Joel 1 – A parábola dos gafanhotos

A mensagem anunciada pelo profeta Joel destinava-se tanto aos lideres (anciões) quanto ao povo de Jerusalém (moradores da terra). Ambos necessitavam ouvir o prenúncio do Senhor (…) Muitos entendem que a locusta descrita no verso 4 é proveniente de uma ação demoníaca, porém, o dia previsto pelo oráculo demonstra que é Deus o agente que trará assolação sobre o povo de Israel e Judá ( Jl 2:25 ).


 

1 PALAVRA do SENHOR, que foi dirigida a Joel, filho de Petuel.

O nome Joel significa ‘Jeová é Deus’. A palavra de Deus foi dada a Joel para que ele anunciasse ao povo em Jerusalém.

Os estudiosos datam o livro de Joel antes de ocorrer o cativeiro babilônico, pois muitos inimigos de Judá não são citados. Apontam a data de aproximadamente 830 a.C., durante a juventude do rei Joás, porém o livro não cita o nome de nenhum rei (2Cr 22 a 24).

Especulam que o profeta Joel tenha conhecido o profeta Elias, e que fora contemporâneo de Eliseu. Não passa de especulação.

Outros estudiosos situam o livro na linha do tempo por volta de 760 a. C., sob o reinado de Azarias, pelo simples fato de o livro estar inserido entre os livros de Amós e Oséias no cânon. Porém, ultimamente, os estudiosos datam o livro como sendo escrito após o cativeiro babilônico, por causa da situação religiosa do povo e a ausência de organização política do povo.

Porém, tudo é especulação, visto que não há evidências internas que comprovem qualquer tentativa de se datar o livro. A única certeza acerca de Joel é que o seu ministério foi exercido em Judá.

O livro não faz referência à época, domicílio, profissão e nem a condição socioeconômica do profeta. Da mesma forma, presume-se que ele não pertencia à classe sacerdotal e que a pregação dele tenha se dado em Jerusalém.

 

2 Ouvi isto, vós anciãos, e escutai, todos os moradores da terra: Porventura isto aconteceu em vossos dias, ou nos dias de vossos pais?

A mensagem anunciada pelo profeta Joel destinava-se tanto aos lideres (anciões) quanto ao povo de Jerusalém (moradores da terra). Ambos necessitavam ouvir o prenúncio do Senhor.

O profeta faz duas perguntas aos moradores de Jerusalém: “Porventura isto aconteceu em vossos dias, ou nos dias de vossos pais?”. Dela depreendemos-se duas possibilidades:

  • Que nos dias do profeta houve uma invasão de locustas em Jerusalém como nunca visto, ou;
  • Que, através de uma revelação divina, o profeta viu uma invasão de locustas em Jerusalém.

Havia ocorrido algo semelhante ao descrito pelo profeta naqueles dias? No passado ocorreu algo semelhante ao descrito pelo profeta? Eles presenciaram uma invasão de gafanhotos, ou o profeta contou uma parábola que era necessário que contassem aos filhos?

 

3 Fazei sobre isto uma narração a vossos filhos, e vossos filhos a seus filhos, e os filhos destes à outra geração.

Os ouvintes do profeta precisavam narrar aos seus descendentes que:

  • Houve uma infestação de gafanhotos em Jerusalém nunca visto antes? ou;
  • A mensagem que seria anunciada pelo profeta?

 

 

4 O que ficou da lagarta, o gafanhoto o comeu, e o que ficou do gafanhoto, a locusta o comeu, e o que ficou da locusta, o pulgão o comeu.

O profeta apresenta aos seus ouvintes um quadro calamitoso: locustas vorazes que destruíam tudo que encontravam. O que sobrou ao primeiro ataque de gafanhotos, foi atacado por uma segunda leva, e assim sucessivamente.

A parábola do profeta é de destruição, porém, a que se refere? As lavouras e campos de Judá? É de plantações que Deus tem cuidado?

