Cristo e a sua Igreja

Há só uma fé, a fé que foi entregue aos santos (Jd 1:3; Fl 1:27). Através dessa fé, que é dom de Deus, há um só batismo: o batismo na morte de Cristo (Rm 6:4; Cl 2:12). A Igreja de Cristo subsiste perfeita em unidade com Cristo e com o Pai (Jo 17:21-23) e cada membro, em particular, é constituído ministro do espírito (2 Co 3:6).


A Igreja é o corpo de Cristo. Ela veio à existência quando Cristo ressurgiu dentre os mortos. Todos os homens, quantos creem em Cristo, morrem com Ele e ressurgem novas criaturas, membros da sua carne e dos seus ossos (Ef 5:30). A Igreja é constituída de homens de todos os povos, línguas e nações que creem, conforme as Escrituras, que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus bendito.

Os membros do corpo de Cristo tem a missão de anunciar ao mundo as virtudes de Deus, ensinando a todos os povos que Cristo é o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Mt 28:20). A Igreja de Cristo é vitoriosa, pois os poderes do inferno não prevalecem contra ela.

Da mesma forma que o marido é a cabeça da mulher, Cristo é a cabeça da Igreja, ou seja, exerce autoridade sobre ela. É Cristo quem salva o seu corpo e o sustem. É por isso que o apóstolo Paulo utiliza a relação do marido com a esposa para ilustrar a relação de Cristo com o seu corpo (Ef 5:23 e 29).

Cristo amou a Igreja, por isso se entregou por ela, para santificá-la e, pela palavra a purificou, possibilitando que ela se apresente a Ele gloriosa, sem mácula, nem ruga. A Igreja é santa e irrepreensível por Aquele que se entregou por ela (Ef 5:25-27).

A importância da Igreja é inegável, pois, por meio dela, Cristo alçou a mais alta posição na criação: a primogenitura entre muitos irmãos e abaixo dos seus pés, ou seja, abaixo da Igreja, está todo principado, autoridade, poder, domínio, não só deste século, mas, também, do vindouro (Ef 1:22).

Porém, apesar de a Igreja ser edificada com pedras vivas, tal qual Cristo é (1 Pd 2:4 -5), há quem veja problemas na composição humana da Igreja. Pela má leitura de algumas parábolas e passagens bíblicas, julgam que a Igreja é composta de trigo e de joio, de virgens prudentes e de virgens loucas, de crentes carnais e de crentes espirituais, etc.

Tal entendimento equivocado se dá, por confundirem o ajuntamento solene de cristãos, onde é possível ao homem ímpio comparecer (Jd 1:12), com a verdadeira Igreja de Cristo, que não comporta aqueles que não estão em comunhão com o Pai e o Filho.

É um erro pensar a Igreja de Cristo do ponto de vista histórico, porque, analisar a Igreja de Cristo, através de subsídios gerados a partir de fatos gerados no tempo, trará a ideia de que a Igreja de Cristo carece de reforma e de avivamento ou, que a Igreja de Cristo, ao longo de dois mil, passou por bons e maus momentos.

O que precisou de reforma, ao longo das eras, foram instituições humanas que os homens nomearam por igreja. A ideia de avivamento surgiu atrelada a algumas denominações cristãs, o que não passam de especulações e de apelos, atrelados às instituições humanas.

A Igreja de Cristo, jamais precisou de reforma ou, de ser corrigida. Na Igreja, jamais existiram desvios ou, carência de avivamento. A Igreja de Cristo está fundamentada sobre Cristo, a pedra angular (Ef 2:20). É Deus quem edifica a Sua Igreja (Cl 2:19), por meio de Cristo, para a morada de Deus em Espírito (Ef 2:22).

A Igreja tem por base a Cristo, o fundamento dos apóstolos e dos profetas. Apesar de haver muitos membros no corpo de Cristo, contudo há um só corpo, ou seja, uma só Igreja (1 Co 10:17). De igual modo, há muitos membros, porém um só espírito, ou seja, uma só mensagem que foi anunciada por Cristo (Ef 4:4).

