Isaías 55 – Salvação para todos os povos

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Se os filhos de Israel inclinassem os ouvidos e ouvissem, se achegariam a Deus e alcançaria vida! Como? Porque Deus estava estabelecendo uma Nova Aliança completamente diferente da anterior.


Isaías 55 – Salvação para todos os povos

“Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.” (Isaias 55:11)

Educação financeira

Quando se lê uma passagem bíblica como a do profeta Isaías, que faz uso de figuras como água, pão, leite, dinheiro, trabalho, etc., no que você pensa?

Pergunto porque a quantidade de textos produzidos e disponibilizados na internet acerca de algumas passagens bíblicas continua a me surpreender pela quantidade de bobagens e imprecisões terminológicas.

Fazendo uma consulta na internet, me deparei com um artigo no site Palavra Fiel, no qual o autor cita Isaías 55, verso 2, que diz: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura.”, para falar de educação financeira.

O tema educação financeira é relevante para a sociedade atual, e interessa as pessoas, sejam elas cristãs ou não. O assunto deve ser pauta de ensinamento nas comunidades cristãs visando a qualidade e estabilidade financeira dos cristãos, mas citar o profeta Isaías para tal mister é temerário do ponto de vista teológico.

Neste ponto é válida a pergunta que Jesus fez a certo doutor da lei:

“E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês?” (Lucas 10:26).

Como se lê uma profecia faz toda a diferença! Como se lê a lei, que é testemunho de Deus dado à nação de Israel acerca de Cristo, faz toda a diferença.

“Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele. (João 5:46).

Não contente em citar a primeira parte do versículo para dar base ao tema educação financeira, o escritor vai além, e cita a segunda parte do versículo para tratar de estilo de vida.

“Quando a palavra diz “…Ouvi-me atentamente, comei o que é bom, e vos deleitareis com finos manjares” , ela está nos alertando para nos comportarmos de forma diferente, contrária ao que se prega hoje. Ou seja, consumirmos de forma consciente, planejada, não nos deixando levar pelo impulso, pela irresponsabilidade, pelo egoísmo, sim, porque uma pessoa que gasta mais do que pode, infelizmente está agindo de forma irresponsável e egoísta. Irresponsável porque em vez de gastar o fruto do seu suor em benefício da sua família, está pagando juros a bancos, a administradoras de cartões de crédito e egoísta porque não podemos pensar somente em nós, temos pessoas sob a nossa responsabilidade.” Marcio Motta, Consumo consciente < https://www.palavrafiel.com.br/consumo-consciente/ > Consulta realizada em 17/02/2021.

“Ouvi-me atentamente, comei o que é bom, e vos deleitareis com finos manjares” é consumir de forma consciente? É não se deixar levar pelo impulso? Seria disto que Deus estava tratando ao falar por intermédio do profeta Isaias?

Esse é o motivo da pergunta:

– “Como lês?” (Lucas 10:26).

Será que é permitido essa espécie de ‘licença poética’ com relação a leitura e interpretação bíblica? As Escrituras comportariam essa incorreção de linguagem que só a arte permite?

O que considerar ao ler Isaias 55? Qual diretriz para análise e interpretação utilizar?

As diretrizes para ler e interpretar a Bíblia está nela mesma. Quando se lê uma passagem com linguagem figurada, parábolas, símiles, etc., temos que considerar o que foi dito aos irmãos de Moisés, Miriam e Arão:

“E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do SENHOR; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?”  (Números 12:6-8).

A maneira que Deus fala por intermédio dos profetas é por visão ou sonhos, diferentemente do que fazia com Moisés, que sendo fiel mordomo, Deus falava cara a cara e abertamente, ou seja, sem enigmas.

Se é por enigmas que Deus falava ao povo, como ler e interpretá-los?

O Livro de Provérbios é uma das ferramentas:

“PROVÉRBIOS de Salomão, filho de Davi, rei de Israel; Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem, as palavras da prudência. Para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade; Para dar aos simples, prudência, e aos moços, conhecimento e bom siso; O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos; Para entender os provérbios e sua interpretação; as palavras dos sábios e as suas proposições.” (Provérbios 1:1-6).