A última pergunta assemelha-se a do apóstolo Paulo: “É de bois que Deus tem cuidado?” ( 1Co 9:9 ). A resposta para a parábola do profeta vem da exposição do apostolo: “Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante” ( 1Co 9:10 ).

Ora, o enfoque da parábola de Joel não era a perca de uma safra agrícola, e nem mesmo uma mera invasão de gafanhotos, por mais devastadora que fosse.

A região da palestina foi atacada por gafanhotos em 1915 e 1928, porém, tal ataque não é algo novo na natureza. Em nossos dias, apesar do desenvolvimento tecnológico e dos poderosos pesticidas, invasões de gafanhotos continuam a ocorrer pelo mundo.

Há governos que fazem previsões de invasões de gafanhotos para que a população alertada busque meios de se proteger. O povo de Jerusalém, apesar do alerta do profeta acerca de uma invasão iminente, não buscaram proteção em Deus, pois são descritos como embriagados, ou seja, não estavam alerta.

 

5 Despertai-vos, bêbados, e chorai; gemei, todos os que bebeis vinho, por causa do mosto, porque tirado é da vossa boca.

Mesmo diante de um prenuncio tenebroso, o povo de Jerusalém continuava dormindo. A condição do povo se igualava aos dos bêbados, que não reagem ao sinal de perigo.

Deveriam acordar e chorar. O choro deveria transformar-se em gemido. Quem deveria ser despertado? Os habitantes de Jerusalém, pois todos estavam embriagados.

Por qual motivo necessitavam prantear? Porque a bebida que utilizavam haveria de ser tirada. O que eles prezavam tanto, o vinho, haveria de ser arrebatado de suas bocas. Forçosamente seriam colocados em abstinência.

O que representa a figura dos gafanhotos? O que representa o vinho e o mosto? Porque os habitantes de Jerusalém eram bêbados? Os versículos seguintes apresentam a interpretação da parábola, pois Deus lhe revelou através dos gafanhotos como seria a invasão dos exércitos inimigos.

 

 

6 Porque subiu contra a minha terra uma nação poderosa e sem número; os seus dentes são dentes de leão, e têm queixadas de um leão velho.

Como a profecia é de alerta, por causa de uma guerra iminente, segue-se que a profecia se deu antes da invasão dos inimigos. Por causa do tempo verbal da narração que aponta para o passado (subiu), alguns estudiosos entendem que o profeta descreve uma situação de derrota após uma batalha.

Ora, que o quadro apresentado pelo profeta é o de uma derrota em batalha não há o que se discutir, porém, como o teor da profecia é de alerta e o capítulo 2, por sua vez, aponta para acontecimentos vindouros, é certo que o profeta descreveu uma realidade futura no capítulo 1.

Mostrar um futuro profético como sendo uma realidade atual e efetiva tem o fito de despertar o povo para uma realidade que ainda está por vir.

O profeta viu uma nação belicamente poderosa e numerosa avançar contra Jerusalém (minha terra).

A seguir ele apresenta uma característica peculiar à nação que subiu contra o seu povo: “Os seus dentes são dentes de leão, e têm queixadas de um leão velho”. Ele não faz um comparativo entre a nação e ‘os dentes de leão’, antes diz que os dentes da nação são dentes de leão.

Com que objetivo o profeta descreveu a nação invasora, se a invasão já havia acontecido?

Ora, se os dentes da nação são dentes de leão, segue-se que a nação é um leão, pois os dentes pertencem a um leão. E o queixo do leão é como os queixais de uma leoa. Ou seja, a figura do leão simboliza a nação que viria sobre Jerusalém.

Os estudiosos não situam o livro de Joel no tempo porque o profeta não fez nenhuma referência direta aos assírios e aos babilônicos. Por não haver uma referência direta, apontam como provável que, ou a invasão ocorreu antes do poder da Assíria, ou depois da derrota dos Babilônicos.