Há só uma fé, a fé que foi entregue aos santos (Jd 1:3; Fl 1:27). Através dessa fé, que é dom de Deus, há um só batismo: o batismo na morte de Cristo (Rm 6:4; Cl 2:12). A Igreja de Cristo subsiste perfeita em unidade com Cristo e com o Pai (Jo 17:21-23) e cada membro, em particular, é constituído ministro do espírito (2 Co 3:6).

Cristo é a verdade de Deus revelada ao mundo e nenhuma instituição humana foi comissionada como guardiã desta verdade. A verdade de Deus foi confiada a homens fiéis que, após crerem em Cristo e nascerem de novo, anunciam a verdade do Evangelho (Cristo), que é universal e permanece para sempre.

“E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para, também, ensinarem os outros” (2 Tm 2:2).

A Igreja de Cristo se sustem sob a pessoa de Cristo, e através da confissão: Jesus é o Cristo, assim como o apóstolo Pedro admitiu, o crente passa a compor a Igreja:

“E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt 16:16).

Basta crer em Cristo que o homem torna-se membro do seu corpo, ou seja, torna-se Igreja, portanto, não é necessário crer em uma instituição, como guardiã da verdade, como encontramos no Credo Niceno ou, na Confissão de Augsburgo ou, na Confissão Helvética, etc.

O crente em Cristo não pode se socorrer de instituições humanas ou de qualquer seguimento religioso, como se tais instituições tivessem autoridade apostólica.

Somente os apóstolos de Cristo possuíram tal autoridade e eles mesmos reputavam como mais firme as palavras dos profetas e recomendaram aos cristãos atentarem para o que está registrado nas Escrituras (Pd 1:19).

Os apóstolos, quando instruíam os cristãos, se apresentavam como ministros de Cristo e membros da Igreja, demonstrando que, em Cristo, ninguém é superior ou inferior pela função que desempenha no corpo, antes, todos são igualmente servos de Cristo.

“Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o SENHOR; e nós mesmos somos vossos servos, por amor de Jesus” (2 Co 4:5).

A razão de ser da Igreja é a preeminência de Cristo, o primogênito entre muitos irmãos (Rm 8:29), e, por isso mesmo, a Igreja é uma assembleia de iguais (ecclesia), pois, em Cristo, não há macho nem fêmea, servo ou livre, judeu ou grego, antes, todos são um, em Cristo Jesus (Gl 3:28).

A glória de Cristo foi dada aos homens que creram (Jo 17:22) e não a uma instituição. Jesus Cristo estabeleceu a Sua Igreja e não uma instituição humana. A Igreja de Cristo é o templo que Deus prometeu a Davi (2 Sm 7:13-14) e não uma instituição humana.

O primeiro ajuntamento solene de cristãos se deu em Jerusalém e de lá o evangelho se propagou pelo mundo. Quando o evangelho passou a ser anunciado a todas as gentes, os apóstolos não estavam preocupados em estabelecer uma organização humana e nem consideraram estabelecer um centro administrativo da Igreja.

Se a Igreja de Cristo não se vincula a um lugar, antes, é formada por verdadeiros adoradores, que adoram o Pai em espírito e em verdade, como poderia ter um centro administrativo? Se adorar a Deus se dá em espírito e em verdade, questões como lugar e hora foram abolidas, portanto, não se sustenta a ideia de uma santa sé ou um centro administrativo eclesiástico, sob a anuência de Deus!

Inicialmente, os membros do corpo de Cristo se reuniam em Jerusalém, mas, com a perseguição e a dispersão, surgiram novos núcleos de reunião, no entanto, à época, não havia instituições ditas cristãs. Cada ajuntamento solene de cristãos ao redor do mundo estava vinculado somente pela doutrina que professavam, não por estarem sujeitos a uma liderança humana ou, a um centro administrativo eclesiástico.