Considerando o fato de que jamais deixaria de haver pobre na terra, seria a profecia de Isaias um alento para os desprovidos de bens materiais?

“Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra.” (Deuteronômio 15:11).

Como Deus criou ambos: ricos e pobres, o alimento oferecido por Deus não tem correlação com dar alimento somente para o pobre.

“O rico e o pobre se encontram; a todos o SENHOR os fez.” (Provérbios 22:2).

O vinho e o leite oferecido por Deus é tanto para pobres quanto para ricos, pois Deus não faz acepção de pessoas.

“OUVI isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundo, Tanto baixos como altos, tanto ricos como pobres. A minha boca falará de sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimento. Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; declararei o meu enigma na harpa.” (Salmos 49:1-4).

 

Os pobres e necessitados

“Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?” (Isaías 55:1-2).

A palavra de Deus falada por intermédio do profeta Isaias tem por alvo os sedentos e os famintos. Os sedentos e famintos seriam os paupérrimos, descamisados, escravos, etc.?

Analisando outras passagens bíblicas, considerando o que Jesus falou: “Também está escrito…” (Mateus 4:7), percebe-se que é possível ter fome e sede da palavra de Deus.

“Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR.” (Amós 8:11).

Através de outras passagens, verifica-se que o homem comerá do suor do seu rosto, e que viverá de toda palavra que sair da boca de Deus.

No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Gênesis 3:19);

“E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.” (Deuteronômio 8:3).

Considerando esses versículos citados, percebe-se que a mensagem de Deus tem por alvo homens e mulheres, quer sejam ricos ou pobres, que anseia pela palavra de Deus.

O convite enfatiza que o que é oferecido por Deus é de graça, pois Ele não estabeleceu preço e, portanto, não é necessário dinheiro. O que é essencial ao homem é tão somente ter sede, pois o acesso às águas é livre, e quem estiver com fome, basta adquirir e comer, vinho e leite.

Mas, apesar de ser oferecido água livremente, e vinho e leite sem dinheiro e sem preço, os ouvintes do profeta Isaias continuavam gastando com o que não era pão e o produto do trabalho com o que não podia satisfazer (v. 2).

O que isso significa? Que os ouvintes do profeta Isaias não tinham sede e nem fome da palavra de Deus. O que era oferecido gratuitamente e que podia satisfazer, rejeitavam, antes preferiam trabalhar e juntarem dinheiro para si. Se trabalhavam para si e tinham dinheiro, se consideravam abastados, portanto, não se socorriam de Deus.

Como Deus poderia assisti-los, se eram altivos, ricos?

“Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos.” (Lucas 1:53);

“Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas,” (Jeremias 9:23).

Observe que riqueza é uma figura utilizada para evidenciar aquele que rejeita a misericórdia de Deus. Deus é Deus de misericórdia, e quem precisa de misericórdia são os necessitados, de modo que os ricos, ou os que tem riquezas são os que dispensam a misericórdia de Deus.

O publicano da parábola foi justificado por Deus porque reconheceu a sua condição de miserável pecador, quando disse: – ‘Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!’ (Lucas 18:13). Já o fariseu estava confiado no fruto do seu trabalho, quando disse: – ‘Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.’ (Lucas 18:11-12).

“Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR.” (Jeremias 9:24).

Se alguém quer agradar a Deus deve se gloriar em entender e conhecer a Deus, mas como entender e conhecer a Deus? A resposta vem a seguir:

 

Vinde a mim

“Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura. Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá;” (Isaias 55:2-3).

A comida e a bebida que é oferecida gratuitamente vem pelo ouvir, e ouvir atentamente a palavra de Deus. Quem ouve e atende, come o que é bom e a alma é saciada com o melhor!

Quem inclina os ouvidos a ouvir o que Deus tem a ensinar se aproxima de Deus, e aquele que estava morto passa a ter vida!

Para ter vida é necessário comer o que é bom, ou seja, ouvir a palavra de Deus, mas os filhos de Israel rejeitavam ouvir a palavra de deus e permaneciam mortos, separados de Deus.

“E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos: e não fale Deus conosco, para que não morramos.” (Êxodo 20:19).

