóstolo Paulo demonstra que a fidelidade de Deus não depende da credulidade do homem e nem é destruída pela incredulidade deste, visto que a fidelidade é atributo de Deus ( Rm 9:28 ); “Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” ( 2Tm 2:13 ).

A fidelidade de Deus não depende da credulidade do homem e não é aniquilada pela incredulidade do homem, visto que Deus é fiel à sua palavra. Quando Deus se interpõe por juramento, assim o faz por coisas imutáveis, ou seja, a sua promessa não depende dos homens “Ele Por isso, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento; Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta” ( Hb 6:17 -18); “Jurou o SENHOR pela sua mão direita, e pelo braço da sua força: Nunca mais darei o teu trigo por comida aos teus inimigos, nem os estrangeiros beberão o teu mosto, em que trabalhaste” ( Is 62:8 ).

Quando Deus fez a promessa a Abraão, não a fez confiando em Abraão como se dele dependesse, antes a promessa foi feita e estabelecida em Si mesmo “E disse: Por mim mesmo jurei, diz o SENHOR: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho, Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz” ( Gn 22:16 -18).

O cumprimento da promessa não dependia de Abraão, visto que ele nada precisou fazer, antes se resignou em esperar em Deus “Dizendo: Certamente, abençoando te abençoarei, e multiplicando te multiplicarei. E assim, tendo Abraão esperado com paciência, alcançou a promessa” ( Hb 6:14 -15).

Embora Deus tenha feito aliança com Israel, jamais jurou fidelidade para com indivíduos pertencentes àquela nação, antes a sua fidelidade restringiu-se a uma única pessoa: o seu Descendente “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo” ( Gl 3:16 ).

O que isto significa? Que Deus é fiel à sua palavra “… pois Eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la” ( Jr 1:12 ), pois o seu Descendente, que é Cristo, é a sua própria Palavra encarnada e, especificamente, a Palavra é o alvo da fidelidade de Deus ( Jo 1:1 ).

Quando se lê: “Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” ( Is 55:11 ), temos uma referencia a pessoa do Verbo encarnado, o braço do Senhor desnudado perante as nações ( Is 53:1 ), pois Ele é a palavra de Deus, o braço, o poder de Deus, que foi envido e fez tudo o que é aprazível a Deus “E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo ( Mt 3:17 ; 1Co 1:24 ).

A fidelidade de Deus remonta a relação de confiança na eternidade, que foi reiterada entre o Pai e o Filho, conforme se lê no decreto eterno expresso “Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei” ( Sl 2:7 ). O juramento é firme: “Mas este com juramento por aquele que lhe disse: Jurou o Senhor, e não se arrependerá; Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque)” ( Hb 7:21 ; Sl 110:4 ).

A promessa e a fidelidade de Deus são segundo o propósito eterno estabelecido em Cristo, o qual é engrandecer sua palavra acima de todo o seu nome “Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome ( Sl 138:2 ).

Ao introduzir o Seu Unigênito no mundo “Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho” ( 2Sm 7:14 ; Hb 1:5 ), Deus deu curso ao seu propósito eterno, pois quando Cristo Jesus ressurgiu como Primogênito dentre os mortos foi lhe dado um nome que é acima de todo o nome, cumprindo se o seu propósito de engrandecer a sua palavra acima de todo o Seu nome “Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro” ( Ef 1:20 -21 ); “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome ( Fl 2:9 ; Ef 1:10 ).

Mas, porque o Pai foi fiel ao Filho? Porque em tudo o Filho foi fiel “Sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa” ( Hb 3:2 ); “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” ( Fl 2:8 ). Ele confiava continuamente nas promessas do Pai, a ponto de saber que, apesar do sofrimento e ignomia, não seria abandonado no seio da terra “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção” ( Sl 16:10 ).

No que isto implica? Implica na seguinte verdade: Se Deus fosse fiel a homens teria que ser fiel mesmo quando estes fossem infiéis, porém, a bíblia destaca que Deus é fiel a sua palavra, portanto, quer os homens creiam ou não, Deus permanece fiel à sua palavra, visto que negará aqueles que O negarem “Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo” ( 2 Tm 2:11-13); “E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. Mas quem me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” ( Lc 12:8 -9).

Deus não vela sobre homens para salvá-los, antes Ele vela sobre a sua palavra para cumpri-la, portanto, qualquer modelo doutrinário que apregoe que a predestinação e a eleição de alguns indivíduos é a base para que o homem seja salvo não coaduna com a verdade, pois Deus não jurou fidelidade para com alguns indivíduos, antes o juramento se deu na pessoa do Descendente “Pois disse eu: A tua benignidade será edificada para sempre; tu confirmarás a tua fidelidade até nos céus, dizendo: Fiz uma aliança com o meu escolhido, e jurei ao meu servo Davi, dizendo: A tua semente estabelecerei para sempre, e edificarei o teu trono de geração em geração” ( Sl 89:2 -4).

A aliança de Deus foi com Davi ou com o Senhor de Davi? ( Sl 110:1 ) Quem tornou-se o Primogênito de Deus e o mais elevado entre os reis da Terra? “Também o farei meu primogênito mais elevado do que os reis da terra. A minha benignidade lhe conservarei eu para sempre, e a minha aliança lhe será firme, E conservarei para sempre a sua semente, e o seu trono como os dias do céu” ( Sl 89:27 -29).

Se ele fosse fiel a alguns indivíduos, somente um grupo específico poderia confiar n’Ele e ser salvo, mas, como Ele é fiel à sua palavra, que é o Descendente, todos quantos confiarem em Cristo, a palavra viva e eficaz, serão salvos por Ele e herdarão as firmes beneficências prometidas a Davi “Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi. Eis que eu o dei por testemunha aos povos, como líder e governador dos povos” ( Is 55:4 -5).

Novamente: se Deus fosse fiel somente a alguns indivíduos, deixaria de ser fiel à sua palavra que oferece salvação a todos os homens que crerem na sua palavra “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” ( Mt 11:28 ); “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” ( 1Tm 1:15 ); “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido” ( Rm 10:9 -11).

Em circunstância alguma Deus jurou fidelidade a homens, pois o homem é mentiroso e mutável, antes Deus é fiel a sua palavra, que é verdadeira, imutável e permanece para sempre “Esta palavra é fiel e digna de toda a aceitação” ( 1Tm 4:9 ; Hb 7:24 e 13:8 ); “Mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada” ( 1Pe 1:25 ).

Mas, qualquer que guardar os mandamentos** de Deus, que é: crer no nome do seu Filho Jesus Cristo ( Dt 7:9 ; 1Jo 3:23 ), este ama* a Deus ( 1Jo 2:5 ) e é um dos filhos de Deus ( 1Jo 3:1 -2). Tendo sido gerado de novo segundo Deus em verdadeira justiça e santidade, por confiar na palavra de Deus que é viva e eficaz, o cristão é membro de uma nova geração, a geração eleita “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor” ( 1Co 1:9 ).

Por ser participante da semente divina ( 1Jo 3:9 ; 1Pe 1:23 ), em plena comunhão com o Filho de Deus, a fidelidade de Deus permanece sobre os que creem “E conservarei para sempre a sua semente, e o seu trono como os dias do céu” ( Sl 89:29 ); “Mas fiel é o SENHOR, que vos confirmará, e guardará do maligno” ( 2Ts 3:3 ; 1Jo 4:17 ).

Bendito seja Deus, pois podemos dizer: “Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam* e guardam os seus mandamentos**” ( Dt 7:9 ).

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Qual o centro da vontade de Deus?

Muitos cristãos não têm certeza da salvação. Estão aflitos, cheios de conflitos interno, pois as mensagens destes preletores, que exortam os cristãos a estarem no centro da vontade de Deus, nunca lhes apontam qual é a vontade de Deus. O que impera não é o amor, mas o medo! ( 1Jo 4:18 ). São crentes em crise. Perturbados. Sem vida!

 


“Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus” ( 1Pe 4:2 )

Expressões semelhantes a estas: ‘Quero estar no centro da vontade de Deus’, ‘Quero viver o sonho que Deus tem para a minha vida’, ‘A minha vontade deve estar de acordo com a vontade de Deus’ é uma constante nos púlpitos das igrejas ditas cristãs.

