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Além de instruir Tito, o que demonstra um cuidado com a liderança da igreja local, o apóstolo Paulo também tinha cuidado da igreja…


Epístola do apóstolo Paulo a Tito

“PAULO, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade, em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos; Mas a seu tempo manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador; A Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: Graça, misericórdia, e paz da parte de Deus Pai, e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.” (Tito 1.1-4).

 

Introdução

A epístola a Tito, assim como as duas epístolas a Timóteo, é conhecida como epístola pastoral. Diferentemente das outras cartas do apóstolo Paulo, denominadas epístolas gerais, a carta a Tito trata de questões próprias a quem tem a incumbência de zelar de uma comunidade de cristãos.

A epístola contém instruções a um líder de uma comunidade local, e de quais qualificações observar ao eleger líderes na própria comunidade. Além de destacar as qualidades inerentes a um presbítero, o apóstolo Paulo destaca o cuidado que devia ser dispensado para com os cristãos idosos, jovens, mulheres, servos, etc., bem como o respeito para com as autoridades constituídas.

O apóstolo dos gentios deixou Tito em Creta, uma ilha da Grécia, para organizar a comunidade cristã que surgiu em função do trabalho missionário desenvolvido por Paulo em uma de suas viagens (Tito 1:5).

Além de instruir Tito, o que demonstra um cuidado com a liderança da igreja local, o apóstolo Paulo também tinha cuidado da igreja, tanto que, ao cobrar uma visita de Tito no inverno, é apontado substituto para permanecer na liderança da comunidade: Ártemas ou Tíquico (Tito 3:13).

O conteúdo de uma carta difere da proposta de qualquer livro, quer seja um livro didático ou de literatura, pois um escritor de um livro busca instruir um público genérico ou visa alcançar o maior número de leitores possível, enquanto uma carta tem por alvo um público especifico, restrito (epístolas gerais) ou uma pessoa em particular (epístolas pastorais), como o é a carta do apóstolo Paulo a Tito.

Enquanto um livro é objetivo, construído através de definições e exposições, uma carta é permeada de subjetividade, pois tem por lastro um conhecimento comum tanto ao emissor quanto ao receptor. Deste modo, o conteúdo de uma missiva geralmente não contém definições, antes é permeada de questões subjetivas, que evoca saudosismo, trazendo à baila lembranças, recomendações ou notícias de eventos de interesse do receptor.

A principal característica destacada por estudiosos acerca de uma correspondência como gênero textual se fixa na existência de um emissor (remetente) e um receptor (destinatário), entretanto, este gênero influência até mesmo o vocabulário e o estilo da escrita do autor.

A escolha de vocábulos pelo emissor da carta sofre influência quando se escreve a um grupo de pessoas de diferentes etnias e condições sociais (judeus, gregos, romanos, bárbaros, servos livres, homens, mulheres, etc.), como era o caso das epístolas destinadas as igrejas.

Ao escrever a um indivíduo, como é o caso da carta a Tito, o escritor se foca em um determinado traço cultural: a do destinatário, e pela proximidade que há entre as partes, traços linguísticos específicos se evidenciam.

É possível traçar um paralelo entre as três cartas pastorais: 1 e 2 Timóteo e Tito, mas alguns aspectos da primeira carta a Timóteo e a Tito, se comparado a segunda carta a Timóteo, devido nessa o apóstolo dos gentios estar preso, enquanto, naquelas não.

 

Apresentação do autor: servo e apóstolo

“PAULO, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade” (Tito 1.1).

A autoria da epístola a Tito é comumente atribuída ao apóstolo Paulo, apesar de discordâncias recentes. Estudiosos apontam a Macedônia como o local em que o apóstolo Paulo estava e datam a escrita da epístola por volta dos anos 63 e 65 d.C. Mas, apesar da inúmeras celeumas que o tema causa, certo é que o autor da carta se apresenta: ‘Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo’!

Ao utilizar o termo grego δοῦλος (doulos) para demonstrar a sua relação com Deus, o apóstolo enfatiza a sua submissão, e que pertence a Deus, no sentido de propriedade.

“Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós,” (Romanos 1.9);

“Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo,” (Atos 27.23).

