O Deus de Paz

‘O mesmo Deus de paz’ é uma referência implícita à pessoa de Cristo, que é a nossa paz. O mesmo ‘Deus de paz’, que nos fez agradáveis a Deus é quem santifica (separa por seu) o crente completamente. A santificação do crente é obra exclusiva de Deus à parte de qualquer participação do homem.


“O mesmo Deus de paz vos santifique completamente. E todo o vosso espírito, alma e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará”  ( 1Ts 5:23 -24)

 

O Deus de Paz

Este versículo é um dos utilizados para defender o posicionamento daqueles que subdividem a santificação em três fases distintas.

A bíblia apóia a ideia da Santificação Progressiva? É o que analisaremos agora.

Na primeira carta escrita aos Tessalonicenses não encontramos um tom incisivo de defesa do evangelho como é próprio as outras cartas. Apesar desta característica peculiar à carta aos Tessalonicenses, o capítulo cinco contém algumas recomendações como: regozijai, orai, daí graças, não extingais o Espírito, examinai tudo, retende o bem e abstende-vos de toda espécie de mal (v. 16 – 22).

Observe que as exortações presentes neste capítulo não se constituem determinações legais de per si (não são leis), antes, elas se apoiam em um pedido do apóstolo. Não é a conformidade com o que Paulo pediu aos cristãos que os tornaria santos “Agora vos rogamos, irmãos…” ( 1Ts 5:12 -22). Qualquer cristão que se alimentar da ideia de que a santificação está associada a qualquer regra de cunho humano está muito enganado.

O apostolo é enfático: “O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo”, ou seja, completamente!

‘O mesmo Deus de paz’ é uma referência implícita à pessoa de Cristo, que é a nossa paz. O mesmo ‘Deus de paz’, que nos fez agradáveis a Deus é quem santifica o crente completamente. A santificação do crente é obra exclusiva de Deus à parte de qualquer participação do homem.

É Deus quem exclusivamente santifica o crente, isto porque é Deus que fez o chamado à salvação. É Deus quem fez e faz o chamado por meio do evangelho e é ele quem Santifica.

Quando Paulo diz que o cristão foi feito agradável a Deus, ‘fazer’ refere-se à nova criação que faz do homem uma nova criatura. Fazer agradável a Deus não se refere a uma aceitação da condição pecaminosa do homem “Para louvor e glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado” ( Ef 1:6 ). Ou seja, ‘fazer’ não significa que Deus aceita o pecador não sendo justo e santo como se fosse justo e santo. Aquele que é feito agradável a Deus é porque foi Regenerado (novamente criado) através da semente incorruptível..

Todos quantos creem em Cristo recebem poder para serem feitos, ou seja, criados de novo na condição de filhos de Deus ( Jo 1:12 ); “Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus…” ( Ef 2:10 ).

O ato criativo regenerador (Regeneração) já havia sido efetivado na vida dos cristãos de Tessalônica, uma vez que eles eram irrepreensíveis!

A Santificação não é uma ação gradativa de Deus na vida do crente. Somente a obra de Deus em recriar o homem a sua imagem, semelhança e participante de sua natureza é que estabelece a paz entre Deus e o homem.

Paulo estava certo de que Deus é quem santifica o cristão completamente. Paulo estava cônscio de que os cristãos eram plenamente irrepreensíveis. O pedido de Paulo a Deus em oração era para que Deus os conservasse na condição estabelecida: irrepreensíveis.

A alegria do cristão está em saber que Deus é fiel e que foi Ele quem chamou à salvação. Deus chamou à salvação e é Ele quem salva, ou seja, “…o qual também fará”.

A palavra ‘também’ demonstra que Deus chamou, tornou os crentes irrepreensíveis, e os santificou. Deus santificou completamente. Deus tornou os cristãos plenamente irrepreensíveis, e TAMBÉM haveria de conservá-los até a vinda de Cristo irrepreensíveis.

Observe que os versos 12 a 22 de I Tessalonicenses 5 apresentam várias exortações, uma vez que Paulo estava convicto de que obedeceriam. Não que fosse uma ordem legal, mas por ser um pedido com base na ‘entrada’ de Paulo entre os de Tessalônica ( 1Ts 2:1 e 5).

Já os versos 23 à 24 do mesmo capítulo se constitui uma imprecação com base na fidelidade e poder de Deus sem qualquer alusão a elementos humanos.

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