Muitos pregadores assustam seus ouvintes ávidos por aconselhamento afetivo, profissional, familiar, ministerial, etc., com chavões, tais como: ‘Aguarde a vontade de Deus’, ‘Busque a vontade de Deus para a tua vida’ ou, ‘Você está fora da vontade de Deus’.

É alardeado constantemente que o mais importante para o cristão é estar no centro da vontade de Deus. Pessoas e mais pessoas expressam, emocionadas, que desejam estar todos os dias das suas vidas, não importando circunstâncias, no centro da vontade de Deus.

Mas, como não poderia deixar de ser, tais apelos emocionais se agravam, pois os preletores complementam: ‘O centro da vontade de Deus nem sempre é aquele lugar que imaginamos ou queremos estar’, ‘Você está disposto a abrir mão das suas vontades e desejos?’ ou, ‘Você está pronto para viver os sonhos de Deus?’.

Como resultado de tais mensagens, temos muitos cristãos instáveis emocionalmente. Na sua grande maioria, psiquicamente abalados, preocupados, cheios de indagações. Estes são arrebatados emocionalmente nas reuniões solenes, porém, quando chegam às suas residências, ou nos afazeres do dia a dia, a instabilidade e os conflitos se revelam nas incertezas.

Muitos cristãos não têm certeza da salvação. Estão aflitos, cheios de conflitos interno, pois as mensagens destes preletores, que exortam os cristãos a estarem no centro da vontade de Deus, nunca lhes apontam qual é a vontade de Deus. O que impera não é o amor, mas o medo! ( 1Jo 4:18 ). São crentes em crise. Perturbados. Sem vida!

Mas, qual é a vontade de Deus? Por que tanto mistério em torno da vontade d’Ele? Quantas vontades de Deus existem? A vontade de Deus difere de pessoa para pessoa?

Jesus definiu qual é a vontade de Deus: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” ( Jo 6:40 ). A vontade de Deus é especifica, e foi bem definida por Jesus: qualquer que contemplar o Cristo e nele ter fé, terá a vida eterna. E não somente isto, no último dia será ressuscitado dentre os mortos pelo Filho.

Ora, dos que foram escolhidos para serem discípulos de Cristo, a vontade de Deus era que nenhum deles se perdesse, porém, a despeito da vontade de Deus, Judas Iscariotes se perdeu. A interpretação do versículo 39 de João 6 diz especificamente dos discípulos, enquanto o verso 40 de toda a igreja “E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia” ( Jo 6:39 ); “Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse” ( Jo 17:12).

O apóstolo Paulo também faz alusão à verdade exarada no verso 40: “Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” ( 1Tm 2:4 ). Ora, a vontade de Deus consiste em salvar todos os homens e, que estes, por sua vez, tornem-se um com a verdade (conhecer) “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” ( Jo 8:32 ). Somente após o homem unir-se a Cristo, ‘conhecendo’ a verdade, liberto estará da condenação do pecado.

Por causa da sua vontade, Deus deu o seu Filho unigênito e, por isso Cristo é o dom de Deus “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” ( Jo 3:16 ; Jo 4:10 ; Ef 2:8 ).

Quando compreendemos que a vontade de Deus é salvar todos os homens e que nenhum se perca, compreendemos o exposto pelo apóstolo Paulo: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” ( Fl 2:13 ). Ou seja, Deus quis salvar (querer) e enviou o seu Filho unigênito (efetuar).

A vontade de Deus foi expressa e é única: a salvação da humanidade! Ou seja, a sua vontade é real, pois para isto providenciou para si o Cordeiro, o Mediador, o Sumo sacerdote, etc. A vontade de Deus não é um sonho, antes é a realidade, visto que a salvação encontra-se em Cristo Jesus nosso Senhor. É pejorativo dizer que Deus tem um sonho para a vida do cristão, pois jamais dorme o guarda de Israel ( Sl 121:4 ).

Portanto, quem pode realizar a vontade de Deus, se a sua vontade consiste em salvar o homem? Eu? Você? Não! A vontade de Deus somente Ele pode realizar e, esta glória Ele não dá a outrem. Ele mesmo diz: “E olhei, e não havia quem me ajudasse; e admirei-me de não haver quem me sustivesse, por isso o meu braço me trouxe a salvação, e o meu furor me susteve” ( Is 63:5 ).

Por isso, Cristo, o braço do Senhor, foi manifesto, desnudado perante as nações “O SENHOR desnudou o seu santo braço perante os olhos de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus” ( Is 52:10 ).

Jesus especificou qual era a sua missão: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” ( Jo 6:38 ), pois as Escrituras haviam predito que o Filho faria a vontade do Pai “Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a tua vontade” ( Hb 10:7 ).

Para realizar a vontade do Pai foi necessário estabelecer uma nova aliança “Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo” ( Hb 10:9 ), e é através da vontade de Deus que foi realizado a oblação do corpo de Cristo para que os que cressem fossem santificados Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez” ( Hb 10:10 ).

Jesus veio realizar a vontade do Pai: salvar o que se havia perdido ( Mt 18:11 ), e quando o Filho acha a ‘ovelha perdida’, é da vontade do Pai que nenhum dos seus pequeninos se percam ( Mt 18:14 ). Tudo o que Jesus fez foi segundo a vontade de Deus, pois somente Cristo pode salvar o que se havia perdido “O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai” ( Gl 1:4 ).

A vontade de Deus é salvar o homem e, para salvar Ele executou a sua obra, manifestando na plenitude dos tempos a fé, o Verbo e Cordeiro de Deus para que por meio d’Ele cressem, pois este é o único meio da vontade de Deus ser realizada ( Gl 3:26 ). O querer e o efetuar pertencem a Deus “Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” ( Jo 6:29 ).

Os homens querem realizar a obra de Deus e fazer a vontade de Deus. É possível? A multidão queria saber qual era a obra de Deus ( Jo 6:29 ), pois queriam realiza-la, e Jesus respondeu: creiam naquele que Ele enviou, pois esta é a obra de Deus. Ora, todos os que creem em Cristo como diz as Escrituras ‘realizaram’ a obra e a vontade de Deus, o que é impossível aos que não creem em Cristo segundo as Escrituras.

Como? Todos os que creem tem a vida eterna, que é Cristo, portanto, viverão eternamente. Neste sentido, todos os que creem no enviado de Deus fizeram a vontade de Deus, pois estão salvos da condenação imposta pela transgressão de Adão “E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” ( 1Jo 2:17 ).

Muitos desconhecem qual é a vontade de Deus e estão perdidos em sua religiosidade, pois querem estar no centro da vontade de Deus, cuidando que ela é cumprida através do formalismo, do ritualismo ou da legalidade. Porém, o escritor aos hebreus demonstra que todos os que creram segundo as Escrituras já realizaram a vontade de Deus “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa” ( Hb 10:36 ).

O escritor aos hebreus, após demonstrar que os que creem já fizeram a vontade de Deus, alerta para que ninguém se prive da graça de Deus, pois um dos enganos do diabo é fazer com que o cristão acredite que ainda não alcançou aquilo que lhe foi concedido “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem” ( Hb 12:15 ).

Ora, quem creu já realizou a obra e a vontade de Deus, porém, se desconhece esta verdade, será compelido por obreiros fraudulentos a fazerem uma pseudo obra ou pseudo vontade de Deus. Tais obreiros, por estarem enganados em sua carnal compreensão, além de desconhecerem qual a vontade de Deus, promovem um ambiente de mistério, dizendo que a vontade de Deus nem sempre é o que se imagina ou que se propõe realizar.

Através de argumentos persuasivos corrompem a mente de muitos incautos, tais como: ‘Você está disposto a abrir mão das suas vontades e desejos para fazer a obra de Deus? Você está pronto para viver os sonhos de Deus?’, tornam os seus ouvintes presas, dominando-os a seu bel-prazer “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo (…) Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão” ( Cl 2:8 e 18).

Todos os versículos que falam da vontade de Deus apontam para a salvação em Cristo. Quando Jesus ensinou a orar, assim orientou: “Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu” ( Lc 11:2 ). Qual a vontade de Deus na terra? Que nenhum homem se perca, antes que todos venham ao conhecimento de Cristo, a verdade que liberta. A vontade de Deus nos céus vincula-se a Cristo, pois ao retornar a sua glória Ele é o primogênito dentre os mortos e entre muitos irmãos, pois ao fazer a vontade do Pai na terra conduz muitos filhos à glória de Deus ( Hb 2:10 ).

