Lançamento do Livro A Obra que demonstra Amor a Deus

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Este livro tem por objetivo evidenciar qual é o caminho mais excelente apresentado pelo apóstolo Paulo no capítulo 13 da primeira epístola aos Coríntios Um caminho que não é afetado pela subjetividade dos sentimentos, mas que se traduz objetivamente em obra.



livro

A Obra que demonstra Amor a Deus

 

Prelúdio

Conteúdo do artigo

Desde o Antigo Testamento o amor é apresentado de modo imperativo categórico, mas como colocar o amor em prática? Como evidenciá-lo em obra?

O amor conforme entendemos se impõe por só, e a ordem para amar a Deus provoca um paradoxo, pois anula a autonomia do indivíduo.

Após ser tomado de assalto pelas questões acima, travei um embate ferrenho com os Evangelhos e as cartas do Novo Testamento na tentativa de compreender a natureza do amor bíblico.

A leitura do Novo Testamento somente evoluiu quando me refugiei nas trincheiras que o Antigo Testamento constantemente me oferecia e, progressivamente, através de comparações de textos bíblicos, conquistei terreno no ‘saber’ bíblico.

Compreender que os apóstolos utilizaram o idioma grego somente para apresentar o evangelho sem se imiscuir nas questões literárias e filosóficas dos gregos abre o entendimento para uma realidade bíblica quase desconhecida.

Espero que o leitor, como um arqueólogo, volte no tempo e, a cada página desta obra, descubra o significado do termo amor quando empregado nas Escrituras, que não pode ser confundido com o sentido que hoje decorre da evolução do termo ao longo dos tempos.

Após a conclusão desse trabalho, sinto que saí vitorioso do embate e quero dividir com você esse precioso despojo.

Durante a leitura deste livro não deixe de acompanhar as referências apontadas em sua Bíblia, pois a compreensão da exposição depende em muito das referências bíblicas citadas.

O Autor

São Paulo, 27 julho de 2021. É inverno!

 

Introdução

“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” (1 João 3:18).

Quando ouvimos falar de Deus, somos tomados por atitudes reverentes, um sentimento de devoção nos invade e a emoção fala alto. Não raras vezes, quando lemos sobre o amor de Deus demonstrado para com a humanidade, a voluntariedade nos aflora e queremos transformar nossos sentimentos e emoções em serviço.

Quando foi buscar a arca da aliança na casa de Abinadabe, o rei Davi estava tomado por devoção, cheio de emoções, transbordando de alegria e de atitudes reverentes. Davi festejava juntamente com o povo, com toda a sorte de instrumentos musicais, atitudes que demonstram o quanto ele estava feliz por trazer a arca do Senhor para junto de si.

Com a visão turvada pela alegria, Davi se deixou levar pela atitude desesperada dos Filisteus que, em aperto por causa das hemorroidas, devolveram a arca do Senhor sobre um carro puxado por vacas (1 Samuel 6:11). Davi e todo o povo de Israel se esqueceram da ordenança de Deus e, displicentemente, conduziram a arca aproveitando o meio de transporte preparado pelos sacerdotes e adivinhos dos Filisteus (1 Samuel 6:2).

Todos cantavam e tocavam alegremente e seguiam após a arca que estava sobre um carro novo de bois. Quando chegaram à eira de Nacom, a arca quase caiu por causa do tropeço dos bois, e Uzá, que conduzia o carro, estendeu a mão para segurá-la e foi fulminado por Deus (2 Samuel 6:6-7). Foi quando o rei Davi temeu e fez a seguinte pergunta:

– “Como virá a mim a arca do Senhor?”

A passagem bíblica que narra o retorno da arca do Senhor à casa de Israel nos serve de alerta. Estamos sendo voluntariosos ao realizar uma obra segundo nossas conjecturas, ou temos consciência do que Deus exige de nós segundo a Sua palavra.

Você já se perguntou: – “Qual é a obra que demonstra o seu amor para com Deus?”; “Qual o conceito bíblico de amor?”; “O que Deus exige do homem?”

O evento que despertou o rei Davi para que buscasse (obedecesse) a Deus segundo o que Deus ordenara (1 Crônicas 15:2 e 13), me fez questionar: “Será que o nosso conceito de amor e obra não foi conduzido até nós sobre um carro puxado por vacas?”; “Estamos amando a Deus segundo o que Ele ordenou?”

Durante dois milênios de cristianismo ocorreram inúmeras revoluções culturais. Civilizações e culturas desapareceram, enquanto outras floresceram. Cada civilização e cada cultura que surgiu e desapareceu possuía conceitos e ideias próprias acerca do amor. Inúmeras religiões surgiram e, cada sacerdote, mago, adivinho, místico, ministro, líder, governo, etc., adotaram ou desenvolveram, segundo seus interesses, um conceito de amor.

O objetivo deste livro é ajudá-lo a entender qual ‘amor’ que Deus exige de nós, bem como o significado do termo amor empregado no Novo Testamento, o que nos permitirá entender o porquê Jesus perguntou três vezes ao apóstolo Pedro: – “Simão, filho de Jonas, amas-me?”, visto que as reiteradas perguntas do Senhor Jesus nos evidenciam que não basta somente dizer:

“Sim, Senhor, tu sabes que te amo!”

 

Continua!

Claudio Crispim

É articulista do Portal Estudo Bíblico (https://estudobiblico.org), com mais de 360 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web. Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, Brasil, em 1973. Aos 2 anos de idade sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai, ‘in memória’, exerceu o oficio de motorista coletivo e, a mãe, é comerciante, sendo ambos evangélicos. Cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco, se formando em 2003, e, atualmente, exerce é Capitão da Policia Militar do Estado de São Paulo. Casado com a Sra. Jussara, e pai de dois filhos: Larissa e Vinícius.

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