Como é de conhecimento geral, o leão é símbolo da Babilônia, e a figura descrita pelo profeta no verso 6, parte ‘b’, é indício de que a parábola de Joel refere-se à invasão de Jerusalém pelos babilônicos.

 

 

7 Fez da minha vide uma assolação, e tirou a casca da minha figueira; despiu-a toda, e a lançou por terra; os seus sarmentos se embranqueceram.

O profeta Joel utiliza as figuras da videira e da figueira para fazer referência ao seu povo ( 1Rs 4:25 ). O que a nação poderosa e numerosa fez contra o povo do profeta? Tirou a casca da figueira, despiu-a (desfolhou) e a derrubou. A nação com dentes de leão assolou a videira e a figueira do profeta (As duas casas de Israel).

Por fim, os brotos da videira, em vez de ficarem verdes, embranqueceram. A ação da nação invasora assemelha-se a ação dos gafanhotos quando atacam uma lavoura, como foi descrito no verso 4.

 

8 Lamenta como a virgem que está cingida de saco, pelo marido da sua mocidade.

No verso 4 o profeta fez referência a invasão de gafanhotos e no verso 5 orienta o povo a prantear. Qual a intensidade de sofrimento que seria impingido ao povo? Ora, o lamento do povo após a invasão dos inimigos seria semelhante ao lamento da virgem que perde o noivo prometido.

O jovem prometido a uma moça pela família já tinha o título de marido, conforme se observa em Mt 1:18 .

 

9 Foi cortada a oferta de alimentos e a libação da casa do SENHOR; os sacerdotes, ministros do SENHOR, estão entristecidos.

Por causa da invasão inimiga as ofertas de alimentos e a libação do templo foi interrompida. Os sacerdotes e os ministros do templo, fonte de inspiração e alegria do povo, cairiam em tristeza profunda.

Alguns interpretes argumentam que a oferta e a libação foram cortadas em conseqüência de uma praga de gafanhotos que arruinou a plantação e a colheita, o que não condiz com o verso 6.

 

10 O campo está assolado, e a terra triste; porque o trigo está destruído, o mosto se secou, o azeite acabou.

A ação dos inimigos com boca de leão é semelhante aos dos gafanhotos quando assolam o campo e deixa a terra sem alegria. Três coisas essenciais a nação foi destruído: trigo (sustento), mosto (alegria) e azeite (culto).

 

11 Envergonhai-vos, lavradores, gemei, vinhateiros, sobre o trigo e a cevada; porque a colheita do campo pereceu.

Os religiosos de Judá deveriam ficar envergonhados pelo que fizeram a vinha do Senhor ( Lc 20:9 ). Os lavradores que cuidavam da vinha (nação) trouxeram a instabilidade de trigo e cevada. Por causa dos sacerdotes e ministros, a nação dormiu o sono da indolência ( Jl 1:5 ; Is 56:10 ), e em decorrência da invasão inimiga a colheita do campo pereceu.

 

12 A vide se secou, a figueira se murchou, a romeira também, e a palmeira e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e já não há alegria entre os filhos dos homens.

O profeta Joel descreve um quadro mais amplo: a vide secou e a figueira murchou, ou seja, Judá e Israel cairiam diante do mesmo inimigo ( 1Rs 4:25 ).

A destruição causada pelo inimigo atingiria também outras nações (árvores do campo): romeira, palmeira, macieira, etc. Todas as árvores do campo se secaram, e os filhos dos homens perderam a alegria.

Quando os profetas falavam acerca do seu povo, geralmente diziam ‘filhos do meu povo’. Neste verso verifica-se que ele profetiza acerca de várias nações: ‘já não há alegria entre os filhos dos homens’ (v. 12).

 

 

13 Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei, ministros do altar; entrai e passai a noite vestidos de saco, ministros do meu Deus; porque a oferta de alimentos, e a libação, foram cortadas da casa de vosso Deus.