Jesus deixa claro que só entrará no reino dos céus aqueles que fizerem a vontade de Deus, ou seja, que crerem no enviado de Deus “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” ( Mt 7:21 ).

Como os ouvintes de Cristo estavam admirados de Jesus não ter aprendido ‘letras’, Jesus os alertou dizendo “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo” ( Jo 7:17 ), ou seja, os judeus buscavam na lei, nos profetas e nos salmos realizar a vontade de Deus, porém, se compreendessem verdadeiramente as Escrituras (doutrina), veriam que Jesus não falava de si mesmo, antes anunciava a palavra de Deus “Eis que tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; E sabes a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei” ( Rm 2:17 -18).

Por causa da relutância em crer em Cristo, Jesus propôs uma parábola aos judeus, e por fim concluiu: “Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus” ( Mt 21:31 ).

Portanto, amados, todos os cristãos precisam estar cientes do que alcançaram em Cristo. O apóstolo Paulo ao conscientizar os cristãos assim disse: “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa” ( Ef 1:13 ). O apóstolo estava demonstrando que eles havia efetivamente feito a vontade de Deus.

O apóstolo Paulo não fez mistério sobre a vontade de Deus, antes demonstrou que Deus desvendou o mistério da sua vontade Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo…” ( Ef 1:9 ). Todos os que creem são amigos de Deus, visto que a barreira de inimizade foi desfeita e tudo lhe foi revelado “Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer ( Jo 15:15 ).

Portanto, ordens imperiosas como: ‘Consulte a vontade de Deus para a sua vida’, ‘Deus tem o melhor plano para sua vida’, são inócuas, pois os que são amigos de Deus conhecem a sua vontade e já foi desvendado o mistério da sua vontade aos que creem. Tais mensagens tornam os meninos na fé temerosos, principalmente se estiver passado por dificuldades, visto que ficará questionando: “Será que esta é a vontade de Deus para a minha vida?”.

Esta teologia desfocada da palavra de Deus geralmente se impõe em momentos de dificuldades, catástrofes, acidentes, pois divulgam que, para realizar a vontade de Deus o homem tem que passar pela autonegação, que é preciso negar seus anseios.

O apóstolo dos gentios demonstra que Epafras estava orando a Deus em favor dos cristãos, para que fossem conservados firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus. Se a oração era para que conservasse os cristãos firmes, isto indica que já haviam feito a vontade de Deus “Saúda-vos Epafras, que é dos vossos, servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus ( Cl 4:12 ).

O apóstolo Paulo recomenda a Timóteo que tivesse um comportamento similar ao de Epafras, porém, ele devia orar por todos os homens, quer fossem nobres ou servos, pois tal atitude era boa e agradável diante de Deus e, em seguida complementou apresentado a vontade de Deus: “ADMOESTO-TE, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador. Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” ( 1Tm 2:4 ).

Através da exposição paulina a Timóteo é possível demonstrar qual é a boa, agradável e prefeita vontade de Deus: que todos se salvem e venham ao conhecimento da verdade “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” ( Rm 12:2 ).

Qualquer que se porte como Epafras e conforme o apóstolo Paulo ensinou a Timóteo, teve a sua mente renovada. Deixou de ser conforme o mundo, entenebrecido no entendimento e, agora compreende que Deus quer que todos se salvem por intermédio de Cristo.

Resta o alerta: “E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites” ( Lc 12:47 ).

Portanto: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” ( 1Ts 5:18 ). A vontade de Deus é que o cristão dê graças em tudo, ou a vontade de Deus é a nossa santificação? Por certo que a vontade de Deus é a nossa santificação, o que foi realizada pela oferta do corpo de Cristo “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição” ( 1Ts 4:3 ).

O cristão deve dar graças porque a vontade de Deus promoveu a santificação, diferente da ideia de que é da a vontade de Deus que se dê graças em tudo ( Hb 10:10 ). Ser agradecido deve ser uma disposição própria do Cristão ( Cl 3:15 ), e não uma prescrição expressa por Deus “Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” ( Ef 5:20 ).

Quando o cristão compreende que a vontade de Deus é que nenhum homem se perca, portar-se-á de modo a não dar escândalo a judeus, gregos ou a igreja de Deus, para onde chegar tenha abertura para anunciar a Cristo ( Ef 5:17 ). A vontade de Deus foi revelada ao apóstolo Paulo, e este, por sua vez, fez de tudo para que pudesse salvar alguns “Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” ( 1Co 9:22 ); “E ele disse: O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo e ouças a voz da sua boca. Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido” ( At 22:14 -15), e após se inteirar desta verdade, escreveu a Timóteo dizendo: Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” ( 1Tm 2:4 ).

Quando você ouvir alguma mensagem com as seguintes frases: ‘Esteja certo de estar no centro da vontade de Deus!’, ‘Você sabe se é isso que Deus tem para você?’, ‘Seus desejos são os de Deus?’, ‘Não dê um passo sem consultar o Pai!’, ‘Siga os dez passos para conhecer a vontade de Deus’, não se deixe enganar.

Você já fez a vontade de Deus quando creu em Jesus conforme as Escrituras, e como a promessa feita por Cristo não é de casa, carro, casamento, emprego, etc., “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna ( 1Jo 2:25 ), basta tão somente a paciência, a obra perfeita da fé, pois de nada tem falta os que creem “Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa” ( Hb 10:36 ; Tg 1:4 ; Sl 34:9 ).

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Deus promete casa…

Quem busca o reino dos céus ( Lc 12:31 ), busca alegria, paz e gozo no Espírito Santo, pois o reino de Deus não consiste em comida e bebida “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” ( Rm 14:17 ). Quem busca o reino de Deus busca o poder de ser feito filho de Deus, pois só os que recebem poder de serem feitos filhos de Deus podem ver o reino dos céus, visto que o reino não tem aparência exterior “Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder” ( 1Co 4:20 ; Jo 1:12 -13 ; J o 3:3 ; Lc 17:20 ).


“Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi” ( Is 55:3)

 

Introdução

Depois de muitas batalhas, Davi estava sossegado em sua casa quando subiu ao coração um desejo de construir uma casa que abrigasse a Arca da Aliança. Para o rei Davi era inadmissível que ele morasse em uma casa de cedros enquanto a arca do Senhor continuava sob tendas.

Foi quando Ele propôs em seu coração fazer uma casa para Deus. Em seguida chamou o profeta Natã e propôs seu intento. O profeta de pronto disse: – Vai, e faze tudo quanto está no teu coração; porque o SENHOR é contigo ( 2Sm 7:3 ).

De noite Deus apareceu ao profeta e desfez o conselho do profeta, de modo que foi comissionado a advertir o rei Davi dizendo: – Assim diz o SENHOR: Edificar-me-ás tu uma casa para minha habitação? Porventura reclamei que ninguém me construiu casa? o SENHOR te faz saber que te fará casa ( 2Sm 7:5 -7).

Deus mesmo declarou que não habita em casa feita por mãos de homens, porém prometeu a Davi que faria casa para sua habitação ( At 7:48-50 ; 17:24). Que casa seria esta?

 

A história dos templos

Por boca do profeta Isaias Deus prometeu a todos quantos inclinassem os ouvidos e ouvissem a Sua palavra que lhes concederia as ‘firmes beneficências de Davi’. Que benesses o salmista Davi recebeu que quem inclinar o ouvido e ouvir a palavra do Senhor tornar-se-á participante?

Para descobrimos que bênção firme foi prometida, faz-se necessário relermos uma passagem bíblica acerca de Davi, que foi salmista e rei em Israel. A passagem bíblica em tela aborda o dia em que Davi propôs em seu coração fazer uma casa para a arca do Senhor ( 2Sm 7:2 ). Foi quando Deus falou a Davi por boca de Natã, dizendo: “Edificar-me-ás tu uma casa para minha habitação?” ( 2Sm 7:5 ).

Diferente do que intentava o rei, Deus lhe promete: “… o SENHOR te faz saber que te fará casa” ( 2Sm 7:11 ). Deus prometeu que, quando os dias de Davi fossem completos (após a morte do salmista), Deus haveria de levantar um dentre a descendência do salmista que estabeleceria o reino e edificaria uma casa a Deus ( 2Sm 7:13 ; At 13:36 ; ).

