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O evangelho é poder de Deus para salvação de todos que creem em Cristo como o Filho de Deus, mas doutrinas varias e estranhas surgiram negando o poder do evangelho.


Como saber se sou salvo?

“E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.” (1 João 3:24).

 

Guardar os mandamentos de Deus é imprescindível para ser salvo

“E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento.” (1 João 3:23.

 

À primeira vista parece simples a premissa de que para ser salvo basta guardar os mandamentos de Deus. Entretanto, logo após uma resposta simples e direta é inevitável a pergunta: que mandamentos devo guardar?

Devo guardar a lei mosaica? Qual mandamento tenho que guardar?

Ora, o mandamento para ser salvo foi dado em Cristo: crer que Jesus é o Filho de Deus!

Quem crê em Cristo também crê em Deus, pois ao crer que Jesus é o Seu Filho, o crente creu no testemunho que Deus deu acerca do Seu Filho que está contido nas Escrituras.

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“Se recebemos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; porque o testemunho de Deus é este, que de seu Filho testificou. Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. (1 João 5:9-10).

Qual o testemunho de Deus?

“Proclamarei o decreto: o SENHOR me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.” (Salmos 2:7);

“E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mateus 3:17).

Deus havia dito que o descendente de Davi seria o Seu Filho, e Jesus é o descendente de Davi.

“Ele edificará uma casa ao meu nome, e me será por filho, e eu lhe serei por pai, e confirmarei o trono de seu reino sobre Israel, para sempre.” (1 Crônicas 22:10).

Embora estivesse estabelecido nas Escrituras que o filho de Davi seria Filho de Deus, os religiosos judeus não sabiam interpretar o Salmo 110, pois não conseguia entender como Davi sendo pai chama o seu próprio filho de Senhor.

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“Dizendo: Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi. Disse-lhes ele: Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho? E ninguém podia responder-lhe uma palavra; nem desde aquele dia ousou mais alguém interrogá-lo.” (Mateus 22:42-46)

Não basta dizer: “Eu tenho fé em Deus”, ou seja: “Eu creio em Deus”, se não crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus. Qualquer que não crê em Cristo como Filho de Deus, O faz mentiroso, pois não crê no testemunho que Deus deu do Seu Filho nas Escrituras.

Os judeus e muitos que se diziam cristãos diziam crer em Deus, mas quando confrontados, revelavam que não criam em Cristo como o enviado de Deus, mas somente como um profeta. Diante Daquele que podia livrá-los do pecado, continuavam dizendo que eram descendência de Abraão, e que, portanto, não eram escravos.

“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?”  (João 8:31-33).

Muitos cristãos que se diziam convertidos diziam crer em Deus, mas não punham por obra (não praticavam) a fé que diziam ter, pois não criam em Cristo.

Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra.” (Tito 1:16);

“Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.” (João 6:29);

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“E eles vêm a ti, como o povo costumava vir, e se assentam diante de ti, como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza.” (Ezequiel 33:31).

De nada adiantava algumas pessoas dizerem que criam em Deus, mas não crerem em Cristo (ou seja, não ter a obra), pois a crença deles não podia salvar, visto que não criam no testemunho que Deus deu acerca do Seu Filho. Dizer crer em Deus sem crer em Cristo refere-se a fé sem obras denunciada pelo irmão Tiago, pois confessam uma coisa e não executam o que professam.

“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?” (Tiago 2:14).

Que adianta dizer que crê na existência de Deus e não fazer o que Ele manda? Crer na existência de Deus pode salvar? Não! Para ser salvo é necessário crer em Cristo, pois não há outro nome dado pelo qual os homens são salvos.

 

Basta crer e confessar para ser salvo

“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10:9).

A salvação não veio por intermédio da lei de Moisés, pois a lei foi dada tendo por objetivo o Filho de Deus, Cristo, para justificar a todos que creem n’Ele (Romanos 10:4).

A lei exigia que os judeus executassem os seus preceitos para que pudessem viver (Romanos 10:5), mas a justiça que vem pela palavra de Deus tornou manifesto o Cristo, o espírito vivificante, que foi introduzido no mundo como o Unigênito de Deus, e após a sua morte, Deus O ressuscitou dentre os mortos como Primogênito.