O profeta conclama os sacerdotes e ministro a arrependerem-se. Eles deveriam trocar as vestes que serviam no templo por vestidos de saco. Deveriam lamentar e gemer, pois não mais serviriam no templo.

A nação inimiga haveria de cortar a oferta de alimentos e a libação, ou seja, não mais ministrariam no templo.

 

14 Santificai um jejum, convocai uma assembléia solene, congregai os anciãos, e todos os moradores desta terra, na casa do SENHOR vosso Deus, e clamai ao SENHOR.

Além de se arrependerem, deveriam convocar um ajuntamento solene, trazendo crianças, jovens e velhos para clamarem ao Senhor. Deveriam sentir a miséria que estava por abatê-los, e clamar pela misericórdia de Deus.

A tristeza que acomete uma virgem viúva não se compara a tristeza que estava por abater o povo do profeta ( Jl 1:7 ). Deveriam lamentar e gemer cingidos de sacos, afligindo a alma com um jejum nacional.

 

15 Ai do dia! Porque o dia do SENHOR está perto, e virá como uma assolação do Todo-Poderoso.

O profeta conclama os seus ouvintes a voltarem para Deus, pois o dia do Senhor haveria de vir ( Jl 2:1 ). Ai do dia! O dia não será do inimigo de Israel, antes será o dia do Senhor, pois a assolação descrita pelo profeta é promovida pelo Senhor Todo-Poderoso.

Muitos entendem que a locusta descrita no verso 4 é proveniente de uma ação demoníaca, porém, o dia previsto pelo oráculo demonstra que é Deus o agente que trará assolação sobre o povo de Israel e Judá ( Jl 2:25 ).

 

 

16 Porventura o mantimento não está cortado de diante de nossos olhos, a alegria e o regozijo da casa de nosso Deus?

O profeta continua descrevendo a condição da nação após a chegada da assolação do dia do Senhor. Ao fazer a pergunta do verso 16, o profeta está repetindo o alerta do verso 2: Ouvi isto, vós, anciões, e escutai, todos os moradores da terra: Aconteceu isto em vossos dias, ou também nos dias de vossos pais? (…) Porventura o mantimento não está cortado de diante de nossos olhos, a alegria e o regozijo da casa de nosso Deus?” ( v. 3 e 16).

Todos os moradores de Sião deveriam se perguntar: Aconteceu isto algum dia em Israel?

O mantimento era causa de alegria e regozijo na casa de Deus, pois das ofertas e dízimos os pobres, viúvas e órfãos da terra se alimentavam. Porém, após ser cortado o mantimento da terra, também seria cortado a alegria e o regozijo da casa do Senhor ( Dt 14:23 ).

 

17 As sementes apodreceram debaixo dos seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns derrubados, porque se secou o trigo.

A descrição do profeta é de total desolação. As sementes apodreceram e por ter secado o trigo os celeiros e armazéns já não tem razão em permanecer de pé.

 

18 Como geme o animal! As manadas de gados estão confusas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas estão perecendo.

Até mesmo os animais do campo sofreriam com a invasão do inimigo. Pereceriam por falta de pastagem!

 

19 A ti, ó SENHOR, clamo, porque o fogo consumiu os pastos do deserto, e a chama abrasou todas as árvores do campo.

Diante de tanta calamidade o profeta clama ao Senhor, pois Ele é o responsável pela indignação que arde como fogo que ninguém pode apagar! ( Jr 4:4 ).

 

20 Também todos os animais do campo bramam a ti; porque as correntes de água se secaram, e o fogo consumiu os pastos do deserto.

Os animais do campo parecem compreender a miséria que se abate sobre a terra do profeta e bramam ao Senhor. Comparados aos animais, ao povo do profeta falta o entendimento do Santo.