Embora fosse cidadão romano (Atos 22.27; 2 Coríntios 11.22), portanto, um homem livre, ao se apresentar para obedecer ao evangelho de Cristo, o apóstolo Paulo se humilhou debaixo das potentes mãos de Deus, se fazendo servo.

“Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?” (Romanos 6.16);

“Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais.” (1 Coríntios 9.19);

Como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus.” (1 Pedro 2.16).

Além de ser servo de Deus, Paulo se apresenta como apóstolo (ἀπόστολος), um mensageiro comissionado por Cristo para levar as Boas Novas de salvação a todos os homens.

Em defesa do seu ministério e comissão, o apóstolo Paulo disse:

“NÃO sou eu apóstolo? Não sou livre? Não vi eu a Jesus Cristo SENHOR nosso? Não sois vós a minha obra no Senhor?” (1 Coríntios 9.1);

“Porque penso que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos.” (2 Coríntios 11.5).

Embora tenha sofrido ataques de falsos apóstolos, o apóstolo Paulo é incisivo ao enfatizar a sua atribuição:

“Para o que (digo a verdade em Cristo, não minto) fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios na fé e na verdade.” (1 Timóteo 2.7).

“Porque convosco falo, gentios, que, enquanto for apóstolo dos gentios, exalto o meu ministério;” (Romanos 11.13).

 

O evangelho: a fé dos eleitos

“… segundo a fé dos eleitos de Deus…” (Tito 1.1).

O apóstolo destaca que é servo e apostolo ‘segundo a fé dos eleitos’. O termo grego κατά (kata), traduzido por ‘segundo’, transmite a ideia de ‘conformidade com um padrão’, ‘de acordo com uma medida’.

Que medida é essa? Que padrão é esse? O padrão é o evangelho, ou seja, a ‘fé’ dos eleitos.

O substantivo grego πίστις (pistis), neste contexto, tem o sentido de ‘doutrina’, ‘querigma’, ‘dogma’, de cunho objetivo, diferente do verbo grego πιστεύω (pisteuó), que comumente é traduzido por ‘crer’, ‘acreditar’, ‘confiar’, de cunho subjetivo.

A ‘fé’ dos eleitos de Deus diz de uma ‘fé’ comum (Tito 1.4), que todos os cristãos receberam (Judas 1.3), deve ser obedecida (Romanos 1.5), e é anunciada em todo o mundo (Romanos 1.8).

Em algumas passagens bíblicas, a ‘fé’ como evangelho remete à pessoa de Cristo, que por ser o autor e consumador da fé (Hebreus 12.2), é apresentado como a fé manifesta.

“Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar.” (Gálatas 3.23).

Nas epístolas, o termo fé é mais utilizado para descrever um corpo de doutrina, do que para fazer referência ao sentido de ‘confiança’, que é o mais usual.

A má leitura do termo acaba suscitando confusão, pois ao dizer que o homem é salvo pela fé, o apóstolo dos gentios estava enfatizando que o homem é salvo pelo evangelho, e não porque tem a capacidade de acreditar. O poder para salvação está no evangelho, e não na confiança do indivíduo (Romanos 1.16; Efésios 1.13).

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Efésios 2.8).

O homem é salvo graciosamente por Deus por intermédio de Cristo, ou seja, por meio da fé manifesta, que é Cristo (Gálatas 3.23). Ora, o Cristo não vem dos homens, antes é dom de Deus! (João 4.10)

“Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.” (Efésios 4.7).

O favor imerecido de Deus foi distribuído a cada um dos cristãos conforme o padrão (medida) do dom de Cristo, ou seja, segundo o evangelho. O termo grego μέτρον (metron) remete a um padrão, diferente da ideia de algo gradativo que o termo ‘medida’ evoca.

O adjetivo grego ἐκλεκτός (eklektos), traduzido por ‘eleitos’ diz de um qualificativo próprio a quem serve a Deus segundo o evangelho, ou seja, conforme a ‘fé’, ‘doutrina’.

“Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.” (Tito 1.9);

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” (1 Timóteo 4.16).

Ter cuidado da doutrina e nela perseverar promove a salvação do indivíduo, e é causa de salvação dos que ouvirem essa mesma doutrina. Ao obedecer de coração à forma de doutrina, ou seja, a fé que foi dada aos santos (Judas 1.3), o homem passa a condição de servo da justiça.

“Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues.” (Romanos 6.17);

“E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles.” (Romanos 16.17).

A fé diz de uma ‘forma’ de doutrina, e ‘forma’ é tradução do termo grego τύπος (tupos), que se refere a uma marca ou figura derivada de uma pancada ou golpe, de modo que a marca ou a figura fique impressa. Diz de um modelo de acordo com o qual algo deve ser feito, e com relação ao evangelho, expressa a essência e a substância da mensagem.

A condição que confere o qualificativo ‘eleitos’ deriva do evangelho, portanto, não há que falar em um processo de escolha, como se a salvação fosse decorrente de uma escolha unilateral de Deus, e não por meio do evangelho.

O termo traduzido por ‘eleitos’ é um adjetivo, que não remete a um processo de escolha, mas a uma condição peculiar. Observe:

“E produzirei descendência a Jacó, e a Judá um herdeiro que possua os meus montes; e os meus eleitos herdarão a terra e os meus servos habitarão ali.” (Isaías 65.9).

A descendência prometida a Jacó e o herdeiro a Judá que domine sobre Jerusalém diz de Cristo, o escolhido de Deus. Jesus é o escolhido para ser salvação para todos os povos e para se assentar sobre o trono de Davi, seu pai segundo a carne.

“Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo.” (Gálatas 3.16);

“Também o farei meu primogênito mais elevado do que os reis da terra.” (Salmos 89.27).

Cristo satisfaz as duas condições iniciais do versículo: Ele é o descendente de Abraão, e o filho de Davi, portanto, filho de Deus (Mateus 1.1), e os eleitos que herdarão a terra remete a promessa feita a Abraão.

“E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus.” (Gênesis 17.8).

Os eleitos de Deus que herdarão a terra foram escolhidos quando Deus escolheu Abraão, cuja descendência todas as famílias da terra seriam benditas, e lhe foi dada a terra de suas peregrinações. De não escolherá individualmente casa eleito que herdará a terra, antes já escolheu a descendência de Abraão, e só falto o Cristo se assentar como herdeiro no trono de Davi para os descendentes de Abraão herdarem a terra de Canaã.

Nesse sentido, com relação a igreja, Deus escolheu o descendente de Abraão que é Cristo, de modo que a geração de Cristo, do qual Ele é a cabeça, são os eleitos de Deus.

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” (1 Pedro 2.9).

Deus escolheu a geração de Cristo, por isso Ele é o último Adão, de modo que, ao crer (fé) em Cristo (fé manifesta) os cristãos são declarados eleitos de Deus.

 

Conhecimento da verdade

“… e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade…” (Tito 1.1).

O termo grego ἐπίγνωσις (epignósis), traduzido por ‘conhecimento’ refere-se a um saber específico. Esse ‘saber’, que é preciso e correto, decorre da revelação de Deus que consta das Escrituras, e por isso, nomeia-se ‘verdade’.

A ‘fé’ dos eleitos é o mesmo que ‘verdade’, e o ‘conhecimento’ diz de um saber que é próprio ao indivíduo, que resulta em crer e professar.

“Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.” (I Timóteo 2.4);

“Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.” (II Timóteo 3.7);

“Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,” (Hebreus 10.26).

A verdade é objetiva, pois se refere a ‘fé’, o firme fundamento. Já o ‘conhecimento’ é saber que muda a concepção do indivíduo, ou seja, saber que opera a metanoia (arrependimento), de modo que o individuo passa a adotar a verdade objetiva no seu intelecto, e por isso crê com o coração e confessa com a boca (Romanos 10.9-10).

“Mas a justiça que é pela fé diz assim: Não digas em teu coração: Quem subirá ao céu? (isto é, a trazer do alto a Cristo.) Ou: Quem descerá ao abismo? (isto é, a tornar a trazer dentre os mortos a Cristo.) Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos,” (Romanos 10.6-8).