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Quem crer em Cristo não será confundido (Romanos 10:11), mas os que não creem tropeçam, pois ao rejeitar o Cristo como o Filho de Deus, rejeitam a pedra ‘cabeça de esquina’.

“Como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; E todo aquele que crer nela não será confundido.” (Romanos 9:33);

“A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina.” (Salmos 118:22);

“Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém.” (Isaías 8:14).

Deus deu o Seu único Filho para a humanidade crer e ser salva por Ele.

“Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (João 3:16-17)

Crer é se converter, obedecendo a Deus. Crer é arrepender-se no sentido do termo grego metanoia: mudança de mente, mudança de entendimento. Crer está ligado ao coração, a admissão de uma verdade que promove a justiça estabelecida por Deus. Ao crer que Jesus é o Filho de Deus, e consciente de que Deus o ressuscitou dentre os mortos porque Ele era o Filho, essa nova compreensão afeta todo o ser do indivíduo (corpo, alma, coração, vontade, entendimento), e resulta na justiça de Deus.

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Nesse sentido, como ‘a boca fala do que o coração está cheio’, quem crê confessa que Jesus é o Senhor, a confissão para salvação, isto significa que houve arrependimento genuíno, ou seja, mudança de entendimento, creu com o coração.

“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” (Romanos 10:9-10).

Confessar a Cristo é o fruto dos lábios, portanto, é o fruto digno de arrependimento que os escribas e fariseus que foram ao batismo de João Batista não produziram.

“Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.” (Hebreus 13:15);

“Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; E não presumais, de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão.” (Mateus 3:8-9).

Qualquer que queira ser salvo, ou seja, ser um dos filhos de Abraão, tem que confessar o nome de Jesus como Senhor assim como Davi chamou o seu filho de Senhor (Salmo 110:1). Confessar que tem por pai a Abraão não concede salvação!

Admitir que Jesus é o Cristo é o sacrifício de louvor exigido por Deus, e só é possível produzi-los aqueles que transformaram o entendimento segundo a mensagem do evangelho.

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Não serão salvos os que negam que Jesus é o Cristo

“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.” (1 João 2:22).

Quem nega que Jesus é o Cristo é mentiroso e anticristo, pois nega a verdade das Escrituras.

Ao negar que Jesus é o Cristo, o mentiroso também não tem o Pai, mesmo que diga que crê em Deus (tem fé). Por isso Jesus disse: – ‘Crede em Deus, mas crede também em mim’, pois somente dizer que crê em Deus é uma fé morta, pois não há promessa de Deus estabelecida nas Escrituras para aqueles que creem na existência d’Ele.

Só há promessa de salvação no descendente prometido a Abraão: – “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Se o homem confessar o Cristo significa que tem Deus, mas se negar o Filho, significa que não tem Deus.

“Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai.” (1 João 2:23).

É por isso que o apóstolo João recomenda não crer em qualquer mensagem, antes é necessário que se julgue as mensagens que são anunciadas:

“AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.” (1 João 5:1-4).

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Por que não se deve crer em toda mensagem? Por que é necessário julgá-las? Porque muitos falsos profetas surgiram no mundo!

E como identificar um falso profeta? Pelo fruto!

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis.” (Mateus 7:15-20).

O que seria o fruto? Aquilo que o homem professa acerca de Cristo!

Isso significa que é impossível identificar um falso profeta pelas suas ações ou pela sua aparência. O correto para se analisar um falso profeta é considerar o que ele diz acerca de Cristo à luz das Escrituras.

Se alguém diz que Jesus não veio em carne é um falso profeta, pois a mensagem que anuncia não é segundo as Escrituras. Tanto a mensagem apregoada quanto o mensageiro (profeta) não são de Deus!

O espírito do anticristo opera nos falsos profetas, ora negando que Jesus é o Cristo, ora negando a eficácia do evangelho.

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“Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2 Timóteo 3:5).

Há mensagens que dizem abertamente que Jesus não veio em carne ou que Jesus não é o Cristo, e ambas são decorrentes do espírito do anticristo. Mas, há aqueles que dizem: ‘Senhor, Senhor’, ou até dizem: ‘Jesus Cristo é o Senhor’, mas que negam a eficácia do evangelho.