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A igreja dos miseráveis

A Bíblia demonstra que a vida dos cristãos está escondida com Cristo em Deus, porém, os da igreja dos miseráveis promovem o medo sórdido do diabo. Vivem nomeando, entrevistando, sonhando, expulsando e comunicando com entidades malignas, porém, não oferecem segurança em Cristo. Enquanto a Bíblia diz que criatura alguma (e o diabo está incluso neste rol), separa o cristão do amor de Deus, promovem o medo de seus seguidores com algumas figuras bíblicas como o gafanhoto, tendo aquele que foi vencido na cruz do calvário como o responsável pelas vicissitudes da vida de seus adeptos.


A igreja dos miseráveis

“Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas” (Judas 1:12)

 

Como Surgem

A igreja dos miseráveis surge da gana de alguns homens corruptos de entendimento, privados da verdade, que se curvam diante do próprio ventre. São aqueles que cuidam que o evangelho é fonte de ganho e só pensam nas coisas terrenas “Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais” ( 1Tm 6:5 ); “Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas” ( Fl 3:19 ).

 

Quem são seus Líderes

Jesus alertou os seus seguidores acerca destes homens: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis…” ( Mt 7:15 -16). Jesus apresenta a única forma possível para identificar um falso profeta: os seus frutos!

Qualquer que olhar para um falso profeta verá uma ovelha, pois eles circulam entre os cristãos vestidos como ovelhas, ou seja, através do comportamento é impossível identificá-los.

 

Características dos seus Líderes

A função de um profeta é ser mensageiro de Deus (falar segundo a verdade do evangelho). Já o falso profeta não anuncia o que é verdadeiro, mas se posiciona como mensageiro de Deus. O problema principal deles não é a moral ou o comportamento (pele de ovelha), e sim, o que professam. O fruto que Jesus fez referência e que torna possível identificá-los é o fruto dos lábios, ou seja, aquilo que professam acerca de Jesus ( Hb 13:15 ).

Os falsos profetas geralmente clamam: “Senhor, Senhor”, profetizam em nome de Deus, expulsão demônios e até fazem muitos milagres ( Mt 7:22 )! Porém, não são conhecidos de Deus, e praticam a iniquidade. Estes ouvirão abertamente de Jesus: “Aparta-vos de mim, vós que praticais a iniquidade!” ( Mt 7:23 ).

Eles não entrarão no reino de Deus por não terem feito a vontade de Deus, que expressamente diz: creia no nome do seu Filho, Jesus Cristo ( Jo 6:29 ; 1Jo 3:23 ). João avisa: “AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” ( 1Jo 4:1 ).

O alerta é específico: “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos” ( Mt 24:11 ); “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” ( Mt 24:24 ). Haverá muitos falsos profetas que farão grandes sinais e prodígios e serão benditos (louvados) pelo povo “Ai de vós quando todos os homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas” ( Lc 6:26 ).

O que orienta os escolhidos de Deus nos últimos dias é analisar o que os homens dizem(provar os espíritos), comparando com as Escrituras.

Estes homens réprobos quanto ao evangelho se auto-intitulam mestres, doutores, apóstolos, pastores, bispos, etc.

 

Falsos profetas e anticristos

Além dos falsos profetas, há também os anticristos! Estes facilmente são identificáveis, pois negam que Jesus é o Cristo de Deus ( 1Jo 2:22 ); Negam que Jesus veio em carne ( 1Jo 4:2 -3); Negam a divindade de Cristo ( Jd 1:4 ); Dizem que a ressurreição já é passada “Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns” ( 2Tm 2:18 ).

Ora, sabemos que as inúmeras seitas que surgiram ao longo dos tempos foram fomentadas pelos anticristos, mas o que mais causa prejuízo é o grande número de falsos profetas. Enquanto os anticristos saíram do meio daqueles que professam a Cristo ( 1Jo 2:19 ), os falsos profetas continuam nos ajuntamentos solenes introduzindo dissimuladamente heresias de perdição ( 2Pe 2:1 ).

 

Seus Adeptos

Os frequentadores da igreja dos miseráveis são enganados através de palavras persuasivas e tornam-se presas de homens corruptos de entendimento. Tais homens alimentam-se dos seus seguidores do mesmo modo que um animal predador faz com sua presa ( Cl 2:8 ).

