Joel 3 – Promessa de redenção

Naquele dia as nações menores (montes) regozijarão (mosto) e as nações maiores (outeiros) produzirão sustento em abundância (leite). Montes e Outeiros são figuras bíblicas para fazer referencia as nações, sendo que os montes referem-se a reinos pequenos, e outeiros as grandes nações. Israel é comparado a um monte e as grandes civilizações da antiguidade a outeiros. Ex: Babilônia, Egito, etc. Mosto é uma figura de alegria, regozijo e leite uma figura de alimento em abundância.


1 PORQUE, eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que removerei o cativeiro de Judá e de Jerusalém,

Através deste verso percebe-se que Israel está sob o peso do Senhor, e que só no tempo determinado por Deus (naquele tempo) será livre.

Somente ‘naqueles dias’ o cativeiro do povo de Israel será removido, o que sugere que estão presos em decorrência dos seus pecados.

 

2 Congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações e repartiram a minha terra.

O profeta Joel fala do julgamento das nações conforme Jesus anunciou aos discípulos: “Todas as nações se reunirão diante dele, e ele apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas” ( Mt 25:32 ). É Cristo quem reunirá, ajuntará e congregará as nações para julgá-las ao final da grande tribulação, início do milênio.

No término do milênio Satanás sairá a enganar as nações e reunirá os reinos do mundo para pelejarem contra o Ungido do Senhor ( Sl 2:2 -3), diferente do ajuntamento de povos que será realizado por Cristo no intuito de fazer o julgamento das nações ( Zc 12:2 -3).

No julgamento as nações estarão no banco dos réus por causa do tratamento dispensado por elas ao povo de Israel. Os ‘pequeninos irmãos’ que Jesus faz referência em Mateus 25, verso 40 ( Mt 25:40 ), refere-se ao povo de Israel: o seu povo e herança, que foi espalhado entre as nações no período de grande tribulação.

Em Mateus 25, verso 40 os ‘pequeninos irmãos’ não se refere à igreja de Cristo, que é designada esposa do Cordeiro.

Vale de Josafá refere-se à planície do Amargedom, que significa “Jeová julgou”, e somente Joel utiliza este nome para descrever o vale de Josafá ( Jl 3:12 ).

 

3 E lançaram sortes sobre o meu povo, e deram um menino por uma meretriz, e venderam uma menina por vinho, para beberem.

Este verso descreve a aflição que se abaterá sobre o povo de Israel naquele dia, conforme Jesus predisse: “Pois haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá” ( Mt 24:21 ).

 

4 E também que tendes vós comigo, Tiro e Sidom, e todas as regiões da Filístia? É tal o pago que vós me dais? Pois se me pagais assim, bem depressa vos farei tornar a vossa paga sobre a vossa cabeça.

As nações em redor, que Deus utilizou como vara de correção contra Israel, retribuem de mau grado o que o Senhor lhes concedeu, portanto, haveriam de ser castigados também.

 

5 Visto como levastes a minha prata e o meu ouro, e as minhas coisas desejáveis e formosas pusestes nos vossos templos. 6 E vendestes os filhos de Judá e os filhos de Jerusalém aos filhos dos gregos, para os apartar para longe dos seus termos. 7 Eis que eu os suscitarei do lugar para onde os vendestes, e farei tornar a vossa paga sobre a vossa própria cabeça. 8 E venderei vossos filhos e vossas filhas na mão dos filhos de Judá, que os venderão aos sabeus, a um povo distante, porque o SENHOR o disse.

A vara que Deus utilizou para castigar o seu povo não passaria ilesa, a exemplo do que ocorreu com os caldeus ( Hc 2:8 ). Tudo que fizeram aos filhos de Israel haveria de acontecer com eles.

 

 

9 Proclamai isto entre os gentios; preparai a guerra, suscitai os fortes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra. 10 Forjai espadas das vossas enxadas, e lanças das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte.

A mensagem que será anunciada as nações que serão julgadas pelo Cordeiro de Deus é de encorajamento para que compareçam a julgamento.

Entre os povos deve-se anunciar que haverá guerra, e que os fortes sejam convocados. Todos aptos a guerrear que subam. Que se preparem para a batalha, e os que não tem forças, que diga: Sou forte! O que tiverem a mão para a batalha, que seja utilizado pelos convocados pelo Senhor.

 

11 Ajuntai-vos, e vinde, todos os gentios em redor, e congregai-vos. Ó SENHOR, faze descer ali os teus fortes; 12 Suscitem-se os gentios, e subam ao vale de Jeosafá; pois ali me assentarei para julgar todos os gentios em redor.

 

O ajuntamento dos povos será imenso e serão reunidos no Vale de Jeosafá. Diante deste Vale Cristo se assentará para apartar as ovelhas dos bodes, ou seja, estabelecerá o julgamento das nações antes de reinar sobre os povos da terra ( Mt 25:32 ).

Os valentes dentre os povos descerão ao Vale da decisão.