Após a morte dos apóstolos, inúmeras instituições humanas surgiram, sob o pseudônimo ‘igreja’. Cada instituição que surgiu e se estabeleceu, acabou avocando para si, na figura do seu líder, autoridade de representantes de Deus na terra.

Em nossos dias, é incalculável o número de ajuntamento de pessoas que se dizem cristãs e a gama de instituições criadas para acolher seguidores de diferentes correntes doutrinárias. Muitas dessas instituições tornaram-se agremiações que mais promovem reuniões de caráter recreativo, cultural, artístico, político, social, etc., do que o evangelho de Cristo.

Em nossos dias, as instituições humanas são tantas que, quando alguém diz ser cristão, não se questiona se tal pessoa é seguidora de Cristo, tal qual estabelecido nas Escrituras, mas, a qual denominação, instituição, agremiação, comunidade, etc., que o tal pertence.

Somente quem conhece as Escrituras não se deixa levar pelos equívocos que uma instituição promove, pois, a instituição humana acaba suplantando a condição do individuo como Igreja, no afã de se estabelecer e crescer como organização.

As instituições humanas facilitam o congraçamento entre os cristãos, porém, quando há um ajuntamento solene, o cristão deve verificar se a mensagem anunciada naquele local é conforme o anunciado pelos apóstolos e profetas. A verdade do evangelho, em um ajuntamento solene, tem de falar mais alto que os interesses da instituição.

 

Corretor ortográfico: Pr. Carlos Gasparotto

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O templo do descendente prometido a Davi e o templo de Salomão

O templo de Deus prometido a Davi está sendo construído com pedras vivas, homens chamados dentre todos os povos e línguas que, após crerem em Cristo, são de novo gerados “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” ( 1Pe 2:5 ).


 

“Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre” ( 2Sm 7:13 )

Deus prometeu que o descendente da carne de Davi teria o seu reino estabelecido ( 2Sm 7:12 ), e que edificaria um templo a Deus ( 2Sm 7:14 ).

Quando Davi morreu, Salomão reinou em seu lugar. O rei Salomão ao escrever ao rei Hirão, considerou ser o descendente prometido ao rei Davi “E eis que eu intento edificar uma casa ao nome do SENHOR meu Deus, como falou o SENHOR a Davi, meu pai, dizendo: Teu filho, que porei em teu lugar no teu trono, ele edificará uma casa ao meu nome” ( 1Rs 5:5 ).

Porém, o templo magnífico que Salomão construiu foi destruído pelo rei de Babilônia ( Jr 52:13 ), o que significa que o templo de Salomão não era a casa que Deus prometeu a Davi que o seu descendente construiria ( 1Rs 9:3 -9), e o reino de Salomão não foi estabelecido para sempre por Deus, pois o reino foi dividido em dois ( 1Rs 12:16 ).

Quando o rei Ciro deu ordem a Esdras para reedificar o templo em Jerusalém ( Ed 1:1 ), não havia nenhum rei constituído em Israel, portanto, apesar da glória do segundo templo ser maior que a do primeiro ( Ag 2:2 e 9), não era o templo que Deus prometeu a Davi ( Lc 21:6 ).

Se Salomão não foi o descendente prometido a Davi que construiria o templo que Deus prometera, quem seria o filho de Davi?

As Escrituras comprovam que Jesus de Nazaré é o descendente prometido por Deus a Davi. Ele é o renovo justo, a poderosa salvação levantada na casa de Davi ( Mt 1:1 ; Lc 1:69 -70; Jr 23:5 ; Jr 33:15 ). Cristo é o desejado de todos os povos, o príncipe da paz, que por Ele foi estabelecida a paz entre Deus e os homens.

Cristo é o descendente de Davi que adentrou no segundo templo e tornou a glória da segunda casa maior do que a glória do templo de Salomão, apesar de ser um templo modesto se comparado a exuberância do primeiro templo ( Ag 2:9 ).

Como é possível através de uma boa exegese demonstrar que Cristo é o descendente prometido a Davi? Onde está o templo prometido que o Filho de Davi construiria? Como e quando seria construído?