 

Como saber se estou salvo?

De posse das informações acima, passemos a resposta da pergunta: Como saber se estou salvo?

Amado leitor, não há um teste a ser preenchido, como se fosse uma espécie de checklist, para você ter certeza de que é salvo. Também não há passos estabelecidos ou sinais (evidências) que lhe dê essa resposta, como muitos artigos na internet propõem.

Há quem diga que é possível saber se você é salvo pelas suas amizades. Se você tiver mais amizades com cristãos possivelmente é um salvo, mas se o contrário, segundo essa concepção, parece que não. Ou se o seu estilo de vida é tido por mundano ou se aprecia coisas mundanas, possivelmente não seria salvo, etc.

Outros apontam questões subjetivas como sinais de salvação, como: pureza, compaixão, amor, conflito, mudança, comportamento, etc., e esses elementos ganham contornos segundo a concepção de quem as propôs.

Neste quesito o cristão não se deve firmar em opinião alheia, e sim, no que diz a Bíblia. A Bíblia tem uma resposta simples:

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“E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.” (1 João 3:24).

Com base neste versículo, você pode verificar se está salvo ou não!

Primeiro: aquele que crê que Jesus é o Cristo guarda os mandamentos de Deus, portanto, está em Deus e Deus nele.

O que significa estar em Deus, ou que Deus está na pessoa?

  1. Nenhuma condenação – “PORTANTO, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” (Romanos 8:1);
  2. É nova criatura – “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17);
  3. É luz – “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.” (1 João 1:5);
  4. É membro do corpo – “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:21);
  5. É templo e morada de Deus – “No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.” (Efésios 2 : 22 João 14:23).

Quem está em Deus é porque creu que Jesus é o Cristo, portanto, está livre de toda condenação, vez que é uma nova criatura. Antes de crer, o homem é uma criatura sujeita à condenação do pecado estabelecida no Éden (morte) e seria julgado segundo as obras no Tribunal do Trono Branco, mas o crer em Cristo, morre e é sepultado, e então, é gerado de novo segundo a palavra da verdade, e passa a ser uma nova criatura.

Sobre essa nova criatura gerada de novo segundo a palavra da verdade não pesa nenhuma condenação, e diante de Deus é tido por justo, santo, inculpável e irrepreensível. Na condição de filhos de Deus são filhos da luz, portanto, luz no Senhor. Aquele que está em Deus não contém trevas, pois Deus sendo luz não comporta trevas, de modo que para Deus estar em quem crê, e quem crê estar em Deus, não pode ser ou conter trevas.

Estar em Deus, ou antes Deus estar em quem crê é o mesmo que ‘conhecer a Deus’, ou ‘ser conhecido d’Ele’. ‘Estar’ e ‘conhecer’ se refere a comunhão íntima, de modo que, quem crê se torna um só corpo com Cristo.

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“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?” (Gálatas 4:9);

“E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos.” (João 11:52).

Mas, como saber que se estamos em Deus, ou que Ele está em nós?

A resposta é objetiva e clara: pelo espírito que Ele nos tem dado!

“E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.” (1 João 3:24).

O verbo grego traduzido por conhecer neste versículo é γινώσκω (ginóskó) que remete a ‘conhecer’, ‘compreender’, ‘perceber’, ‘ter conhecimento de’, o que não é o mesmo uso em Gálatas 4, verso 9, que é um eufemismo que decorre do hebraísmo.

Segundo: o espírito que foi dado se refere à verdade expressa no evangelho: que Jesus é o Cristo, a unção que torna o cristão sabedor de tudo, especificamente, com relação a verdade, ou seja, Cristo.

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“E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo. Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.” (1 João 2:20-21).

Se o crente permanecer no espírito dado pelo Pai, ou seja, na palavra que ouviu desde o início, permanecerá tanto no Pai quanto no Filho.

“Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai. (…) E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis.” (1 João 2:24).

Apesar do substantivo grego πνεύματος (pneuma) estar grafado nas nossas traduções com maiúscula, o que dá a entender que se trata da terceira pessoa da trindade, o Espírito Santo, através do contexto verifica-se que o termo refere-se a uma mensagem como é o caso dos versos 1 à 3, no capítulo 4 de 1 João.