Quem recebe a Cristo, recebe a ‘fé’ que foi entregue aos santos, ou melhor, a palavra da fé que é pregada (anunciada), portanto, recebeu o conhecimento da verdade (Hebreus 10.26; Judas 1.3; João 1.12). Através do contexto, percebe-se que as frases “… o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade…” (Tito 1.1), exerce a função sintática de aposto, em decorrência do que foi dito acerca da fé dos eleitos.

A ‘fé’ pregada ou, o ‘conhecimento’ da verdade, deve ser em conformidade com a piedade. O que seria a piedade? Teria o significado apontado nos dicionários?

A definição de piedade deve emergir da própria Bíblia, visto que qualquer outra fonte transtornará a ideia defendida pelo apóstolo Paulo. É comum definirem piedade como amor ou afeto pelas coisas religiosas, no sentido de devoção, ou uma virtude que possibilite o indivíduo a prestar um culto aceitável por Deus.

Entretanto, a piedade (εὐσέβεια) da qual o apóstolo faz referência diz do mistério que esteve oculto e que foi revelado aos homens. Diz de algo que é próprio a Deus, e não dos homens.

“E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.” (1 Timóteo 3.16).

Assim como a ‘fé’ não provém dos homens, é dom de Deus, a piedade provém de Deus! A piedade revela que Deus se manifestou em carne, declarado pela Escritura o justo, os profetas anunciaram de antemão a vinda do justo, como os judeus O rejeitaram foi anunciado aos gentios, homens de todos os povos creram nele e, por fim, foi recebido pelo Pai na glória.

Deus se manifestou em carne – o Verbo se fez carne;

Foi justificado no Espírito – a lei, os profetas e os salmos testificam que o Cristo é justo de Deus;

Visto dos anjos – os mensageiros de Deus predisseram a sua vinda;

Pregado aos gentios – foi anunciado a todas as famílias da terra;

Crido no mundo – homens de todos os povos, tribos, nações e línguas creram n’Ele;

Recebido acima na glória – está à destra da Majestade nas alturas.

Qualquer doutrina que não contém os elementos elencados acima, não é conforme as palavras de Cristo, ou seja, não é a doutrina segundo a piedade!

Se alguém diz que Jesus não veio em carne, é soberbo e nada sabe. Se alguém venera os profetas, mas não compreendem que eles falavam de Cristo, delira e é corrupto de entendimento. Se alguém não crê que Cristo foi glorificado, ou seja, ressurgiu e está à destra da Majestade nas alturas, está privado da verdade, ou seja, não tem o conhecimento da verdade.

“Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais.” (1 Timóteo 6.3-5).

Qualquer sistema doutrinário que negue a eficácia do evangelho de Cristo para salvação do homem, na verdade só tem aparência de piedade, portanto, o cristão deve se distanciar de tal posicionamento.

“Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2 Timóteo 3.5).

Um exemplo de sistema doutrinário que negava a eficácia da piedade se verifica no ensino dos judaizantes, pessoas que desceram da Judeia e que diziam aos cristãos da Antioquia que se não se circuncidassem segundo o rito de Moisés, não seriam salvos.

“ENTÃO alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.” (Atos 15.1).

Qualquer sistema doutrinário que negue o poder contido no evangelho para salvação de qualquer que crer, impondo questões diversas aos homens como imprescindíveis à salvação, nega a eficácia da fé.

 

Promessa de vida eterna

“… em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos;” (Tito 1.2).

Após destacar a fé dos cristãos, o apóstolo Paulo evidencia a essência da proposta que há na mensagem anunciada por Cristo: vida eterna.

“Porque nós pelo Espírito da fé aguardamos a esperança da justiça.” (Gálatas 5.5).

Qual o ‘espírito da fé’? No versículo, ‘espírito’ diz de mensagem, de modo que o espírito da fé diz da mensagem do evangelho. É através das boas novas do evangelho de Cristo que os cristãos aguardam a esperança da justiça, enquanto os perdidos, por causa da injustiça, têm uma expectação horrível de juízo (Hebreus 10.27).

É em função do evangelho que o cristão confessa Cristo como SENHOR e SALVADOR, e dessa confissão deriva a esperança. É por isso que os cristãos permanecem fundados e firmados na pedra de esquina, Cristo, o autor e consumador da fé.

“Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.” (Colossenses 1.23);

“Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho,” (Colossenses 1.5);

Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.” (Hebreus 10.23).