O templo a ser construído pelo descendente conforme a promessa feita a Davi é eterno, assim como o seu reino. Por ser eterno, o templo tem que ser invisível, pois o que vemos é efêmero, e as coisas que não vemos são eternas, assim como o reino do Messias “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” ( 2Co 4:18 ); “Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” ( Jo 18:36 ).

Cristo é o descendente prometido a Davi. O Jesus de Nazaré é o filho de Davi com direito a se assentar no trono de Davi ( Rm 1:3 -4), o que é defendido no evangelho de Mateus ( Mt 1:1 ). Concomitantemente, o descendente prometido a Davi é Filho do Deus vivo “Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho” ( 2Sm 7:14 ), que foi morto e após ressurgir dentre os mortos, assentou-se a destra de Deus nas alturas ( At 7:56 -57; Mc 12:37 ; Mt 22:42 ; Sl 110:1 ; Rm 15:25 ).

Mas, onde está o templo que Deus prometeu que o Cristo, o descendente de Davi, ergueria?

Leia atentamente a promessa: “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, o qual sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho” ( 2Sm 7:12 -14).

Deus prometeu que, quando Davi morresse, levantaria um homem da sua descendência que teria o reino estabelecido para sempre, e este descendente edificaria uma casa a Deus. Salomão foi levantado como rei em Israel e Judá enquanto Davi ainda era vivo, portanto, a promessa de Deus não se refere a Salomão ( 1Rs 1:32 -35).

Como Salomão não edificou uma casa permanente a Davi, certo é que o descendente que a profecia aponta diz de Cristo.

Considerando que Deus não habita em casa feita por mãos humanas, como o Messias edificaria uma casa a Deus? “O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” ( At 17:24 ).

Deus prometeu e Ele mesmo estabeleceu a pedra fundamental do templo, uma pedra preciosa: “Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido” ( 1Pd 2:6 ).

Acerca do templo prometido a Davi, profetizou Isaías, dizendo:

“Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém” ( Is 8:14 ).

Isaias instruiu os habitantes de Israel para santificarem em seus corações o Senhor dos Exércitos e que deviam servi-Lo com temor e tremor, sendo Ele o Senhor que escondeu o seu rosto da casa de Israel ( Is 8:13 e 17; Dt 32:20 ).

Por desconhecerem que o Senhor do salmista que está a mão direita do Senhor é a pedra que guiou o povo e os fez atravessar o mar vermelho, rejeitaram a Cristo, a comida e a bebida espiritual “E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” ( 1Co 10:4 ; Sl 110:1 ; Jo 6:55 ).

Caso santificassem a Cristo como o Senhor que na plenitude dos tempos resplandece o seu rosto sobre todas as nações, o mesmo Senhor seria santuário, templo, casa, tabernáculo, etc., exclusivamente para os seus filhos. Mas, os filhos de Jacó não eram filhos de Deus, como se lê: “Corromperam-se contra ele; não são seus filhos, mas a sua mancha; geração perversa e distorcida é” ( Dt 32:5 ).

Daí o alerta: se não o santificassem em seus corações Cristo como Senhor, o mesmo Senhor tornar-se-ia uma rocha de escândalo, uma pedra de tropeço para as duas casas de Israel “Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” ( 2Co 4:6 ).

A rejeição de Cristo por Israel demonstra que a pedra fundamental do templo prometido a Davi já foi lançada, mas como está sendo edificado o templo?

O salmista Davi anunciou que a pedra estabelecida por Deus, eleita e preciosa, seria rejeitada pelos construtores de Israel, porém, ela tornou-se a pedra angular do templo do Senhor “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina” ( Sl 118:22 ).

O templo é edificado durante o tempo sobremodo oportuno, que é ‘hoje’, através do evangelho anunciado por Cristo, que estabelece a paz entre Deus e os homens, de modo que, Cristo é o fundamento, e os que creem são juntamente edificados para morada de Deus em espírito “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina” ( Ef 2:20 ; Ef 2:17 -22; Hb 3:13 ; 2Co 6:2 ).