Ora, após a morte de Davi, Salomão, um dos filhos de Davi edificou um templo suntuoso, porém, o trono do seu reino não permaneceu para sempre e o templo foi destruído ( 2Cr 36:19 ). Tempos depois, segundo o que os profetas anunciaram, o rei Ciro deu uma ordem para que fosse construído um templo em Jerusalém, porém, ele não era um descendente da carne de Davi e nem firmou o reino “Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá” ( 2Cr 36:23 ).

Apesar de o templo construído nos dias de Zorobabel ser menor que o templo do rei Salomão, Deus prometeu por boca de Ageu que “… a glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos” ( Ag 2:9 ). Tal profecia foi necessária porque as pessoas que viram a suntuosidade do primeiro templo maneavam a cabeça e desprezavam o segundo templo ( Ag 2:3 ).

Muito tempo após a morte de Davi, que tinha uma promessa expressa de Deus, nasceu um descendente de Davi em Belém de Judá. Miraculosamente uma das filhas da casa de Davi concebeu do Espírito Santo e deu à luz um menino, e os anjos louvavam dizendo: “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens” ( Lc 2:14 ).

Na plenitude dos tempos, a paz de Deus desceu das alturas e tomou a forma de homem “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” ( Is 9:6). Por diversas vezes Jesus adentrou no segundo templo, que fora feito por mão de homens, e o povo não percebeu que foi dada a paz. A glória do segundo templo tornou-se maior que a do primeiro em função de Cristo ter adentrado ao templo, mas os homens não perceberam que n’Ele se cumpria as escrituras.

 

O Templo em que Deus habita

E aquele JESUS, o Descendente prometido por Deus a Davi segundo as escrituras, foi comissionado a edificar uma casa a Deus. A profecia de cumpriu? Cristo é o descendente prometido a Davi que edificaria um templo a Deus? Se tal casa foi edificada, por que não a vemos? Ou ainda estaria para se cumprir a profecia? Tal templo será construído no milênio?

Certo é que Jesus é o Descendente prometido, o filho de Davi e, segundo as Escrituras, o Filho de Deus “Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho” ( Hb 1:5 ; 2Cr 7:14 ). Muitos queriam apedrejar Jesus porque Ele deixava claro que era o Filho de Deus “Àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?” ( Jo 10:36 ), porém muitos confessaram que Jesus é o Cristo “E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente” ( Jo 6:69 ).

Como Deus não habita em casa feita por homens, quando introduziu o seu Filho Unigênito no mundo lançou a pedra fundamental do seu templo. Através de Cristo teve inicio a obra maravilhosa de Deus: construir uma casa para Si, conforme predisse os seus profetas “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina” ( Sl 118:22 ). Em vão os homens construíam templos, pois rejeitaram a pedra angular estabelecida por Deus. A obra de Deus é tão maravilhosa que os edificadores não creram quando lhes foi anunciada ( Sl 118:23 ; At 13:41 ; Hb 11:39 ).

E Jesus, o Filho de Davi, é a pedra angular da casa que Deus se propôs erguer em louvor de sua glória e graça “Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina, e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados” ( 1Pe 2:6 -8).

 

A necessidade de pedras para o templo

Todos os homens que inclinam os ouvidos aos ensinamentos de Cristo têm acesso livre a Deus, pois se tornam participantes das beneficências prometidas a Davi. Deus prometeu que faria casa a Davi, e que o seu Descendente construiria um templo e estabeleceria o reino.

Com a vinda do Messias, o descendente de Davi, Deus fez casa a Davi ( Dn 2:35 ; Dn 7:13 -14).

Em segundo lugar, como o Descendente foi incumbido de fazer uma casa para habitação do Senhor, Cristo tornou-se a pedra angular. Ele é a pedra viva que os edificadores rejeitaram.

Agora, através do evangelho é lançado o convite a todos os homens, e aqueles que inclinarem os ouvidos e obedecerem a Cristo, tornam-se participantes da beneficência prometida a Davi.

Isto não significa que tal homem será recompensado com riquezas deste mundo, onde o ladrão rouba e a ferrugem ataca. Antes, a beneficência está em alcançar a condição de pedras vivas, de modo que será utilizado na construção do templo que Deus é o sábio arquiteto.

A benção é ser uma pedra viva. Deus prometeu a Davi que o seu Descendente edificaria um templo e o descendente tornou-se a pedra angular. Todos que creem em Cristo como Senhor, tornam-se pedras vivas, assim como Cristo é pedra viva, e são edificados casa espiritual “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” ( 1Pe 2:5 ); “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” ( Jo 14:6 ).

Para ser edificado ‘casa espiritual’, ou seja, ser participante das beneficências prometidas a Davi, é necessário tornar-se um dos filhos de Deus, assim como Cristo ( Ef 2:19 ; Jo 1:12 -13). Quando o homem torna-se filho, significa que está sendo edificado sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, e Cristo é a pedra angular ( Ef 2:20 -22). A casa que o Descendente de Davi constrói não é de tijolos de barro ou de argamassa, antes é construída com pedras vivas para morada de Deus em Espírito.

Os templos construídos com paredes e vitrais, com cúpulas ou abóbadas, seja torre ou claustro, adornado ou não, não é o templo que Deus escolheu para ali habitar.

Quando o apóstolo Paulo diz: “E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo” ( 2Co 6:16 -18), fica claro que o Filho de Davi e os seus irmãos, aqueles que creem e são batizados em sua morte e ressurgirem, constituem o templo (casa) que Deus prometeu a Davi.

A igreja de Cristo é o templo em que Deus habita, pois Ele mesmo diz: “Neles habitarei (…) Eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso” ( 2Co 6:16 e 18). Sobre o novo templo, Jesus disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” ( Jo 14:23 ). Ou seja, quem guarda a palavra de Cristo é o que inclina os ouvidos.

E qual é a promessa? “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna” ( 1Jo 2:25 ). Portanto, quem inclina os ouvidos e crê, receberá a promessa: vida eterna. Além da vida eterna, o cristão recebe a bênção de ser constituído ‘pedra espiritual’ que compõe o templo santo erguido para louvor da graça de Deus “Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi” ( Is 55:3).

 

A profecia

Do mesmo modo que Deus deu descanso a Davi em relação aos seus inimigos, Deus haveria de fazer a Davi casa ( 2Sm 7:11 ). A promessa de casa a Davi cumpriu-se quando Cristo veio, pois a linhagem de Davi permanecerá eternamente. De Cristo, o Filho do rei diz a bíblia: “Nos seus dias florescerá o justo, e abundância de paz haverá enquanto durar a lua (…) O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nele; todas as nações lhe chamarão bem-aventurado” ( Sl 72:7 e 17 ).

Apesar da promessa, Davi morreu, ou seja, isto prova que quem tem promessa é sujeito à morte, pois todos os filhos dos homens são sujeitos à morte. Até mesmo Cristo foi sujeito à morte, pois veio na semelhança da carne do pecado ( 2Sm 7:12 ).

A descendência que seria levantada refere-se a Cristo, e seria segundo a linhagem da casa de Davi. Cristo é o renovo justo que floresceu na casa do seu servo Davi “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra” ( Jr 23:5 ).

Quanto ao renovo a profecia já se cumpriu, com relação ao reino, cumprir-se-á no milénio, pois quando for estabelecido o reino, o seu principado não terá fim “Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto” ( Is 9:7 ).

Além de ter constituído casa (descendência) a Davi, o Descendente de Davi haveria de edificar casa ao nome do Senhor, e esta casa é a Igreja. Após edificar a casa, Deus estabelecerá o seu reino ( 2Sm 7:13; Sl 110:1 ).

Deus enfatiza que o descendente de Davi haveria de ser o Filho de Deus. Mesmo que transgredisse, o que não ocorreu, para demonstrar o quanto era firme a promessa, garantiu que, haveria de ser castigado, porém, jamais Deus haveria de retirar a sua benignidade do seu Filho ( 2Sm 7:14 ).

Apesar de não transgredir, Cristo tomou sobre si a iniquidade de muitos, a o castigo veio sobre ele “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” ( Is 53:5 ).

Por fim, Deus garantiu a Davi que a casa de Davi e o reino seria estabelecido para sempre ( 2Sm 7:16 ).

Hoje a igreja está sendo edificada com características semelhantes à do templo erguido por Salomão, visto que não se ouve som de martelo e a madeira utilizadas vem dentre os gentios ( 1Rs 6:7 ). A glória do segundo templo era maior que a do primeiro, visto que n’Ele foi dado a paz aos homens. Semelhantemente, a gloria da igreja é maior que a do segundo templo, pois Deus só é glorificado através das obras que procedem das suas mãos “E todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado” ( Is 60:21 ).