O cristão é ministro do espírito, ou seja, do evangelho, o que contrasta com aqueles que são ministros da letra, e por isso, o cristão anda no evangelho (espírito), diferente dos judeus religiosos, que andavam na carne (letra, mandamento de homens).

“O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (2 Coríntios 3:6).

Ser ministro do espírito é ser ministro das palavras de Cristo, pois elas são espírito e vida.

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“O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.” (João 6:63).

O ‘espírito que nos foi dado’ diz do evangelho, que trata de Cristo, o último Adão, e por isso mesmo ‘espírito vivificante’.

“Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.” (1 Coríntios 15:45).

O espírito que foi concedido pelo Pai, o evangelho da salvação, pelo qual o homem é justificado, é o que evidencia que estamos salvos!

“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.” (Efésios 1:13);

“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” (Romanos 1:16-17).

Esse espírito foi anunciado primeiro a Abraão, quando foi dito: ’em ti serão benditas todas as famílias da terra’. Quando foi manifesto o descendente prometido a Abraão na plenitude dos tempos – Jesus Cristo homem – foi derramado o espírito de Deus sobre toda carne, se considerarmos que o espírito  refere-se a ‘doutrina’, e carne, refere-se a ‘erva’.

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“Goteje a minha doutrina como a chuva, destile a minha palavra como o orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva.” (Deuteronômio 32:2);

“E a glória do SENHOR se manifestará, e toda a carne juntamente a verá, pois a boca do SENHOR o disse. Uma voz diz: Clama; e alguém disse: Que hei de clamar? Toda a carne é erva e toda a sua beleza como a flor do campo. Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do SENHOR. Na verdade o povo é erva. Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente.” (Isaías 40 : 5-8);

“Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro; Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre. Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada.” (1 Pedro 1:22-25).

A alma de quem crê em Cristo é purificada pelo espírito, ou seja, pela palavra anunciada por Cristo, que é espírito e vida!

 

Espírito de escravidão

C. Sproul, em um livreto sob o título ‘Posso Saber se Sou Salvo?’, traduzido do inglês ‘Can I Be Sure I am Saved?’, após a sua exposição, diz responder àqueles que perguntam ‘Como posso ter certeza de que sou salvo?’, fazendo outras três perguntas:

  1. Você ama perfeitamente a Jesus?
  2. Você o ama tanto quanto deveria?
  3. Bem, você ama a Jesus em alguma medida?

Enquanto a Bíblia apresenta uma resposta objetiva: “E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.” (1 João 3:24), o teólogo Sproul escorrega para o campo do subjetivismo[1] ao introduzir três perguntas com o vocábulo ‘amor’.

Enquanto Jesus define objetivamente que aquele que guarda os seus mandamentos é o que O ama, Sproul adentra a seara do romantismo, da paixão, e deixa o subjetivismo imperar.

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“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” (João 14:21).

Qualquer que tomou sobre si o jugo e carrega o fardo de Jesus é o que O ama, pois verdadeiramente aprendeu d’Aquele que é humilde e manso de coração, ou seja, se fez servo de Jesus.

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mateus 11:29).

A pergunta: ‘Você ama perfeitamente a Jesus?’ não cabe a quem crê que Deus ressuscitou o Seu Filho Jesus Cristo dentre os mortos e faz confissão de que a salvação é por intermédio d’Ele. Quem crê segundo o evangelho guardou a palavra de Deus, portanto, o amor de Deus está verdadeiramente aperfeiçoado nessa pessoa! Não há que se questionar quem crê que Jesus é o Cristo se ama perfeitamente, pois é crendo em Cristo que se conhece (sabe) que se está no Pai e no FIlho.

“Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele.” (1 João 2:5).

O verbo ἀγαπάω (agapaó) comumente traduzido por amor remete a relação senhor e servo. Essa relação implica obediência por parte deste e, dar mandamento por parte daquele. Segundo a Bíblia, quem obedece ao mandamento ama perfeitamente, tanto que não tem receio.

“No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.” (1 João 4:18).