É em virtude desta verdade que o apóstolo Pedro alerta os cristãos: “Antes, santificai a Cristo, como SENHOR, em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” ( 1Pd 3:15 ).

Os edificadores tropeçaram na rocha eleita porque deixaram de considerar que o Messias prometido, o filho de Davi, era o filho de Deus. Eles não creram que o Jesus de Nazaré era o Filho de Deus.

Ao questionar os escribas e fariseus acerca do Cristo ( Mt 22:42 ), eles responderam que Cristo é filho de Davi, mas diante da pergunta: “Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho?” ( Mt 22:43 -45), nada souberam responder.

Se houvessem analisado a profecia que diz: “Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho” ( 2Sm 7:12 -14), os escribas e fariseus saberiam que Davi chamou o seu filho de Senhor por Ele ser o filho de Deus ( Sl 110:1 ; Pv 30:3 e Sl 127:4 combinado com Is 49:2).

Os filhos de Israel aguardavam somente que o Messias prometido fosse um libertador nacional. Para eles a pedra prometida dizia tão somente do reino Messiânico “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação” ( Dn 2:44 -45), e esqueceram do templo prometido a Davi por terem um templo construído por mão humanas.

Está é uma promessa segura: o reino do seu Cristo jamais será destruído, não passará a outros povos e dominará todos os reinos, pois foi isto que Deus prometeu ao seu Ungido ( Sl 2:8 ).

Mas, a promessa também dizia do pecado do povo, pois Zacarias profetizou, dizendo: “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens portentosos; eis que eu farei vir o meu servo, o RENOVO. Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos; eis que eu esculpirei a sua escultura, diz o SENHOR dos Exércitos, e tirarei a iniquidade desta terra num só dia” ( Zc 3:8 -9).

É em função desta missão específica, tirar a iniquidade, que do renovo do Senhor disse o profeta João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” ( Jo 1:29 ). Deus prometeu um rebento na casa de Davi, o Cristo, e Ele foi posto por pedra preparada (esculpida) por Deus para arrancar o pecado do mundo.

Ao falar ao povo de Israel, o apóstolo Pedro destaca a função de Cristo, o Nazareno: a pedra posta por cabeça de esquina “Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” ( At 4:10 -12).

Ao falar em uma sinagoga em um sábado, o apóstolo Paulo destaca que Jesus era o descendente prometido a Davi para salvação do povo de Israel ( At 13:23 e 38), e que os seus interlocutores deveriam cuidar para identificar e crer na obra realizada por Deus “Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada” ( Hc 1:5 ; At 13:41 ).

Cristo é a pedra escolhida como sustentáculo do templo de Deus, e quando Jesus disse a Pedro: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” ( Mt 16:18 ), o templo prometido por Deus a Davi começou a ser edificado com pedras vivas.

Não é ouvido nenhum som de martelo ou de ferramentas, entretanto o templo prometido a Davi começou a ser erguido pelo Filho de Davi, a semelhança do templo construído por Salomão “E edificava-se a casa com pedras preparadas, como as traziam se edificava; de maneira que nem martelo, nem machado, nem nenhum outro instrumento de ferro se ouviu na casa quando a edificavam” ( 1Re 6:7).

Para edificar o templo, a semelhança da construção de Salomão, pedras são trazidas dentre os gentios para compor a estrutura do templo “E mandou o rei que trouxessem pedras grandes, e pedras valiosas, pedras lavradas, para fundarem a casa. E as lavraram os edificadores de Hirão, e os giblitas; e preparavam a madeira e as pedras para edificar a casa” ( 1Re 5:17 -18).

Ao longo da história da cristandade, inúmeros templos são erguidos, mas todos são frutos da engenhosidade humana. Mas, o salmista é direito: “SE o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” ( Sl 127:1 ). Em vão trabalham os que edificam os seus templos, catedrais, basílicas, sinagogas, mesquita, pagode, etc. Engana-se quem entende que o templo de Deus diz de uma estrutura arquitetônica.