A esperança do cristão não tem por alvo as coisas terrenas, pois essa é a busca daquele cujo deus é o ventre (Filipenses 3.19). O cristão tem que pensar nas coisas que são de cima, pois Cristo está à destra de Deus (Colossenses 3.1-2).

O evangelista João enfatizou a promessa feita por Cristo:

“E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.” (1 João 2.25).

A promessa de Deus promove no homem que ouve e crê a esperança, de modo que o homem é salvo em esperança. O que isso quer dizer? Que a fé (πίστις/pistin) enquanto espírito e/ou fundamento promove no homem o crer (πιστεύω/pisteuó). Como é fiel e verdadeiro aquele que prometeu a vida eterna, aquele que retém firme a confissão alcançará a VIDA ETERNA, pois em esperança é salvo.

“Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? “ (Romanos 8.24-25).

Se os cristãos são salvos em esperança, conclui-se a ‘esperança’ está para ‘crer’, assim como a ‘promessa’ está para ‘fé’.

“Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.15);

“E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” (Atos 16.31).

A garantia de salvação está na palavra de Deus, que não muda e não pode mentir, e é Ele quem salva todo e qualquer que crê, ou seja, que se refugiou retendo a esperança proposta.

“Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta;” (Hebreus 6.18).

“Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.” (Tito 3.7).

Dependendo do contexto, o substantivo grego traduzido por fé (πίστις/pistin) designa a mensagem do evangelho, e o verbo grego (πιστεύω/pisteuó), traduzido por crer, refere-se ao homem que aguarda redenção, já o termo grego ἐλπίς (elpes), traduzido por esperança, dependendo do contesto serve para expressar os dois significados dos termos πίστις e πιστεύω.

“Porque em esperança fomos salvos.” (Romanos 8.24);

“E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” (Atos 16.31).

‘Esperança’ está para ‘crer’, cujo resultado é alcançar salvação.

“Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.” (Colossenses 1.23).

Da mesma forma, ‘fé’ está para ‘esperança do evangelho’, pois dessa não se pode demover, e daquela tem que permanecer fundado e firme.

No verso em análise, a ‘esperança da vida eterna’ diz da fé, da mensagem do evangelho, cujo tema é Cristo. Ao enfatizar que Deus onipotente não pode mentir, o apóstolo Paulo demonstra a segurança que há na promessa de Deus. O escritor aos Hebreus, por sua vez, destaca que a imutabilidade de Deus e a impossibilidade de mentir promove em quem crê firme consolação.

O homem natural pensa haver contradição em um Deus onipotente não poder fazer determinadas coisas, entretanto, para o que crê ser impossível Deus mentir, ou mudar, é garantia de sua fidelidade.

“Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta;” (Hebreus 6.18).

“… em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos;” (Tito 1.2).

A esperança de vida eterna foi estabelecida antes dos tempos eternos, de modo que, desde a fundação do mundo o cordeiro de Deus foi morto.

“E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” (Apocalipse 13.8; Mateus 25.34; 1 Pedro 1.20; Efésios 1.4).

 

Crer em Cristo, o mandamento de Deus

“Mas a seu tempo manifestou a sua palavra pela pregação que me foi confiada segundo o mandamento de Deus, nosso Salvador;” (Tito 1.3).

Nos manuscritos não há a conjunção adversativa ‘mas’ no verso 3, antes é introduzida uma ideia que complementa o verso anterior.

Deus prometeu vida eterna antes dos tempos eternos, e ao seu tempo manifestou a Sua palavra a ser proclamada: Cristo, esperança da glória, e confiou ao apóstolo Paulo tal incumbência.

A palavra confiada é segundo o mandamento do nosso salvador: Deus! O evangelho é um mandamento? Sim!

“Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé;” (Romanos 16.26);

“E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento.” (1 João 3.23);

“Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado;” (2 Pedro 2.21);

“Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;” (2 Tessalonicenses 1.8).

Através destes versículos destacamos a soberania de Deus na salvação, pois para ser salvo é imprescindível ao homem sujeitar-se a Ele na condição de servo. Como se sujeitar a Deus? Obedecendo ao seu mandamento!