 

A visão de muitos hoje

O templo que está em construção continua sendo erguido pelo Senhor. Cada qual que trabalha como servo deve edificar sobre Cristo, pois não há outro fundamento “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele” ( 1Co 3:10 ).

Desde o Éden a promessa de Deus centra-se no Descendente ( Gn 3:15 ). Uma vez que a humanidade passou a estar sob condenação e apenada com a morte (separação de Deus) e, através do Descendente a bem-aventurança é comunhão com Deus: vida.

A Abraão foi prometido o Descendente, e n’Ele o crente Abraão foi justificado alcançando a bem-aventurança. No Descendente foi prometido ‘bem-aventurança’ a todas as famílias da terra ( Gl 3:16 ) e, em Davi, verifica-se que a promessa continuou vinculada ao Descendente.

Em nossos dias veem-se inúmeros templos sendo erguidos e que se somam a milhares que foram erguidos ao longo da história da humanidade. Em todos eles são feitas imprecações, orações e promessas mil de bênçãos. Poucos têm coragem de dizer que o verdadeiro templo é a igreja, que se constitui de homens à parte de qualquer instituição humana.

As bênçãos que são a tônica nestes templos resumem-se em prosperidade financeira, boas casas, empresas, empregos, família, etc. Nada se fala em buscar o reino dos céus e a sua justiça! E o pior, não sabem que a bênção maior é ser constituído uma das pedras vivas que compõe o templo do Senhor, ou seja, ser participante das firmes beneficências prometidas a Davi “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” ( 1Co 3:16 ).

Mas, o Espírito expressamente diz: “Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim” ( Hb 3:6 ), pois muitos que correram atrás de bens deste mundo “… nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” ( 1Tm 6:10 ).

Estes são aquelas semente que germinaram em meio a espinhos, pois “… ouvem a palavra; Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera” ( Mc 4:18 -19). Se é infrutífera, será arrancada ( Jo 15:2 ).

Em nossos dias é comum preletores lerem a seguinte passagem: “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes ( Jr 33:3 ), e relacioná-la com problemas pertinentes a este mundo. Porém, o texto é claro: basta clamar ao Senhor, que Ele há de responder. O clamor é a expressão da crença.

Qual vai ser a resposta? O que Deus anunciará? Coisas grandes e firmes! Ou seja, coisas que não subiu ao coração do homem “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam” ( 1Co 2:9 ).

Daniel clamou ao Senhor, e Deus anunciou a ele coisas grandes e firmes que ele não sabia ( Dn 9:4 ). O que lhe foi anunciado tinha relação direta com o Messias e o seu reino ( Dn 9:24 -27).

O que Deus responde não tem a ver com emprego, casa, dinheiro, solução de problemas, curas, maravilhas, multiplicação de pães, carro, gravides, casamento, etc. O que Deus responde a quem confia (e por isso clama), refere-se à paz que Deus dá ( Jr 10:9 ). A resposta que contém coisas firmes, imutáveis, refere-se às firmes beneficências prometidas a Davi, como se lê: “Naqueles dias e naquele tempo farei brotar a Davi um Renovo de justiça, e ele fará juízo e justiça na terra. Naqueles dias Judá será salvo e Jerusalém habitará seguramente; e este é o nome com o qual Deus a chamará: O SENHOR é a nossa justiça. Porque assim diz o SENHOR: Nunca faltará a Davi homem que se assente sobre o trono da casa de Israel; Nem aos sacerdotes levíticos faltará homem diante de mim, que ofereça holocausto, queime oferta de alimentos e faça sacrifício todos os dias. E veio a palavra do SENHOR a Jeremias, dizendo: Assim diz o SENHOR: Se puderdes invalidar a minha aliança com o dia, e a minha aliança com a noite, de tal modo que não haja dia e noite a seu tempo, Também se poderá invalidar a minha aliança com Davi, meu servo, para que não tenha filho que reine no seu trono; como também com os levitas, sacerdotes, meus ministros” ( Jr 33:15 -21).

Jesus recomendou aos seus ouvintes que buscassem o reino de Deus e a sua justiça porque Ele é o cumprimento da profecia. Ele é o renovo de justiça que nasceu da casa de Davi ( Lc 1:69 -70). Cristo veio trazer salvação, e na condição de servo do Senhor, tornou-se a justiça dos homens.

Quer ouvir algo grande e firme? Jeremias assim anunciou a palavra do Senhor: “Nunca faltará a Davi homem que se assente sobre o trono da casa de Israel” ( Jr 33:17 ). Mas, as promessas que são anunciadas em nossos dias, não são firmes e nem grandes, pois prometem em nome do Senhor carros, casas, empregos, saúde, dinheiro, etc.

Quem busca o reino dos céus ( Lc12:31 ), busca alegria, paz e gozo no Espírito Santo, pois o reino de Deus não consiste em comida e bebida “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” ( Rm 14:17 ). Quem busca o reino de Deus busca o poder de ser feito filho de Deus, pois só os que recebem poder de serem feitos filhos de Deus podem ver o reino dos céus, visto que o reino não tem aparência exterior “Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder” ( 1Co 4:20 ; Jo 1:12 -13 ; J o 3:3 ; Lc 17:20 ).

Não busque casa e herdades em Deus, antes busque ser participante das firmes beneficências prometidas a Davi, a de que o seu Descendente faria casa ao nome do Senhor, pois a promessa que foi feita é a de vida eterna “Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna” ( Tt 3:7 ; 1Jo 2:25 ). Regozije-se no fato de ser participante da obra em que o Pai e o Filho trabalham, certo de que todas as coisas serão acrescentadas ( Lc 12:31 ).

Persevera confiante no Senhor, pois Ele fez de você casa, templo e habitação d’Ele “Porque toda a casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus (…) Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim” ( Hb 3:4 e 6).

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Como não tomar a ceia do Senhor indignamente?

Demonstre que o cálice de bênção que eles abençoam representa a comunhão do corpo de Cristo, ou seja, embora haja muitos cristãos ali congregados, todos são um só pão e um só corpo ( 1Co 10:17 ). Enfatize que todos são um pão! Que todos são um só corpo, pois todos participam de um mesmo pão, o corpo de Cristo ( 1Co 10:17 ).


Tempo mínimo de exposição da mensagem: 1 hora.

Este é um sermão expositivo e tem por objetivo fazer com que os seus ouvintes compreendam o que representa o cálice e o pão dos quais os cristãos fazem uso para comemorar a morte do Senhor até que Ele venha.

Como a abordagem é complexa você precisará utilizar textos ancoras para fazer a plateia compreenda a exposição. Como expositor da palavra, você deve estar cônscio de que a compreensão é essencial, conforme demonstrou o Mestre por excelência ( Mt 13:19 )

 

1° Parte – Você precisará de pelo menos 15 minutos.

Em uma abordagem inicial, explique aos seus ouvintes que a mensagem é complexa, mas que, com o auxilio deles a mensagem será inteligível. Esclareça que após ouvirem a mensagem, cada cristão presente na reunião será capaz de responder a seguintes questões:

  • O que representa o cálice?
  • O que representa o pão?
  • O que é tomar o cálice indignamente?

Convide os seus ouvintes para ler I Coríntios 3, verso 16, que diz: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” ( 1Co 3:16 ). Após pergunte a eles o que eles são. Todos vocês são….? Quem habita em vocês…..? A resposta deve ser enfatizada pelo expositor, que no caso é você!

Solicite que leiam Gálatas 3, verso 26: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” ( Gl 3:26 ). Após a leitura, questione: Pelo evangelho (fé) todos vocês são…? Obtenha uma resposta de seus ouvintes!

Após, leia a primeira carta de João 3, verso 1: VEDE quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele” ( 1Jo 3:1 ). Agora pergunte a eles o que estão vendo. O que João pede aos seus leitores que vissem? Que todos são chamados filhos de Deus! Leia o verso seguinte é aponte a seriedade das palavras que você está apresentando: “Amados, agora somos filhos de Deus…” ( 1Jo 3:2 ). Aponte que todos são amados! Demonstre o tempo: Agora somos filhos! Não será amanhã! É agora, pois Deus é o Deus de já!