A igreja dos miseráveis tem um grande número de seguidores que se cercam de mestres segundo os seus próprios interesses ( 2Tm 4:3 ). Muitos seguirão as heresias destruidoras que foram introduzidas encobertamente e serão alvos de negócios por causa da ganância de seus lideres ( 2Pe 2:3 ).

 

O Intento dos Lideres Miseráveis

Por não se manterem unidos a Cristo (a cabeça da igreja), tais homens criam ordenanças (não toques, não proves, não manuseies) com o intento de terem motivo para julgarem os seus semelhantes por causa de comida e de bebida ou de dias de festas.

Através destas questões, que tem aparência de sabedoria, de culto voluntário, humildade fingida, severidade para com o corpo, mas que não tem valor algum contra a natureza pecaminosa herdada de Adão, privam os homens da salvação em Cristo. Alegam humildade e culto aos anjos e estruturam as suas concepções errôneas em visões provenientes de suas mentes carnais, sem fundamento nas Escrituras ( Cl 2:4 -23).

Muitos cristãos apostatarão da fé por darem ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Qualquer líder que ordene a abstinência de alimentos ou que proíba o casamento, sabidamente é hipócrita, fala a mentira e não tem consciência ( 1Tm 4:1 -3).

 

O Discurso dos Líderes Miseráveis

O discurso difundido pela igreja dos miseráveis contraria dissimuladamente o anunciado por Cristo e os apóstolos.

A tônica do discurso na igreja dos miseráveis não e a palavra do evangelho, que é semente incorruptível, poder de Deus para os que creem. A temática é milagres, predições, riquezas, contribuição, voto, prova, desafio, etc.

A Bíblia manda os cristãos pensarem nas coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus, os miseráveis focam as suas pregações no que é da terra e nas obras que nela há.

Grande parte dos discursos aponta as crendices populares tais como maldições hereditárias, olho gordo, macumbas, feitiçaria, demônios, superstições, etc, como causa dos problemas financeiros e familiares de seus seguidores.

A Bíblia diz que os cristãos são mais que vencedores, e os da igreja dos miseráveis concitam aos seus membros a ‘declararem’ vitória. Permanecem enlaçados em danças proféticas, imprecações de bênçãos, clamam incessantemente por vitória evidenciando que jamais foram vencedores.

A Bíblia demonstra que a vida dos cristãos está escondida com Cristo em Deus, porém, os da igreja dos miseráveis promovem o medo sórdido do diabo. Vivem nomeando, entrevistando, sonhando, expulsando e se comunicando com entidades malignas, porém, não oferecem segurança em Cristo.

Enquanto a bíblia diz que criatura alguma (e o diabo está incluso neste rol), separa o cristão do amor de Deus, promovem o medo de seus seguidores com algumas figuras bíblicas como o gafanhoto, tendo aquele que foi vencido na cruz do calvário como o responsável pelas vicissitudes da vida de seus adeptos.

Enquanto Jesus avisou que seus seguidores teriam aflições neste mundo para que tivessem paz pela confiança nele ( Jo 16:33 ), os miseráveis dizem que os problemas que continuamente aparecem é proveniente do diabo, fato que atormenta os seus seguidores.

Enquanto Jesus disse aos seus ouvintes para ajuntar tesouro nos céus, onde o ladrão não mina e nem a ferrugem come, o foco dos miseráveis é negar a filiação divina para aqueles que são destituídos de bens materiais.

Utilizam argumentos simplistas, tais como: se Deus é rico, porque ele teria um filho pobre? Jesus veio dar vida e vida em abundância, e o que é abundância se não riquezas?

Jesus mesmo alertou que não devemos buscá-lo com o fito de obter o pão necessário à subsistência, pois é impossível ao homem violar a pena imposta por Deus sem a devida punição: viverás do suor do teu rosto! Cristo demonstra que o homem deve buscá-lo pela comida que permanece para a vida eterna ( Jo 6:26 ).