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O sentimento ‘amor’ geralmente é carregado de incertezas, suspeitas e medo, mas o amor que o apóstolo João está abordado, o ágape, diz de sujeição. Quem obedece não tem medo, pois a obediência lança fora o medo. Já o medo deriva da pena, e quem teme é porque não é obediente.

É por isso que Jesus disse:

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.” (Mateus 6:24).

Aquele que obedece a Deus ama a Deus, portanto, não teme a pena. Mas, quando se tenta servir a Deus e a si mesmo, fazendo do ventre o seu deus, certo é que teme, pois não é perfeito em amor.

Por que as pessoas respondem que não amam perfeitamente a Jesus? Porque elas se esquecem que qualquer que fizer tudo o que Jesus ordena, ainda será servo inutil.

“Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.” (Lucas 17:10).

Em última análise, Deus não está interessado em se você gosta ou não d’Ele, antes Ele está interessado em que obedeça a Sua palavra. O que está em voga é o mandamento que requer sujeição, e não afeição.

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O próprio Filho teve que se sujeitar ao Pai em obediência, e o sofrimento d’Ele é prova cabal de humildade e mansidão.

“Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.” (Hebreus 5:8).

Dos dois filhos da parábola, o pai esperava obediência, antes de tudo:

“Mas, que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.” (Mateus 21:28-31).

Jesus deu aos seus discípulos um fardo leve, pois os seus mandamentos não são penosos, o que significa que não há como descumprir um dos seus mandamentos quando se crê que Ele é o Cristo.

Na lei mosaica sim, se alguém tropeçasse em um mandamento era culpado de todo ordenamento (Tiago 2:10). Com relação ao evangelho é diferente, pois todas as promessas tem em Cristo o sim, pois só há dois mandamentos: a) crer que Jesus é o Cristo, e; b) amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento (1 João 3:23).

A certeza de salvação está em que Deus amou a humanidade e deu o Seu Filho. Se Ele não poupou o seu Filho, antes o entregou primeiro, isso significa que Deus não esperava nada da humanidade, pois a humanidade não tinha nada que oferecer (Romanos 8:32).

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Ao entregar o Seu Filho, Deus deu um mandamento: crer que Ele é o enviado de Deus, e a única resposta possível ao mandamento é a obediência.

“Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação?” (Romanos 10:16);

“Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé;” (Romanos 16:26).

Deus amou e deu o Seu Filho para que a humanidade seja salva por Ele, e o que Deus espera é que os homens obedeçam ao mandamento estabelecido no Filho: que creiam!

Ter afeição por Cristo em alguma medida seria o amor bíblico? Sproul está equivocado ao considerar o amor das Escrituras como afeição, sentimento!

Jesus perguntou ao apóstolo Pedro se O amava exigindo o amor ἀγαπᾷς (agapaó). O discípulo Pedro, por sua vez, apesar de ter sido comissionado para ser pescador de homens, não estava obedecendo, e diante da pergunta que exigia submissão, respondeu que tinha afeição, amizade, o amor φιλέω (phileó).

Jesus não estava interessado na afeição de Pedro, e sim, na sujeição dele, e disse: – Apascenta os meus cordeiros!

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Novamente perguntou: – Pedro tu me amas (ἀγαπᾷς)? Pedro respondeu que Jesus sabia que amava, ou seja, que Pedro tinha afeição, e Jesus, por sua vez, cobrou novamente: – Apascenta as minhas ovelhas.

Como Pedro respondeu por duas vezes que era afeiçoado por Cristo, na terceira vez Jesus perguntou se era mesmo afeição φιλέω (phileó) que Pedro tinha.

Pedro diante da insistência de Jesus, principalmente por causa da ênfase no amor como φιλέω (phileó), fez com que Simão começasse a chorar. Por causa da incumbência de apóstolo, e por estar se dedicando à pesca, Pedro sabia que estava desobedecendo o Seu Senhor e mestre, e por isso, não podia dizer que amava com ἀγαπᾷς (agapaó).

Ao dizer pela terceira vez que tinha afeição por Cristo, sentimento que se tem por um igual, Jesus ordenou pela terceira vez: – Apascenta as minhas ovelhas, pois exigia o amor digno da sua posição: Senhor!