Leia Efésios 5, verso 8: “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no SENHOR” ( Ef 5:8 ). Pergunte o que somos e aguarde que respondam!

Para finalizar a abordagem inicial, peça que o acompanhe na leitura de primeira Pedro 2, verso 4, 5 e 9: “E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo (…) Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” ( 1Pe 2:4 -5 e 9).

Faça os recordar enumerando a condição deles: – Todos vocês pela fé em Cristo são filhos, luz, templo, casa, sacerdotes, pedras vivas, nação santa, povo adquirido, etc.

 

2° Parte – Você precisará de 25 minutos.

Solicite que leiam juntamente com você a passagem de 1 Coríntios 10, verso 15 ao 17, e vá interpretando cada parte do verso a medida que você for evoluindo a leitura.

“Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo” ( 1Co 10:15 ) – Demonstre que o apóstolo Paulo havia escrito aos cristãos de Coríntos e que agora ele espera que analisem a questão como sábios. Que deveriam analisar (julgar) o que seria exposto.

“Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo?” ( 1Co 10:16 ) – Pergunte à plateia o que é o cálice segundo o versículo. Agora, pergunte quem é que abençoa o ‘cálice de bênção’. Talvez você não obtenha uma resposta, mas deve demonstrar que, da mesma forma que somos filhos, luz, casa, templo, etc., somos ‘nós’, ou seja, todos os seus ouvintes que abençoam o cálice.

Demonstre o quanto as pessoas são propensas a acreditar em promessas vazias, como que receberá uma casa, um emprego, visões de chaves de carros, etc., porém, quando a bíblia diz que somos nós que abençoamos o cálice poucos creem.

O que representa o cálice de bênção que abençoamos? Após perguntar, demonstre que o cálice que abençoamos representa a comunhão do corpo de Cristo!

Para dirimir a dúvida deles quanto a saber se são eles mesmos que abençoam o cálice, solicite que leia Mateus 23, verso 16 à 19. Explique que os fariseus eram os mestres à época de Cristo, por isso são nomeados de condutores, porém, eram cegos. Todos que eram guiados por eles estavam perdidos! ( Mt 23:17 ).

Apresente o entreve que os fariseus apresentavam ao povo quanto ao que santifica o que. Para eles o ouro que revestia o templo era mais importante que o templo, porém é o templo que santifica o ouro, ou seja, demonstre que cada um deles são templo, casa, habitação do Deus vivo, e que, portanto, são eles que consagram as coisas exteriores. Se Eles são templo, eles são superiores a ouro.

Demonstre que, assim como o autor é mais importante que o sacrifício, cada cristão é mais importante que tudo que é oferecido a Deus, pois são luz, filhos, casa, templo, sacerdote, etc.

Demonstre que o cálice de bênção que eles abençoam representa a comunhão do corpo de Cristo, ou seja, embora haja muitos cristãos ali congregados, todos são um só pão e um só corpo ( 1Co 10:17 ). Enfatize que todos são um pão! Que todos são um só corpo, pois todos participam de um mesmo pão, o corpo de Cristo ( 1Co 10:17 ).

Agora você deve demonstrar qual a importância de cada um dos seus ouvintes se comparados ao cálice e ao pão que haverão de participar na comemoração da morte do Senhor.

Enfatize que o ser humano gosta de inverter o valor das coisas. Ex: Dá-se mais valor a bandeira do que as pessoas que a empunham; Dá-se mais valor ao estado, do que aos cidadãos; valoriza-se mais as instituições do que os seus associados, etc.

Demonstre que o cálice de vinho do qual todos serão participantes no cerimonial não possui valor maior do que os seus ouvintes. Demonstre que enquanto o cálice e o pão representa a comunhão do sangue e do corpo ( 1Co 10:16 ), cada um deles é o corpo de Cristo.

Demonstre que cada um ali presente não veio de suas casas para ser abençoado ou purificado pelo cálice e pelo pão, antes cada um são membros do corpo de Cristo, e por tanto, são aqueles que abençoam o cálice e o pão.

Relembre que tudo que o Antigo Testamento representa era sombra das coisas futuras, e que a realidade está em Cristo. Tudo que era feito e ofertado sob a velha aliança era somente sombra, mas agora somos filhos, templo, sacerdotes, luz, casa, etc. A mesa do qual todos participam somente representa aquilo que todos são: um só corpo, um só espírito, um só batismo ( Ef 4:4 ; Rm 6:3 ; Gl 3:27 ).

 

3° Parte – Você precisará de 20 minutos.

O texto base será primeiro Corítios 11, verso 17.

Você precisará demonstrar que a igreja de corintos possuía uma diversidade cultural muito grande, pois havia ricos, pobres, servos, livres, judeus, gentios, homens e mulheres, etc. Enquanto cada um estava em suas casas as diferenças não apareciam, porém quando se reuniam as diferenças se evidenciavam, e muito se deixavam levar pelas aparências, pois se esqueciam que cada um eram um mesmo pão, membros de um mesmo corpo.

Demonstre que:

  • Não seriam elogiados quanto a reunião da ceia ( 1Co 11:17 );
  • A reunião não era para melhor, mas para pior ( 1Co 11:17 );
  • Havia divisões, o que não ocorre num corpo ou num pão ( 1Co 11:18 );
  • Quando se reuniam não era para cear ( 1Co 11:20 );
  • Antes cada um fazia a sua própria, mas não a do Senhor ( 1Co 11:21 );
  • Repreensão pelo comportamento contrário ao evangelho ( 1Co 11:22 );
  • Relembrando o que já foi ensinado ( 1Co 11:23 à 25);
  • Quando se bebe o cálice e come o pão, somente anuncia-se a morte do Senhor, ou seja, ninguém é abençoado por isso, antes todos são benção no Senhor porque são filhos, ou seja, herdeiros da promessa ( 1Co 11:26 );
  • Quem comer o pão e beber o cálice indignamente é culpado da carne e do sangue de cristo ( 1Co 11:27 );
  • Cada um deveria se auto examinar e comer, ou seja, não se deve abrir mão de ser participante da mesa ( 1Co 11:28 );
  • Embora muitos entendam que ser culpado, indigno de participar da mesa do Senhor tem relação com os possíveis comportamentos reprovável que podem ocorrer no dia-a-dia, a bíblia demonstra que indigno é aquele que não discerne, não compreende o que é o corpo do Senhor. Se você não compreende que cada cristão é membro do mesmo corpo, você é indigno de ser participante da mesa que contém os elementos que representa todos ali reunidos “Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do SENHOR” ( 1Co 11:29 ).

 

“Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do SENHOR ( 1Co 11:29 ).

Explique o significado de comer e beber indignamente, ou seja, a condição de condenação. Qualquer que não discerne (grego – diakrino), ou seja, não compreende que judeus, gentios, pobres, ricos, livres, escravos, homens e mulheres são membros de um mesmo corpo ( Gl 3:28 ), são participantes da carne e do sangue de Cristo é indigno, pois todos que compreendem esta verdade é porque creu em Cristo segundo as escrituras.

Somente os filhos da luz, aqueles que são luz no Senhor são dignos do reino de Deus e de participarem da mesa “Prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do reino de Deus, pelo qual também padeceis” ( 2Ts 1:5 ).

Se para aquele que está em Cristo não há nenhuma condenação, isso significa que o indigno é aquele que participa da mesa sem ser membro do corpo ( Rm 8:1 ; Rm 12:5 ).

Para concluir enfatize que todos se tornaram um só corpo, uma só carne com Cristo “Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos” ( Ef 5:30 ). Ou seja, Deus é a verdade e os seus ouvintes são um com a Verdade “E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós” ( Jo 17:11 ).

O grande mistério foi resolvido, ou seja, isto diz de Cristo e sua Igreja ( Ef 5:32 ). Quando nos unimos a Cristo como igreja, nos tornamos membros do seu corpo ( Ef 5:30 ). Ao tornar-se um só corpo com Cristo, a verdade que liberta, você ‘conheceu’ a Deus e és livre! ( Jo 8:32 ).

Só ‘conhece’ a ‘Verdade’ aquele que deixou pai e mãe e uniu-se ao esposo, que é Cristo. Este não é indigno de participar da mesa que anuncia a morte do Senhor até que Ele venha.