Os filhos de Israel sempre desconfiaram da palavra de Deus, e em momentos cruciais para eles, preferiam ouvir um homem do que ouvir a palavra de Deus. Quando rejeitaram a palavra de Deus com medo de morrer, foi o mesmo que entenderem que estavam vivos e tiveram suas vidas por preciosas em detrimento da palavra que concede vida.

“Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.”  (Marcos 8:35).

Se Deus estava dando a entender que precisavam de sua palavra para terem vida, pois só é possível viver pela palavra de Deus, os filhos de Israel não podiam ter suas vidas por preciosas ao ouvirem os trovões e verem e os raios saindo do monte que fumegava.

“E aconteceu que, ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões e relâmpagos sobre o monte, e uma espessa nuvem, e um sonido de buzina mui forte, de maneira que estremeceu todo o povo que estava no arraial.” (Êxodo 19:16).

Se dizer filho de Abraão é fácil, o necessário é ouvir a palavra de Deus e atender como o crente Abraão. Para Abraão Deus pediu o seu único filho, e para os filhos de Israel somente que ouvissem a sua voz para não pecarem.

“E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, afim de que não pequeis.” (Êxodo 20:20).

“Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.” (Salmos 119:11).

Por que Deus disse essas palavras ao povo de Israel? Para que se lembrassem delas quando lhes fosse dito:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30);

“Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.” (João 6:53-58).

Os filhos de Israel precisavam ouvir e atentar para as palavras de Deus, pois Ele mesmo disse que todos seriam ensinados por Ele.

“Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.” (João 6:45);

“E todos os teus filhos serão ensinados do SENHOR; e a paz de teus filhos será abundante.” (Isaías 54:13).

Mas, quando Jesus veio para os seus familiares, os filhos de Israel buscaram-no somente porque comeram pão a fartar na multiplicação dos pães (João 6:26). O trabalho que tiveram em procurar Jesus do outro lado do rio tinha por objetivo alcançar alimento cotidiano, mas quando alertados para trabalharem pela comida que permanece para a vida eterna, procuraram se justificar a si mesmos com a pergunta:

‘Que faremos para executarmos as obras de Deus?’

Semelhantemente ao doutor da lei que, para justificar a si mesmo perguntou: – ‘Quem é o meu próximo’, a multidão se escusou ouvir a mensagem de Cristo com o argumento de como se tornar servo de Deus (Lucas 10:29).

 

Nova Aliança

“Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi. Eis que eu o dei por testemunha aos povos, como líder e governador dos povos. Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para ti, por amor do SENHOR teu Deus, e do Santo de Israel; porque ele te glorificou.” (Isaias 55:3-5).

Se os filhos de Israel inclinassem os ouvidos e ouvissem, se achegariam a Deus e alcançaria vida! Como? Porque Deus estava estabelecendo uma Nova Aliança completamente diferente da anterior.

Enquanto a Antiga Aliança era momentânea, a nova Aliança seria perpétua!

“Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas. Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda. Porque, repreendendo-os, lhes diz: Eis que virão dias, diz o Senhor, Em que com a casa de Israel e com a casa de Judá estabelecerei uma nova aliança, não segundo a aliança que fiz com seus pais No dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; Como não permaneceram naquela minha aliança, Eu para eles não atentei, diz o Senhor. Porque esta é a aliança que depois daqueles dias Farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei as minhas leis no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo; (…) Dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelhece, perto está de acabar.” (Hebreus 8:6-10 e 13).

A Antiga Aliança foi dada sob maldição, diferente da Nova Aliança, que se refere as firmes beneficências de Davi.

“Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.” (Gálatas 3:10).

Qual é a firme beneficência de Davi? O Descendente de Davi!

“Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, o qual sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de filhos de homens. Mas a minha benignidade não se apartará dele; como a tirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre.” (2 Samuel 7:12-16).