“E por que me chamais: ‘Senhor, Senhor’, e não praticais o que Eu vos ensino?” (Lucas 6:46).

O que Jesus exigiu do apóstolo Pedro não exigiu dos demais discípulos, pois além de ter sido concedido a Pedro crer em Cristo, também lhe foi dada a incumbência de ser apóstolo.

Se você creu em Cristo já obedeceu ao mandamento do Senhor, portanto, não se cobre como se fosse alguém comissionado por Deus como o apóstolo Paulo, que tinha uma obrigação.

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“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1 Coríntios 9:16).

O erro de Sproul decorre do seu posicionamento teológico calvinista, e o mesmo erro afeta os arminianistas, embora na teologia figurem como posicionamentos antagônicos.

No final do seu livreto, Sproul cita Romanos 8, versos 14 ao 17, mas fica visível que ele não compreendeu a essência do texto bíblico:

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.” (Romanos 8:14-17).

Quem são os filhos de Deus? Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é gerado de Deus, portanto, guiado pelo espírito de Deus (1 João 5:1). Basta crer em Cristo que será um dos filhos de Deus e guiado por Ele.

“Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:26).

Diferentemente do povo Israel, que através da alegoria de Agar, é tido como escravo, filhos da carne e sob a égide da aliança firmada no monte Sinai, os cristãos são filhos da promessa como Isaque, ou seja, nascidos do espírito.

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“Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. (…) Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa como Isaque. Mas, como então aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que o era segundo o Espírito, assim é também agora.” (Gálatas 4:25 e 28-29).

O capítulo 8 de Romanos estabelece um contra ponto entre a lei e o evangelho, sendo este, espirito, e aquele, carne. Quem anda segundo o evangelho está em Cristo, portanto, livre de condenação. Mas, quem anda segundo a doutrina estabelecida no monte da Arábia, continua escravo e preso à condenação.

Diferente dos judeus que receberam o espírito de escravidão ao ser dado mandamento no monte da Arábia, os cristãos receberam o espírito de adoção, pois foram gerados segundo o espírito, ou seja, o evangelho.

Os que receberam o espírito de escravidão viviam em temor (Hebreus 2:15), mas pelo evangelho é possível clamar “Aba, Pai”.

O evangelho é o espírito, ou seja, a mensagem que testifica com aquele que crê (nosso espírito) que de fato ele é filho de Deus. É pelo evangelho que se recebe o espírito de adoção, e pelo mesmo evangelho que se conhece que se é filho de Deus.

“E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.” (1 João 3:24);

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.” (Romanos 8:14-17).

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Quem está em Cristo está no evangelho, de modo que a palavra (espírito de Deus) de Cristo habita no crente abundantemente. Quem está na carne, ou seja, anda segundo os preceitos dos homens, não tem o espírito de Cristo e não é templo de Cristo.

“A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração.” (Colossenses 3:16);

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.” (Romanos 8:9-10).

Crer em Cristo é suficiente para a salvação, mas há àqueles que negam a eficácia do evangelho e que procuram substituir o evangelho que foi dado para salvação da humanidade por doutrinas várias.

O evangelho é poder de Deus para salvação, mas doutrinas varias e estranhas surgiram negando o poder do evangelho. Para alguns não basta ouvir e crer, tem que ser um dos eleitos e predestinados para a salvação, o que fomenta a seguinte questão em muitos: – Ouvi o evangelho e cri, mas como saber se sou eleito e predestinado?

Se você crê que Jesus é o Cristo e confessa que Deus o ressuscitou é salvo, e por ser salvo foi chamado com santa vocação para ser santo e irrepreensível (eleição) diante de Deus. O cristão é eleito porque é salvo, e não para ser salvo. O cristão é salvo por meio do evangelho, consequentemente, se torna santo e irrepreensível, ou seja, eleito.

Por ser salvo por meio do evangelho, a fé que foi dada aos santos, no presente tempo os cristãos são filhos de Deus, porém, quando Cristo se manifestar, cada cristão está predestinado a ser semelhante a Cristo, ou seja, ter a mesma imagem que Ele tem. O cristão é predestinado porque é salvo, e não para ser salvo. O cristão é salvo por meio do evangelho, consequentemente, quando Cristo se manifestar se manifestará em glória, na mesma imagem e semelhança, ou seja, predestinado.