Muitos não atentam para as seguintes perguntas: “O céu é o meu trono, E a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, Ou qual é o lugar do meu repouso?” ( At 7:49 ; Is 66:1 ).

O templo de Deus prometido a Davi está sendo construído com pedras vivas, homens chamados dentre todos os povos e línguas que, após crerem em Cristo, são de novo gerados “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” ( 1Pe 2:5 ).

As pedras para o templo do Senhor são obras de suas mãos, visto que, aos que creem na palavra (água limpa aspergida) é arrancado o coração de pedra e é dado um novo coração de carne e um novo espírito ( Ez 36:25 -27; Sl 51:10 ; Is 57:15 ). Quando a nova criatura é criada segundo Deus, tornou-se habitação do Espírito, pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo faz do novo homem morada ( Rm 8:11 ; 1Co 3:16 -17; Jo 14:23 ).

O templo prometido é a igreja, o corpo de Cristo. É sobre Cristo, a pedra fundamental, que os homens são edificados casa espiritual para habitação do Espírito “Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças” ( Cl 2:7 ); “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina (…) No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito” ( Ef 2:20 -22).

Quando Jesus propôs: “Derribai este templo, e em três dias o levantarei” ( Jo 2:19 ), os judeus não compreenderam que ele falava do seu corpo, e responderam: “Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?” ( Jo 2:20 ); “Mas ele falava do templo do seu corpo” ( Jo 2:21 ).

As falsas testemunhas, quando citaram a fala de Jesus, não compreenderam a grandeza do que repetiram “Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derrubarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens” ( Mc 14:58 ).

O templo em questão era o corpo físico de Cristo, que após ser entregue na morte (derribado), foi ressurreto (edificado) pelo poder de Deus. Após ressurreto, Cristo foi constituído cabeça de um corpo, e todos que morrem com Cristo ressurgem com Ele e são constituídos membros do corpo de Cristo ( Ef 1:22 -23).

Individualmente cada cristão é membro um dos outros, porém, todos os que estão em Cristo formam um só corpo “Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” ( Rm 12:5 ; Ef 4:25 ).

Através de Cristo, que é a cabeça, a igreja, que é o seu corpo, aumenta pela justa operação de cada membro ( Ef 4:16 ; Ef 2:21 ). Para ser membro deste corpo é imprescindível crer no evangelho de Cristo (uma só fé), para que o velho homem morra (um só batismo), e ressurja uma nova criatura “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” ( Rm 6:4 ); “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos” ( Cl 2:12 ).

Para demonstrar a unidade do Seu corpo, o templo do Deus vivo, Cristo utilizou o pão como figura para representá-Lo. Antes de ser entregue aos pecadores, Jesus disse ao partir o pão: “Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim” ( 1Co 11:24 ). Daí a fala do apóstolo Paulo: “Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão” ( 1Co 10:17 ).

Quando o homem é batizado na morte de Cristo, ressurge uma nova criatura na condição de pedra viva, edificado sobre o fundamento dos profetas e dos apóstolos e passa a compor o templo de Deus prometido a Davi. É um templo invisível aos olhos dos homens, e por isso mesmo, eterno “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” ( 2Co 4:18 ).

Se o fundamento do templo é o próprio Deus, certo é que os poderes do inferno como a lei, o pecado e a morte jamais subsistem diante da igreja “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” ( Mt 16:18 ).

Assim como a morte não tem poder sobre o Cristo ressurreto ( Rm 6:9 ), ela não tem poder sobre os que creem, pois foram circuncidados com a circuncisão de Cristo, sepultado e ressurgiram pelo poder de Deus “No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo; Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos” ( Cl 2:11 -12; Cl 3:1 ).