O povo de Israel deveria atentar para a palavra de Deus e ouvir o que estava sendo proposto, pois essa era a base da Nova Aliança: Deus haveria de enviar o Descendente prometido a Davi como testemunha aos povos e como líder e governador dos povos! (v. 4)

Ao dar o Seu Filho por testemunha aos povos, Deus estava cumprindo a promessa feita a Abraão: “… e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12:3), e o Filho de Davi, por sua vez, edificando uma casa ao nome de Deus para todos os povos (2 Samuel 7:13; Isaias 56:7).

O que Deus estava prometendo era um santuário tanto para judeus quanto para gentios, mas os seus familiares o rejeitaram.

Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém.” (Isaías 8:14).

Primeiro o Descendente prometido a Davi seria testemunha aos povos, ou seja, edificaria um templo, e só então, Deus firmaria o seu reino para sempre, como líder e governador dos povos. Se os filhos de Israel tivessem ouvido as palavras de Deus, compreenderiam que o Cristo só seria rei após edificar um templo ao Senhor, sendo Ele mesmo pedra de esquina. Mas, como não ouviram, o Filho de Davi se tornou para os filhos de Israel pedra de tropeço e rocha de escândalo.

No versículo 5, o Pai se dirige ao Filho, e diz:

“Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para ti, por amor do SENHOR teu Deus, e do Santo de Israel; porque ele te glorificou.” (v. 5).

Na condição de testemunha aos povos, o Filho de Davi haveria de chamar uma nação que ‘não conhecia’, ou seja, os gentios. Por que é utilizada a expressão ‘não conhecia’ em lugar de ‘desconhecia’?

O verbo hebraico יָדַע (yada) traduzido por ‘conhecer’ antecedido pelo ‘não’, indica sem comunhão, sem intimidade, sem proximidade, e não ‘não conhecia’ de desconhecer, não saber. De igual modo, quando se diz: “Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?” (Gálatas 4:9), significa em comunhão com Deus.

Deus já havia anunciado essa verdade várias vezes:

“Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; E amada à que não era amada.” (Romanos 9:25);

“Mas digo: Porventura Israel não o soube? Primeiramente diz Moisés: Eu vos porei em ciúmes com aqueles que não são povo, Com gente insensata vos provocarei à ira.” (Romanos 10:19);

“E outra vez diz: Alegrai-vos, gentios, com o seu povo.” (Romanos 15:10);

“E outra vez: Louvai ao Senhor, todos os gentios, E celebrai-o todos os povos.” (Romanos 15:11).

Daí a máxima: “E eis que derradeiros há que serão os primeiros; e primeiros há que serão os derradeiros.” (Lucas 13:30), pois Jesus veio fazer de dois povos um, mas os seus O rejeitaram, mas todos quanto o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus (João 1:13-13).

O apóstolo Paulo explica com maestria a fusão dos dois povos pela necessidade de se edificar um templo santo a Deus:

“Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.” (Efésios 2:11-22).

Cristo se humilhou, fazendo-se servo, e o Pai o glorificou, estabelecendo-O como sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque:

“Jurou o SENHOR, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque.” (Salmos 110:4);

“Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, Hoje te gerei.”  (Hebreus 5:5).

 

Invocar ao Senhor

“Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.” (Isaias 55:6-7).

O profeta João Batista veio proclamando:

– “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mateus 3:2).

Jesus Cristo, o cordeiro de Deus, era o reino de Deus entre os homens! Estava tão perto, mas os filhos de Israel não quiseram invoca-Lo. Ao proclamar: – ‘Arrependei-vos!’, João Batista estava alertando os filhos de Israel a abandonarem o seu caminho, abrir mão dos seus pensamentos e se converterem ao Senhor, pois Cristo havia chegado.

Como cada membro da nação seguia os seus próprios caminhos e pensamentos, tendo por sagrado a limpeza do exterior do copo e do prato, seguindo mandamentos de homens, com a presença do Cristo deviam santifica-Lo, e a sua palavra (temor) devia ser obedecida (assombro).