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“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.” (1 João 3:2).

Ser filho é condição que se alcança ao crer em Cristo, quando se é gerado de novo. Ser predestinado é bênção espiritual que tem relação com o propósito eterno que Deus estabeleceu em Cristo: a primogenitura de Cristo, bênção concedida aos que são salvos.

É por isso que o cristão é salvo por meio do poder do evangelho (Tito 3:5), e, ao se tornar um dos filhos de Deus, tem uma santa vocação segundo o que Deus propôs em Cristo antes de existir mundo, a preeminência d’Ele em tudo, que se dará com a sua primogenitura entre muitos irmãos.

“… antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos;” (2 Timóteo 1:8-9);

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Romanos 8:28-29).

Só quem já é filho, ou seja, tornou-se um com o Pai e o Filho (conheceu a Deus) é chamado segundo o seu propósito, e está predestinado a ter a mesma imagem de Cristo visando um único objetivo: Cristo primogênito entre muitos irmãos.

 

[1] “Essa é a razão por que elas não têm certeza do estado de sua alma; sabem que há deficiências em sua afeição por Cristo, porque sabem que, se amassem perfeitamente a Cristo, elas lhe obedeceriam de modo completo.”.  Sproul, R. C, Posso Saber se Sou Salvo? Traduzido do original em inglês Can I Be Sure I am Saved?, 2011, Editora FIEL, 1 a Edição em Português 2013.

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2 thoughts on “Como saber se sou salvo?

  • 07/07/2022 em 22:59
    Permalink

    crer somente em Deus é uma fé morta, pois não há promessa de Deus para aqueles que creem na existência d’Ele. E quanto a hebreus 11:6. Se que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e é galardoador dos que o buscam?. Não entendi.

    Resposta
  • 08/07/2022 em 10:41
    Permalink

    Olá, Carlos Alberto.. bem pontuada a pergunta..

    A afirmação que fiz no artigo tem em vista o explanado por Tiago, sendo que o contexto se refere aqueles que dizem ter fé (acreditar) em Deus, mas que não obedece ao mandamento estabelecido por Deus em Cristo, de modo que somente afirmar ‘crer em Deus é uma fé morta’, pois Deus não fez promessa de que serão benditos aqueles que creem em minha existência ou em um ser superior, antes a promessa tem por alvo o descendente prometido a Abraão, quando foi dito ’em ti serão benditas todas as famílias da terra’.

    Já em Hebreus temos a explanação que se refere a fé na qualidade de ‘palavra de Deus’, e não como o ato do indivíduo acreditar na existência de um ser superior, como foi abordado por Tiago. A fé que Hebreus trata diz do ‘firme fundamento’ e de ‘prova’ (Hebreus 11:1), algo que não vem do individuo, mas que vem de Deus.

    O texto que você citou começa assim: sem fé é impossível agradar a Deus. Que fé é essa? A fé que é dom de Deus, ou seja, o firme fundamento, que é Cristo.

    “Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado,” (Efésios 1 : 6)

    A fé que Hebreus aborda é a fé que havia de se manifestar e que foi manifesta na plenitude dos tempos pela qual o justo viverá.

    “Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. (…) Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio.” (Gálatas 3 : 23 e 25).

    O escritor aos hebreus destaca uma necessidade: é necessário, ou seja, quem se aproxima de Deus precisa crer na existência d’Ele e que Ele concede galardão aos que O buscam (invocam). E como se aproxima de Deus? Crendo na sua existência ou obedecendo a Ele, crendo em Cristo?

    “Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo.” (Romanos 10 : 13),

    Os judeus diziam se aproximar de Deus e crer na existência d’Ele, mas sem entendimento (Romanos 10:2). Os cristãos, por sua vez, de fato creem em Deus, pois ao crerem em Cristo, o firme fundamento, creem no testemunho das Escrituras (de Deus).

    Espero que tenha conseguido demonstrar a diferença de contexto de Hebreus 11:6, e o que afirmei sobre ‘Crede em Deus, MAS CREDE TAMBÉM EM MIM’.

    Att.

    Resposta

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