Enquanto a Bíblia diz que o crente deve descansar em Deus, Aquele que move as montanhas, os lideres da igreja dos miseráveis concitam os seus congregados a terem fé na fé. Eles não apregoam a fé em Deus, que é para a salvação. Antes concitam os seus seguidores a provarem que possuem fé fazendo votos, sacrifícios, prova, rasgar a Bíblia, etc.

Jesus prometeu aos que seguirem a sua semelhança, mas a igreja dos miseráveis proclama que os seus seguidores deixarão de ser pobres, doentes e serão lideres na sociedade.

 

O alerta Solene

O apóstolo Paulo ao alertar seu filho na fé, Timóteo, demonstrou que nos últimos dias os tempos seriam difíceis, visto que os homens seriam amantes de si mesmos. Contudo, o maior perigo destes homens desprovido de moral é terem aparência de piedade quando no ajuntamento de Cristão, mas negam o poder do amor, quando rejeitam o evangelho de Cristo ( 2Tm 3:5 ).

Judas alerta que tais homens estariam presentes nas reuniões dos seguidores de Cristo e aponta-lhes uma característica notória: seriam bajuladores, interesseiros ( Jd 1:16 ).

Pedro notifica que tais homens têm interesse em fazer do ajuntamento solene negócios, com palavras fingidas. São inconstantes, gananciosos e deleitam-se em suas mistificações ( 2Pe 2:13 ).

Paulo notifica o fim deles do mesmo modo que Pedro demonstra: são filhos da maldição ( 2Pe 2:14 ), e por isso mesmo o fim deles é a perdição. A reverência deles é para com o ventre, ou seja, buscam somente a satisfação de seus segundo a concepção carnal, e só pensam nas coisas terrenas ( Fl 3:19 ).

Quando se ouve o pseudo-evangelho que proclamam os da igreja dos miseráveis, cuja mensagem claramente demonstra que os seus interesses são terrenos, conclui-se: é um ajuntamento de miseráveis, pois quando se espera em Cristo por questões só desta vida, a maldição do pecado permanece sobre eles.

Notadamente quem espera em Cristo somente para as questões diárias, é o mais miserável dos homens. Quão miseráveis aqueles cujo fim é a perdição! “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” ( 1Co 15:19 ).

 

O que fazer?

É preciso batalhar pela fé acerca da salvação que é comum aos que crêem para salvação ( Jd 1:3 -4).

A mensagem dos falsos profetas de nada aproveita aos que crêem.

Cuidado com o seguinte argumento:

“É possível ao homem de falso coração fazer certas coisas boas. Pode-se até receber edificação pela sua mensagem, porque Deus honra a sua Palavra. Mas a pregação não o salvará da sentença do Juiz: ‘Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade’” Mateus, O Evangelho do Grande Rei, Myer Pearlman, 1º Ed, RJ, CPAD, 1995, pág. 44.

É impossível a um falso profeta trazer edificação através da sua palavra. Jamais Deus honrará a palavra de um falso profeta. Se Deus honrar a palavra de um homem é porque ele não é falso profeta e a palavra é de Deus.

É plenamente possível a um falso profeta fazer coisas notadamente boas, pois este é um disfarce para aproximarem-se das ovelhas.

Não há edificação nas palavras de um falso profeta, pois introduzem dissimuladamente heresias de perdição que levará a morte. Não é porque dizem ‘Senhor, Senhor’ que são verdadeiramente seus servos. Não é porque expulsam demônios que são servos do Altíssimo. Não é porque operam muitos milagres, que o fazem pelo dedo de Deus ( Mt 24:24 ).

Os sinais dos falsos profetas são segundo a eficácia de Satanás, pois realizarão sinais e prodígios de mentira. Para os que perecem há todo o engano da injustiça, pois crerão na mentira e operação do erro ( 2Ts 2:9 -11).

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