“Portanto eu os entreguei aos desejos dos seus corações, e andaram nos seus próprios conselhos.” (Salmos 81:12; Romanos 1:24);

“Porque assim o SENHOR me disse com mão forte, e me ensinou que não andasse pelo caminho deste povo, dizendo: Não chameis conjuração, a tudo quanto este povo chama conjuração; e não temais o que ele teme, nem tampouco vos assombreis. Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor e seja ele o vosso assombro.” (Isaias 8:11-13);

“Estendi as minhas mãos o dia todo a um povo rebelde, que anda por caminho, que não é bom, após os seus pensamentos;” (Isaías 65:2);

“Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva; até quando permanecerão no meio de ti os pensamentos da tua iniquidade?” (Jeremias 4:14);

“Ouve tu, ó terra! Eis que eu trarei mal sobre este povo, o próprio fruto dos seus pensamentos; porque não estão atentos às minhas palavras, e rejeitam a minha lei.” (Jeremias 6:19);

O arrependimento (metanoia) é mudança de entendimento, concepção, pensamento em função do reino de Deus entre os homens, mas os filhos de Israel preferiram angariar glória uns dos outros, e rejeitaram o Cristo. O motivo do arrependimento é único e claro: – “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mateus 3:2).

“Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus?” (João 5:44).

Mas, apesar do alerta solene, os escribas e fariseus que vinham ao batismo de João, continuavam apegados aos seus pensamentos:

“E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus, que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; E não presumais, de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que, mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão. E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” (Mateus 3:7-10).

As árvores que não produzissem o fruto dos lábios que confessavam a Cristo como Senhor estavam prestes a ser cortada. Somente as árvores nascidas da semente incorruptível, que é a palavra de Deus, permanecem para sempre.

Como o Senhor estava perto dos filhos de Israel, ainda os alertou:

“Disse-lhes, pois, Jesus: A luz ainda está convosco por um pouco de tempo. Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes luz, crede na luz, para que sejais filhos da luz.” (João 12:35-36).

Por que precisavam buscar ao SENHOR enquanto se podia achar, e invoca-Lo enquanto estava perto? Temos quatro motivos:

  1. porque grandioso é em perdoar (v. 7);
  2. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos (v. 8-9);
  3. Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus (…) assim será a minha palavra, que sair da minha boca (v. 10-11);
  4. Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados (v. 12-13).

 

A palavra de Deus não volta vazia

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.” (Isaias 55:8-11).

Como tudo o que está na lei e nos profetas tinha por alvo os filhos de Israel, o alerta de Deus, de que eles não tinham noção acerca do propósito de Deus e nem qual seria o Seu caminho, demonstra o quão perdidos estavam.

“Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus.” (Romanos 3:19).

Deus estabelece um comparativo para ilustrar o quão diferente era o caminho que trilhavam, se comparado ao caminho de Deus, e quão divorciado estavam os pensamentos dos filhos de Israel dos pensamentos de Deus: assim como os céus são mais altos do que a terra!

A falta de conhecimento das coisas de Deus era completa, tanto que o profeta Davi declarou abertamente que eles não invocavam a Deus.

“DISSE o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, e cometido abominável iniquidade; não há ninguém que faça o bem. Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não, nem sequer um. Acaso não têm conhecimento os que praticam a iniquidade, os quais comem o meu povo como se comessem pão? Eles não invocaram a Deus.” (Salmos 53:1-4).

Enquanto os filhos de Israel estavam o produto do fruto do seu suor naquilo que não podia satisfazer, Deus já havia dado a sua promessa a Abraão e Davi, de modo que o que havia sido prometido não seria vazio, antes a sua palavra faria o que lhe era aprazível, e prosperaria no que havia sido enviado a fazer.

Cristo, o Verbo de Deus que se fez carne, tinha o seu prazer em executar a vontade do Pai, e quando Deus ordenou que o seu Filho haveria de beber o cálice dado pelo Pai, preparou uma mesa diante dos seus inimigos, e a prosperidade do Cristo se lhes tornou em armadilha, pois meneavam a cabeça dizendo: “E os que passavam blasfemavam dele, meneando as suas cabeças, e dizendo: Ah! tu que derrubas o templo, e em três dias o edificas, Salva-te a ti mesmo, e desce da cruz.” (Marcos 15:29-30).

“Torne-se-lhes a sua mesa diante deles em laço, e a prosperidade em armadilha.” (Salmos 69:22);

“Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.” (João 4:34);

“Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.” (Salmos 23:5);

“Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.”  (Miquéias 7:6).