 

13 Lançai a foice, porque já está madura a seara; vinde, descei, porque o lagar está cheio, e os vasos dos lagares transbordam, porque a sua malícia é grande. 14 Multidões, multidões no vale da decisão; porque o dia do SENHOR está perto, no vale da decisão.

 

Quando se lança a foice na seara é para reunir os molhos. Lançar a foice equivale a ajuntar os povos.

Quando todas as nações estiverem reunidas (lagar cheio), o Senhor estabelecerá o seu juízo. O profeta Isaias descreve este evento com propriedade ( Is 63:1- 6).

 

15 O sol e a lua enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor.

O quadro descrito pelo profeta Joel com relação aos corpos celestes também foi profetizado por Cristo: “E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas” ( Mt 24:29 ).

A aflição descrita no verso 3 antecede a manifestação do Messias: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” ( Mt 24:30 ).

 

16 E o SENHOR bramará de Sião, e de Jerusalém fará ouvir a sua voz; e os céus e a terra tremerão, mas o SENHOR será o refúgio do seu povo, e a fortaleza dos filhos de Israel.

Após os eventos do verso 15, Cristo se manifestará em glória, e a sua voz se fará ouvir de Jerusalém.

O Leão da tribo de Judá reinará e o seu bramido será ouvido de Sião.

O profeta Joel anuncia o reinado do Messias sobre todos os povos da terra. Enquanto as nações tremerão ante o bramido do Senhor, o Senhor Jesus será refúgio para o seu povo, fortaleza para os filhos de Israel.

Observe que o profeta Joel faz uma descrição do reino milenial, quando Cristo se assentará sobre o trono de Davi e regerá as nações com vara de ferro, conforme a promessa do Pai registrada nos Salmos ( Sl 2:6 e Sl 2:8 ).

 

17 E vós sabereis que eu sou o SENHOR vosso Deus, que habito em Sião, o meu santo monte; e Jerusalém será santa; estranhos não passarão mais por ela.

Quando o Senhor Jesus habitar em Sião como rei e sacerdote, o monte Sião será santo e a cidade será santa. A cidade será santa (separada) porque Deus habitará com o seu povo.

Naquele dia todos em Israel saberão que o Cristo que crucificaram é o Senhor Deus de Israel, o Senhor que escondeu o seu rosto da casa de Jacó “E esperarei ao SENHOR, que esconde o seu rosto da casa de Jacó, e a ele aguardarei” ( Is 8:17 ; Sl 110:1 ).

Após Cristo ser entronizado em Sião, nunca mais ‘estranhos’ invadirá ou ocupará a cidade santa.

 

18 E há de ser que, naquele dia, os montes destilarão mosto, e os outeiros manarão leite, e todos os rios de Judá estarão cheios de águas; e sairá uma fonte, da casa do SENHOR, e regará o vale de Sitim.

Naquele dia as nações menores (montes) regozijarão (mosto) e as nações maiores (outeiros) produzirão sustento em abundância (leite).

Montes e Outeiros são figuras bíblicas para fazer referencia as nações, sendo que os montes referem-se a reinos pequenos, e outeiros as grandes nações. Israel é comparado a um monte e as grandes civilizações da antiguidade a outeiros. Ex: Babilônia, Egito, etc.

Mosto é uma figura de alegria, regozijo e leite uma figura de alimento em abundância.

Dizer que ‘os rios de Judá estarão cheios de águas’ é outra figura, ou seja, o profeta utiliza a figura do rio para falar das ruas de Judá, e a água representa os moradores ( Ap 17:15 ; Is 42:15 ).

Uma característica especial da casa do Senhor será uma fonte de água que regará o vale profundo onde se localiza o mar Morto.

 

19 O Egito se fará uma desolação, e Edom se fará um deserto assolado, por causa da violência que fizeram aos filhos de Judá, em cuja terra derramaram sangue inocente.

Uma descrição pormenorizada do peso do Senhor sobre o Egito e Edom encontra-se no Livro de Obadias.

 

20 Mas Judá será habitada para sempre, e Jerusalém de geração em geração.

Deus promete que, após aqueles dias, a tribo de Judá terá habitação eterna, e que a cidade de Jerusalém será ocupada de geração em geração.

 

21 E purificarei o sangue dos que eu não tinha purificado; porque o SENHOR habitará em Sião.

A purificação do sangue ocorre através da filiação divina. Somente aqueles que são gerados de novo por Deus são purificados. Enquanto os gerados segundo a carne são imundos, os gerados segundo o Espírito são puros, assim como o Pai celeste.

Para habitar Jerusalém, a cidade do grande Rei, necessariamente o homem deve ser puro de coração e de espírito. Somente os purificados por Deus poderão habitar a cidade que o Senhor dos exércitos residirá.

Como ocorre a purificação? Deus cria um novo coração e um novo espírito ( Sl 51:10 ). Após dar vida ao coração e ao espírito do homem, Deus faz nele morada, o que é essencial para se habitar em Sião “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos” ( Is 57:15 ).

Mesmo naqueles dias a purificação do sangue somente ocorrerá através do novo nascimento ( Jo 3:3 ).

Ler mais