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Vós sois templo de Deus

Destaque novamente que os seus ouvintes são templos de Deus, uma vez que antes de terem um encontro com Cristo eram pobres (necessitados) de espírito. Que todos foram limpos pela palavra do evangelho, tendo em vista que Deus concede aos que ouvem a sua palavra um novo coração e um novo espírito ( 1Pe 1:22 ). Que após obter um novo coração e um novo espírito, o homem é templo de Deus, pois Deus coloca dentro deles o seu Espírito.


“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” ( 1Co 3:16 )

Este é um esboço que tem por base uma construção temática que dá forma a um sermão expositivo.

O verso em destaque apresenta dois temas a serrem abordados pelo pregador:

  1. Os cristãos são templo de Deus “… vós que sois o templo de Deus…” ( 1Co 3:16 ), e;
  2. Deus fez dos cristãos o lugar de sua habitação “… o Espírito de Deus habita em vós” ( 1Co 3:16 ).

Os temas possuem uma relação de interdependência, visto que, uma vez que Deus ‘habita’ o templo, o templo ‘pertence’ a Deus. É impossível ser templo de Deus se Deus não habitar o homem, ou é impossível Deus habitar o homem se o homem não for templo do Altíssimo.

Antes de abordar este tema em público, o pregador precisa estar inteirado de todas as nuances que compõe a ideia de ‘templo’ de Deus sem associá-la a concepção de um templo construído por mãos humanas que serve somente como local para as reuniões solenes.

O pregador deve analisar a pergunta feita pelo apóstolo Paulo aos cristãos em Corintos e estar cônscio de como o homem e ‘construído’ como templo, e porque o Espírito de Deus passa a habitá-lo.

Quando se postar diante dos ouvintes, o pregador deve ler pausadamente o texto base, enfatizando a ideia contida na pergunta e buscar tornar evidente os elementos que dá corpo a pergunta. Se possível, que os ouvintes leiam em voz alta o verso em pauta.

Como expositor da palavra de Deus, esta pergunta deverá ser refeita várias vezes no transcorrer da pregação, o que demanda da parte do pregador colocá-la em destaque.

Para destacar a pergunta feita pelo apóstolo Paulo, basta fazer os ouvintes retroagirem no tempo. Como? Demonstrando que, se o apóstolo Paulo fez a pergunta, isto demonstra que os leitores da carta (os corintos) desconheciam que eram ‘templos de Deus’ e que o Espírito de Deus fez neles morada (habitação).

Faça estas perguntas aos seus ouvintes: – Você é templo de Deus? O Espírito de Deus habita em você? Há alguém aqui que desconhece que é templo de Deus? Deus habita em você?

Em primeiro lugar, como expositor da palavra de Deus, conscientize os seus ouvintes de que o apóstolo Paulo não inventou os conceitos de templo e habitação do Senhor.

Em que se baseou o apóstolo Paulo para afirmar que os cristãos são templos de Deus? De onde ele tirou tal concepção doutrinária? Quais são as garantias de que os que creem em Cristo são verdadeiramente templos de Deus?

Convide os seus ouvintes a lerem o profeta Isaias no capítulo 57, verso 15:

“Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos” ( Is 57:15 ).

A exposição deve ser gradativa, e destaque o seguinte do verso acima:

  • Quem está dizendo por intermédio do profeta Isaias? Demonstre que a promessa foi feita por Deus “Porque assim diz o Alto e Sublime…”;
  • Destaque onde Deus habita e o nome de Deus – Deus habita na eternidade e o seu nome é Santo “… que habita na eternidade, e cujo nome é Santo”!
  • O que Deus diz? “Num alto e santo lugar habito” – Destaque que Deus habita a eternidade, ou seja, que os céus dos céus é o lugar de habitação de Deus;
  • Porém, da mesma forma que Ele habita num alto e santo lugar, Deus também diz habitar com o contrito e abatido de espírito. Vale destacar que o ‘contrito’ e ‘abatido’ de espírito corresponde aos ‘pobres de espírito’ que Jesus destacou como sendo bem-aventurados no Sermão do Monte ( Mt 5:3 );
  • Mas, porque Deus habita o coração dos contritos e abatidos? A resposta de Deus é clara: Deus passa a habitar no coração dos contritos e abatidos de espírito para lhes conceder vida “… para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos”.
  • Destaque desta forma que o apóstolo Paulo somente estava expondo a mesma verdade anunciada pelos profetas.
  • Mas, por que é necessário expor a verdade do evangelho? Porque somente através da ‘palavra de Deus’, que é Cristo, o ‘Verbo encarnado’, é que Deus vivifica o coração do homem quando passa a habitá-lo.

Compare estes versos:

“Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos” ( Is 57:15 ).

“Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi” ( Is 55:3 ).

Desta que:

  • Para ir (se achegar) a Deus, basta inclinar os ouvidos;
  • Se ‘der’ ouvido à palavra de Deus o homem viverá, ou seja, cumpre-se o predito em Isaias 57, verso 15;
  • Tudo isto ocorre porque Deus estabeleceu em Cristo uma aliança eterna, concedendo aos homens que n’Ele creem as mesmas beneficências que foram concedidas a Davi.

Aponte o profeta Ezequiel como mensageiro da mesma mensagem, e leia pausadamente os seguintes versos:

“Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis” ( Ez 36:25 -27 ).

Vale destacar aos seus ouvintes que eles são templos e habitação de Deus porque Ele prometeu:

  • Deus é quem fez a promessa – “Então aspergirei…”;
  • Deus prometeu aspergir água pura, ou seja, ‘água pura’ refere-se a palavra de Deus – destaque que todos cristãos estão limpos pela palavra de Deus “Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado” ( Jo 15:3 );
  • Demonstre que Deus fez tudo novo: novo nascimento, nova vida, nova criatura, nova natureza, pois foi criado um novo coração e um novo espírito ( 2Co 5:17 );
  • Deus colocará dentro dos homens o seu Espírito.

Destaque novamente que os seus ouvintes são templos de Deus, uma vez que antes de terem um encontro com Cristo eram pobres (necessitados) de espírito. Que todos foram limpos pela palavra do evangelho, tendo em vista que Deus concede aos que ouvem a sua palavra um novo coração e um novo espírito ( 1Pe 1:22 ). Que após obter um novo coração e um novo espírito, o homem é templo de Deus, pois Deus coloca dentro deles o seu Espírito.

Destaque também que o salmista Davi detinha tal conhecimento, pois ele disse:

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” ( Sl 51:10 )

Demonstre que o salmista Davi sabia que somente Deus pode criar (verbo bara) no homem um novo coração e um novo espírito, ou seja, na regeneração Deus cria tudo novo. Demonstre que o pedido do salmista é conforme o anunciado por Isaias e Ezequiel.

Mas, porque Deus cria tudo novo? Para que o Espírito do Senhor habite o seu ser, ou seja, para que o Espírito de Deus permaneça fazendo do homem morada ( Sl 51:11 ).

Destaque que os seus ouvintes são templo de Deus porque Cristo assim prometeu:

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada“ ( Jo 14:23 ).

Ou seja, aquele que ouviu a palavra de Deus passou a viver ( Is 55:3 ); está limpo pela palavra anunciada ( Ez 36:25 ; Jo 15:3 ); alcançou um novo coração e um novo espírito; tudo se fez novo; o Pai e o Filho fazem nele morada “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” ( Jo 14:23 ).

Enfatize: Sóis templo de Deus e o Espírito de Deus habita em vos!

Se possível, pode ser destacado também o exposto em Ef 2:21 -22 e Hb 3:6 .

“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito” ( Ef 2:20 -22).

“Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim” ( Hb 3:6 )

Ao final da mensagem, faça um resumo dando ênfase ao fato de seus ouvintes serem ‘templo’ de Deus e que o Espírito de Deus ‘habita’ neles.

Como subsídio, leia também o artigo O Templo de Deuspostado no portal.

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Como ser cheio do Espírito?

A ordem para encher-se do Espírito tem em vista a necessidade dos cristãos crescerem, ou seja, se fortificarem na graça e não participarem de alimentos (doutrinas enganosas) que nada aproveitam aos que a eles se entregam, por exemplo, o vinho da dissolução “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém” ( 2Pe 3:18 ).


Para entender a ordem paulina expressa no verso 18 do capítulo 5 da epístola aos Efésios “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito…” ( Ef 5:18 ), por questão de didática, faz-se necessário estabelecer uma distinção entre encher-se do Espírito e ser espiritual.