Cristo, apesar de manso e humilde de coração, também requer a sujeição dos seus seguidores como servos:

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mateus 11.29).

Se contradição alguma a soberania de Deus e o livre-arbítrio do homem, pois Deus se apresenta como Senhor, e dá mandamentos aos homens segundo a sua benignidade. O homem, por sua vez, só é beneficiado com a misericórdia de Deus se sujeitar a Ele na condição de servo.

“Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente. Deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.” (Salmos 71.3);

“E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me. (Marcos 10.21);

“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.” (1 João 5.3).

A salvação de Deus é dada através de um mandamento sempre, e Abraão é exemplo.

“ORA, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” (Gênesis 12.1);

“E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” (Gênesis 22.2).

O homem só é filho de Abraão se for obediente como o crente Abraão, que nada teve por precioso em sua vida, senão o mandamento de Deus.

“Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.” (Mateus 10.37).

Abraão foi achado digno, e por isso foi chamado amigo de Deus, o servo ladino que sabe tudo que o seu senhor faz.

“E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.” (Tiago 2.23);

“Porquanto Abraão obedeceu à minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis.” (Gênesis 26.5).

Como Deus daria mandamentos aos homens, se eles não gozassem de livre-arbítrio? Se os homens não possuem livre-arbítrio, para que Deus deu mandamentos?

Deus soberano a ninguém oprime, e por essa característica, jamais subverteria à vontade ou volição dos homens para sujeitá-los. Ao dar mandamentos, Deus espera que os homens se sujeitem voluntariamente.

“Ao Todo-Poderoso não podemos alcançar; grande é em poder; porém a ninguém oprime em juízo e grandeza de justiça.” (Jó 37.23);

“De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.” (II Coríntios 5.20).

Haverá que contradiga, dizendo que, se o homem é livre para aceitar a salvação de Deus em Cristo, que teria como se gloriar diante de Deus de ser participante da sua própria salvação. Mas, se esquecem de considerar que o evangelho é mandamento, e qualquer que obedece ao mandamento de Deus, na verdade, se fez servo, portanto, não há do que se gloriar, a não ser em Deus que salva.

“Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?” (Romanos 6.16).

Onde está a jactância em se fazer servo? Alguém pode jactar-se da condição de sujeição? Não!

Considerando a definição do apóstolo João do amor (ἀγάπη/agapé):

“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.” (1 João 5.3).

Compreende-se a colocação paulina de que o amor não se ensoberbece:

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.” (1 Coríntios 13.4).

O amor não se ensoberbece porque se sujeitar aos mandamentos de Deus é o amor de Deus.

 

O destinatário da epístola: Tito

“A Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum: Graça, misericórdia, e paz da parte de Deus Pai, e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.” (Tito 1.4).

O apóstolo Paulo identifica o seu interlocutor: Tito, e o tem em alta conta, pois o considera como seu filho, isso segundo a fé que ambos compartilhavam. Isto significa que o apóstolo Paulo, pelo evangelho, gerou a Tito em Cristo.

“Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões;” (Filemom 1.10);

“Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo.” (1 Coríntios 4.15).

Tito era um dos muitos filhos que o apóstolo dos gentios gerou em Cristo.

Ao escrever aos cristãos em Gálatas, o apóstolo Paulo menciona seu filho na fé, Tito:

“DEPOIS, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo Tito. E subi por uma revelação, e lhes expus o evangelho, que prego entre os gentios, e particularmente aos que estavam em estima; para que de maneira alguma não corresse ou não tivesse corrido em vão. Mas nem ainda Tito, que estava comigo, sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se;” (Gálatas 2.1-3).

Através dessa passagem, somos informados que Tito era grego, e que participou do concílio em Jerusalém juntamente com Paulo e Barnabé. O apóstolo Paulo destacou aos cristãos da Galácia que, durante o concílio, Tito não foi constrangido pelos apóstolos e anciões da igreja a se circuncidar.

Quando estava nas regiões de Antioquia da Síria (Atos 14.26), o apóstolo Paulo, juntamente com Barnabé, se opôs a algumas pessoas que vieram da Judeia, que apregoavam que, para os gentios serem salvos, precisavam se circuncidarem segundo o rito de Moisés (Atos 15.1-2).