Bastava inclinar os ouvidos para comer o que era bom, tendo em vista que o Pai e o Filho estavam trabalhando, mas os judeus não quiseram ouvir.

“E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” (João 5:17).

Apesar da oposição dos pecadores, assim como ‘desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come’, de modo que não era necessário ficarem preocupado com o que haveriam de comer ou vestir, Deus havia estabelecido a prosperidade de Cristo nas agruras da cruz.

“Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?” (Mateus 6:31).

 

A bem-aventurança das nações

“Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cântico diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas. Em lugar do espinheiro crescerá a faia, e em lugar da sarça crescerá a murta; o que será para o SENHOR por nome, e por sinal eterno, que nunca se apagará.” (Isaias 55:12-13).

Nas agruras da cruz Deus estava estabelecendo a paz entre Deus e os homens, e desfazendo a inimizade entre judeus e gentios.

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto;” (Efésios 2:14-17).

Se os filhos de Israel invocassem ao Senhor, seriam bem-aventurados (alegres), e seriam guiados por Cristo assim como foi a ovelha perdida (Lucas 15:6; Mateus 15:24; Jeremias 50:6).

Sob o domínio de Cristo, as nações (montes e outeiros), romperiam em cântico diante dos filhos de Israel, e todos os homens (árvores do campo) aplaudiriam.

A nação de Israel sofreria uma transformação radical, pois em lugar de espinheiro cresceria a faia, e em lugar da sarça cresceria a murta. ‘Espinheiro’ e ‘sarça’ são figuras para fazer referencia aos filhos de Israel na condição de descendentes da carne de Abraão.

“O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que a sebe de espinhos; veio o dia dos teus vigias, veio o dia da tua punição; agora será a sua confusão. Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca. Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.” (Miqueias 7:4-6);

“Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.” (Lucas 6:44).

Se buscassem ao Senhor, Deus haveria de plantá-los como árvores de justiça, e Deus seria glorificado neles!

“A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ele seja glorificado.” (Isaías 61:3).

 

Coisas terrenas

“Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas.” (Filipenses 3:19).

Quando lemos as Escrituras temos que pensar nas coisas que são de cima, onde Cristo está assentado a destra de Deus!

“PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;” (Colossenses 3:1-2).

Esse deve ser o pensamento do cristão ao ler uma passagem bíblica:

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera,” (Efésios 3:20);

“ORA, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado;” (1 Pedro 4:1).

É fato que qualquer pessoa que quiser viver bem e com segurança tem que ter um mínimo de conhecimento financeiro, mas esse conhecimento não se abstrai da passagem bíblica que diz: “…Ouvi-me  atentamente,  comei o que é bom, e  vos deleitareis com finos manjares”[1].

Inclusive, quando instado a resolver questões desta vida, Jesus foi claro:

“Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós? E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” (Lucas 12:14).

Mas, se alguém quer ter dias felizes, que siga a recomendação do apóstolo Pedro que citou os Salmos:

“Porque Quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano. Aparte-se do mal, e faça o bem; Busque a paz, e siga-a. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos às suas orações; Mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal.”  (1 Pedro 3:10-12);

“Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem? Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano. Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a.  Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor. A face do SENHOR está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles.” (Salmos 34:12-16).

E como isso é possível? Basta atender o convite:

“Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR.” (Salmos 34:11).

 

[1] “Quando a palavra diz “…Ouvi-me  atentamente,  comei o que é bom, e  vos deleitareis com finos manjares” , ela está nos alertando para nos comportarmos de forma diferente, contrária ao que se prega hoje.” Idem.

Claudio Crispim

É articulista do Portal Estudo Bíblico (https://estudobiblico.org), com mais de 360 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web. Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, Brasil, em 1973. Aos 2 anos de idade sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai, ‘in memória’, exerceu o oficio de motorista coletivo e, a mãe, é comerciante, sendo ambos evangélicos. Cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco, se formando em 2003, e, atualmente, exerce é Capitão da Policia Militar do Estado de São Paulo. Casado com a Sra. Jussara, e pai de dois filhos: Larissa e Vinícius.

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