Isto porque não se pode confundir a ideia de ser ‘cheio do Espírito’ que é apresentado pelo apóstolo Paulo aos Efésios no capítulo 5, com o fato de que os cristãos são casa espiritual, templo, habitação de Deus, ou seja, homens espirituais, o que contrasta com os descrentes, que são homens carnais.

Quando se lê ‘… mas enchei-vos do Espírito’, a primeira ideia que vem a cabeça de muitos cristãos é de que é possível ser mais ou menos espiritual, como se houvesse uma escala, uma gradação a ser atingida para ser espiritual, pois confundem a ideia de ser ‘cheio do Espírito’ como a condição de ‘homem espiritual’.

A bíblia destaca que é impossível ao homem ser, concomitantemente, espiritual e carnal. Ou se é homem espiritual, mesmo vivendo em um corpo de carne, ou se é homem carnal ( 2Co 10:3 ). Não há meio termo, não há gradação em se falando do Espírito de Deus, pois é impossível ser meio ou quase espiritual.

Se o cristão não compreender que os nascidos segundo a carne são homens naturais, carnais e terrenos e os nascidos de Deus são espirituais e celestiais ( 1Co 15:46 -49), jamais compreenderá a recomendação que o apóstolo dos gentios apresenta aos cristãos em Efésios.

Primeiro porque a recomendação é para os que já creram no evangelho, ou seja, nasceram de novo, mas que precisam crescer no conhecimento, até porque aqueles que ainda não creram na palavra do evangelho não compreendem as coisas de Deus “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” ( 1Co 2:14 ).

Outro ponto a se observar é que ser espiritual não decorre das ações ou omissões do cristão, antes é uma ação sobrenatural do Espírito de Deus sobre o homem por intermédio da palavra de Deus, quando o novo homem é criado em verdadeira justiça e santidade.

Ser espiritual não diz de certos momentos de adoração, de certos louvores, de certas ministrações, de lugares específicos ou templos especiais, antes refere-se a nova natureza do cristão.

O que é ser cheio do Espírito e como se encher do Espírito?

Ser ‘cheio’ é o mesmo que ser pleno, completo, estar preenchido, etc. O verbo ‘encher’ é tradução do verbo grego ‘pleroo’ e, como o verbo ‘pleroo’ está no presente do indicativo no verso 8 do capítulo 5 de Efésios, tem-se uma convocação para que os cristãos sejam plenos do Espírito.

Para obter uma resposta é essencial que se compreenda que as palavras de Cristo são Espírito e vida “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” ( Jo 6:63 ). De igual modo, o apóstolo Paulo declarou: “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder” ( 1Co 2:4 ).

Se as palavras de Cristo são Espírito e vida, certo é que, para se encherem do Espírito as palavras de Cristo precisam habitar plenamente os cristãos. Compare os seguintes versos e veja como eles abordam os mesmos aspectos:

  • “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração ( Cl 3:16 );
  • “…mas enchei-vos do Espírito; falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração( Ef 5:18 -19).

Quando a palavra de Cristo, que é Espírito e vida, habita o homem abundantemente, significa que ele é ‘cheio’ do Espírito, o que é diferente de fazer parte do corpo de Cristo, que é a igreja.

Quando o homem torna-se membro do corpo de Cristo por intermédio do evangelho, o homem é ‘pleno’ de Deus, pois é Cristo que cumpre tudo em todos “Que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos” ( Ef 1:23 ), visto que há um só corpo (igreja) e um só Espírito (palavra) do qual todos são participantes.

Mas, quando o apóstolo Paulo ordena que os cristãos sejam cheios do Espírito, ele tem em vista a necessidade dos cristãos de compreenderem qual a dimensão do amor de Deus demonstrado em Cristo que excede todo entendimento, o que por sua vez é apresentado de modo imperativo: enchei-vos, sejam plenos “E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” ( Ef 3:19 ).

Estar limpo perante Deus é consequência da palavra anunciada por Cristo ( Jo 15:3 ), o que é diferente da ação do Espírito Santo, que foi dado para ensinar os limpos pela palavra e lembra-los do que já foi ensinado ( Jo 14:26 ).

Conhecer o amor de Cristo torna o homem cheio de toda a plenitude de Deus, pois além de se tornar uma nova criatura, homem espiritual, pertencente a Deus, visto que foi criado para a glória de Deus ( 1Co 6:20 ; Is 61:3 ), mas este novo homem deve renovar a sua compreensão ( Rm 12:2 ), o corpo deve ser apresentado como instrumento de justiça ( 1Co 10:32 ) e a alma deve refletir o mesmo sentimento que havia em Cristo ( Fl 2:5 ; At 20:24 ).

Quando o homem crê em Cristo e recebe poder para ser feito filho de Deus, é gerado de novo através da palavra (água) de Deus (Espírito) ( Jo 1:12 e Jo 3:5 ). Através do novo nascimento o homem torna-se espiritual, pois os nascidos de Deus (Espírito) é espiritual ( Jo 3:6 ).

Quando o homem é gerado de novo, da semente incorruptível, que é a palavra de Deus, recebe a plenitude do Espírito, ou seja, é participante da natureza divina, pois é membro do corpo “E recebestes a plenitude em Cristo, que é o cabeça de todo principado e potestade” ( Cl 2:10 ; 2Pe 1:4 ), e tornou-se templo, casa, habitação do Espírito ( 1Co 3:16 ; 1Co 6:19 ).

Quem crê em Cristo é pleno de Deus, pois ambos: o Pai e o Filho fazem do cristão morada “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” ( Jo 14:23 ; Ez 36:27 ).

Mas, se ser homem espiritual (pleno de Deus) resume-se em que o Pai e o Filho habita o cristão, porque o apóstolo Paulo instrui para que o cristão se encham do Espírito?

Porque todos os cristãos quando são gerados de novo são comparados às criancinhas que necessitam de leite, e devem ser alimentados com leite racional, para que cresçam no conhecimento e na graça do Senhor “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” ( 1Pe 2:2 ).

Porém, com o decurso do tempo o cristão precisa alimentar-se com alimento sólido, ou seja, precisa manejar bem a palavra da verdade “Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” ( Hb 5:14 ).

Quando o apóstolo ordena para que os cristãos se encham do Espírito, ou seja, que a palavra de Cristo habite abundantemente, ele tem por objetivo que os cristãos deixem se ser meninos, ou seja, que não mais necessitem de leite, pois o apóstolo estava preocupado com a possibilidade de alguns cristãos meninos acabassem levados por ventos de doutrinas “Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento” ( Hb 5:12 ); “Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram” ( Hb 13:9 ).

A ordem para encher-se do Espírito tem em vista a necessidade dos cristãos crescerem, ou seja, se fortificarem na graça e não participarem de alimentos (doutrinas enganosas) que nada aproveitam aos que a eles se entregam, por exemplo, o vinho da dissolução “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém” ( 2Pe 3:18 ).

O vinho da qual o apóstolo faz referência é o vinho dos judaizantes, visto que nele há dissolução, contenda, pois desencaminha o homem da verdade que há em Cristo “Mas também estes erram por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos pelo vinho; desencaminham-se por causa da bebida forte; andam errados na visão e tropeçam no juízo” ( Is 28:7 ).

Acatar a ordem para encher-se do Espírito é rejeitar toda imundície e malicia, ou seja, é o mesmo acatar a palavra de Cristo “Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas” ( Tg 1:21 ).

O apóstolo Paulo após verificar que a palavra de Deus fora enxertada nos cristão, ora a Deus para que eles sejam cheios do conhecimento, sabedoria e inteligência do Espírito “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual” ( Cl 1:9 ).

Isto porque a palavra de Cristo são os bens, as riquezas, outorgados pelo Senhor aos que nele confiam “Porque em tudo fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento” ( 1Co 1:5 ), de modo que, Deus enche a boca do cristão de bens ( Sl 103:5 ).

O apóstolo Paulo havia escrito a crentes, ou seja, pessoas que já haviam nascido de novo, porém, eles precisavam saber que não eram tão somente salvos, antes eram filhos de Deus e possuidores de uma herança. Ele desejava que os cristãos soubessem qual é o valor de ser uma nova criatura.

Eles precisavam compreender que quem é de novo gerado é pleno de Deus, porém, não é pleno do Espírito, pois a plenitude do Espírito só é alcançada quando os de novo nascidos se alimentam do leite racional e chegam a ser participantes de alimento sólido.

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