Como o fundamento do templo prometido a Davi foi esculpido por Deus na pedra que possui sete olhos, as pedras que compõe o templo também são vivas. Ao morrer e ressurgir com Cristo, o cristão passa a compartilhar da natureza divina, é pedra viva, um só pão um só corpo ( 2Pe 1:4 ; Cl 2:10 ).

No crente está contido os elementos essenciais à adoração, pois o crente é sacerdote real, templo e sacrifício vivo ( 1Pe 2:9 ; 1Co 3:16 ; Rm 12:1 ; Hb 13:15 ). Na condição de casa do Senhor, o cristão não precisa de intermediário para estar na presença de Deus, e em todo momento e lugar oferecer o fruto dos seus lábios como novilhos ( 1Tm 2:5 ; Os 14:2 ; Hb 13:15 ).

Somente quando o homem se torna templo de Deus é possível adorar a Deus em espírito e em verdade. A adoração não se vincula a lugar, templo, monte, sacrifícios, ofertas, nação, povo, língua, etc., antes se vincula a verdade do evangelho, pois todos que creem recebem poder de serem feitos filhos de Deus ( Jo 1:12 ; Jo 4:20 -21).

Quem crê nas palavras de Cristo, que é espírito e vida, é nascido do espírito, portanto, adora em espírito e verdade ( Jo 4:24 ; Jo 3:6 ; Jo 6:63 ). Quem crê em Cristo é plantação do Senhor, para que Ele seja glorificado ( Is 61:3 ; Is 60:21 ; Jo 15:8 ). Quem crê em Cristo passa a compor o corpo de Cristo. É uma pedra viva adquirida por Deus dentre todos os povos e que agora compõe o templo santo erguido pelo descendente que Deus prometeu a Davi: Jesus Cristo, nosso Senhor.

Da nova Jerusalém, a cidade que Abraão aguardava ( Hb 11:10 ), temos o seguinte testemunho do evangelista João: “E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro”( Jo 21:22 ). Isto indica que o templo erguido por Cristo jamais será substituido “Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim” ( Hb 3:6 ).

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Como agradar a Deus?

O conceito que o escritor aos Hebreus apresentou auxilia em muito no desenvolvimento deste estudo, porém, o contexto na qual a palavra ‘fé’ é empregada nos diz muito mais “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” ( Hb 11:1 ).

 


“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus…” ( Hb 11:6 )

A Bíblia geralmente trabalha com proposições, ou seja, não é uma característica das exposições bíblicas dar definições e conceitos. Exemplificando, a bíblia não apresenta uma definição ou um conceito de Deus, ela simplesmente apresenta algumas proposições, como: Deus é luz; Deus é vida, etc.

A linguagem bíblica demanda raciocínio para chegar a um entendimento, diferente da linguagem dos livros de hoje, que se aplicam em apresentar conceitos e definições acerca dos temas que abordam.

Os livros acabam simplesmente informando os seus leitores, já a Bíblia estimula o raciocínio do leitor, fazendo com que este percorra os labirintos do aprendizado até uma maravilhosa descoberta. Além do mais, auxilia na memorização do conceito quando abstraído.

Apesar de a Bíblia nos estimular ao raciocínio, ela nos surpreende ao apresentar, em uma das suas cartas, um conceito de fé:

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” ( Hb 11:1 ).

a) O fundamento firme é definido pelo escritor aos Hebreus como sendo fé.

b) A fé é prova do que se espera e que apesar de não ser possível ser visto, existe.

O conceito que o escritor aos Hebreus apresentou auxilia em muito no desenvolvimento deste estudo, porém, o contexto na qual a palavra fé é empregada nos diz muito mais. Observe o versículo seguinte:

 

“Mas, se alguém não cuida dos seus, e principalmente dos da família, negou a fé, e é pior que o incrédulo” ( 1Tm 5:8 )

Qual o significado da palavra fé no versículo acima? Podemos aplicar o conceito apresentado pelo escritor aos Hebreus a este versículo? Não!

O contexto demonstra que a palavra fé empregada por Paulo neste verso teve o seu significado primário ampliado, passando a designar a ideia geral da mensagem do evangelho. Dizer que: ‘alguém negou a fé’, tem o mesmo significado que ‘negar a mensagem do evangelho’.