Ao subir a Jerusalém, juntamente com Barnabé, o apóstolo Paulo enfatiza que também levou Tito, um cristão convertido dentre os gregos, e por isso mesmo, um incircunciso. Levar o seu filho na fé, Tito, até Jerusalém, parece uma estratégia do apóstolo dos gentios, pois um cristão convertido dentre os gentios não fora obrigado pela igreja, apóstolos e nem os anciões, a se circuncidar (Atos 15.4).

Sobre Tito há algumas referências, a maioria na segunda epístola aos Cristãos de Corintos, e uma na segunda epístola a Timóteo:

“Ora, quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e abrindo-se-me uma porta no SENHOR, não tive descanso no meu espírito, porque não achei ali meu irmão Tito; mas, despedindo-me deles, parti para a Macedônia.” (2 Coríntios 2.12-13);

“Porque, mesmo quando chegamos à Macedônia, a nossa carne não teve repouso algum; antes em tudo fomos atribulados: por fora combates, temores por dentro. Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda de Tito (…) Por isso fomos consolados pela vossa consolação, e muito mais nos alegramos pela alegria de Tito, porque o seu espírito foi recreado por vós todos. Porque, se nalguma coisa me gloriei de vós para com ele, não fiquei envergonhado; mas, como vos dissemos tudo com verdade, também a nossa glória para com Tito se achou verdadeira.” (2 Coríntios 7.5-6 e 13-14);

“De maneira que exortamos a Tito que, assim como antes tinha começado, assim também acabasse esta graça entre vós (…) Mas, graças a Deus, que pôs a mesma solicitude por vós no coração de Tito (…) Quanto a Tito, é meu companheiro, e cooperador para convosco; quanto a nossos irmãos, são embaixadores das igrejas e glória de Cristo.” (2 Coríntios 8.2, 16 e 23);

“Roguei a Tito, e enviei com ele um irmão. Porventura Tito se aproveitou de vós? Não andamos porventura no mesmo espírito, sobre as mesmas pisadas?” (2 Coríntios 12.18);

“Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica, Crescente para Galácia, Tito para Dalmácia.” (2 Timóteo 4.10).

Embora Lucas não tenha feito alusão a Tito no Livro de Atos, fica patente a grande amizade que havia entre o apóstolo Paulo e Tito. Quando evangelizava em Trôade, o apóstolo Paulo ficou preocupado, pois esperava encontra naquela cidade seu filho na fé.

O próximo encontro do apóstolo Paulo e Tito se deu na Macedônia, e fica evidenciado que os cristãos de Corintos receberam a Tito (2 Coríntios 7.15).

O apóstolo Paulo destaca aos cristãos de Corintos que Tito era seu companheiro, e para com os cristãos cooperador.

A última alusão encontra-se em 2 Timóteo, quando o apóstolo Paulo destacou que Tito havia ido para Dalmácia, demonstrando que, próximo da morte, ficou sozinho, e na companhia de Lucas. Mas, quando teve oportunidade de fazer a sua primeira defesa, o apóstolo Paulo esteve sozinho.

Fazer ilações ou deduções acerca de Tito com base no pouco registro que há é contraproducente, por isso, nos centramos na instrução que o apóstolo Paulo enviou ao seu companheiro.

A fé que era comum ao apóstolo Paulo e Tito é a mesma fé que habitou em Timóteo e na sua avó, Loide, e mãe, Eunice (1 Timóteo 1.5).

A saudação do apóstolo dos gentios aos pastores em particular é idêntica a saudação direcionada as igrejas (2 Timóteo 1.2; Filipenses 1.2; Efésios 1.2).

A saudação faz alusão a graça de Deus, o que remete ao favor imerecido concedido aos homens por intermédio de Cristo. Evoca a natureza do evangelho, um mandamento da parte de Deus, de modo que Deus demonstra a sua salvação a qualquer que obedeça, crendo em Cristo (Êxodo 20.6).

Por fim, o apóstolo dos gentios destaca a paz estabelecida entre Deus e os homens, paz essa que escapa a compreensão dos homens naturais.

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4.7).

Claudio Crispim

Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, atualmente exerce a função de Capitão da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudosbiblicos.org), com mais de 360 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

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