A fonte da fé genuína é o evangelho, e ter um comportamento contrário ao recomendado pelo evangelho constitui-se prova de que aquele que se diz cristão, e não é, está em condição inferior até mesmo daquele que não professa o evangelho.

O apóstolo Paulo não quis dizer que o comportamento seja essencial à aceitação do evangelho, pois este é alcançado por meio da fé. Antes, ele procurou demonstrar que o comportamento do cristão confirma o que ele professa ter alcançado por meio do evangelho.

A palavra fé neste versículo é empregada para designar a mensagem que deu causa à confiança do crente, enquanto o conceito da carta aos Hebreus se prende à confiança do crente, sem qualquer referência a mensagem que promove a fé.

Percebe-se que a fé não se trata de uma qualidade ou mérito intrínseco ao crente. A mensagem do evangelho dá base à crença (fé), que acaba por refletir no comportamento de quem professa segui-la.

Um outro aspecto a considerar, quanto à interpretação de alguns textos bíblicos, fica por conta da etimologia da palavra fé.

A ideia de fé no Antigo Testamento é a de ‘descansar’ ou ‘apoiar-se’, confiante em alguém ou em alguma coisa.

 

“Porque o Egito os ajudará em vão, e para nenhum fim; por isso clamei acerca disto: No estarem quietos será a sua força (…) Assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em repousardes está a vossa salvação, no sossego e na confiança está a vossa força, mas não quisestes” ( Is 30:7 e 15).

“Aquietai-vos, e sabei que Eu sou Deus” ( Sl 46:10 )

A intranquilidade do homem, ou a sua procura obstinada por uma saída frente aos problemas da vida é uma demonstração de falta de confiança em Deus.

Geazi, o servo de Eliseu, é o exemplo típico do homem sem fé: “Então o moço lhe perguntou: Ai, meu senhor, o que faremos?” ( 2Rs 6:15 b).

A falta de confiança (fé) faz com que o homem busque uma solução apoiada em seus próprios recursos. A pergunta de quem não tem fé sempre será: O que faremos? “Perguntaram eles: Que faremos para executar as obras de Deus?” ( Jo 6:28 ).

Eliseu por sua vez demonstra tranqüilidade, mesmo quando tudo parecia perdido aos olhos de Geazi.

Os reis de Israel e Judá sempre procuravam alianças com os povos vizinhos, confiando que as suas alianças trariam paz e segurança. Todos eles esqueciam que Deus havia prometido defende-los, e que bastava repousarem e estar sossegados.

No A. T. a salvação de Deus apresentava-se àqueles que se convertiam ao Senhor e repousavam (descansar). Já o livramento aparecia vinculado ao estar sossegado. A força dos reis de Israel e Judá não estava em suas alianças, exércitos, cavaleiros, homens, etc., e sim, em estarem tranquilos.

No Novo Testamento temos o verbo ‘pisteuõ’ e o seu substantivo ‘pistis’. Este verbo tem dois significados básicos:

(1) acreditar no que alguém diz, aceitar uma afirmação como verdade, especialmente a de natureza religiosa “Vai-te, e seja feito conforme a tua fé” ( Mt 8:13 );

(2) confiança pessoal em contraposição a um mero crédito ou crença, e esta ideia é introduzida no texto através de uma preposição “em + ele” “Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados” ( At 10:43 ).

A mensagem do evangelho fundamenta-se na pessoa de Cristo. Ele mesmo anunciou as boas novas do reino aos homens. Crer na mensagem do engelho, em última instância, é crer na pessoa de Cristo.

A fé do cristão é pessoal, e sendo Cristo o Verbo de Deus encarnado, a palavra d’Ele é a verdade. A pessoa de Cristo e a sua mensagem estão intimamente interligadas. A palavra da fé é o firme fundamento designado fé, sem a qual ninguém verá a Deus.

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