Perdição e salvação estão atreladas aos caminhos, e não aos homens

O termo ‘conduz’ utilizado na parábola dos caminhos apresenta a função que o caminho desempenha, ou seja, conduzir a um destino àquele que entra pela porta. A perdição é o destino do caminho espaçoso, e a salvação é o destino do caminho estreito. Como são os caminhos que possuem destinos (salvação e perdição), através da parábola Jesus exclui qualquer conceito de sina, determinismo ou fatalismo quando ao futuro dos homens.


Após analisar a parábola das duas portas e dos dois caminhos, o leitor será capaz de dizer se verdadeiramente Deus predestinou alguns homens à salvação e o restante à danação eterna.

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” ( Mt 7:13 -14)

 

Quando anunciou o reino dos céus no Sermão da montanha, Jesus instruiu os seus ouvintes a ‘entrarem pela porta estreita’ “Entrai pela porta estreita” ( Mt 7:13 ). Jesus é a porta estreita pela qual os justos haveriam de entrar, pois Ele mesmo disse: “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” ( Jo 10:9 ).

O salmo 118 é messiânico e apresenta Cristo como a porta dos justos, assim como Ele é a pedra angular, a pedra de esquina, o servo ferido, a destra do Altíssimo, a Luz que veio ao mundo, o Bendito que vem em nome do Senhor e a vítima da festa “Esta é a porta do SENHOR, pela qual os justos entrarão” ( Sl 118:15 -27 )

Mas, por que é necessário entrar por Cristo? Como entrar por Cristo?

Jesus apresentou três motivos pelos quais é imprescindível entrar pela porta estreita:

“… porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” ( Mt 7:13 )

  • A porta é larga;
  • Dá acesso ao caminho de perdição, e;
  • Muitos entram por ela.

 

Identificando a porta larga

A parábola apresenta somente duas portas e, com relação às portas, Jesus se apresenta como a porta estreita “Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão” ( Lc 13:24 -25; Jo 10:9 ).

A Bíblia não contém uma definição explícita da porta larga, porém através de Cristo, que é a porta estreita, é possível determinar o que é, ou quem é a porta larga.

Há várias concepções que apresentam alguns candidatos para ocupar o ‘cargo’ de porta larga, entretanto, devemos considerar que há uma justa posição entre a figura da porta larga e a figura da porta estreita, de modo que, há quesitos a serem satisfeitos para que um ‘candidato’ à porta larga se enquadre perfeitamente na figura.

Se a porta estreita, que é Cristo, é um homem, segue-se que a figura da porta larga deve fazer referência a um homem. Se a porta estreita é cabeça de uma nova geração, a porta larga também deve fazer referência à cabeça de uma geração.

Muitos indicam o diabo para o cargo de porta larga, entretanto, ele é um anjo caído (não é um homem), e como não pode trazer a existência seres semelhantes a ele, logo, não pode ser cabeça de uma geração. O diabo não se enquadra na justa posição que há entre as figuras da porta larga e da porta estreita ( Lc 20:35 -36).

O pecado, por sua vez, diz de uma condição a que o homem está sujeito, ou seja, alienado de Deus, portanto, não é um ser, não é anjo e nem homem. O pecado não se enquadra no cargo de porta larga, além de ser impossível o pecado assumir a posição de cabeça de uma geração ( Is 59:2 ).

As instituições humanas também são, muitas vezes, indicadas como porta larga, porém, uma instituição é composta de vários homens reunidos em torno de um objetivo. Não passa de uma assembleia de pessoas, de modo que não se ajusta à figura de porta larga.

O mundo não é a porta larga, visto que o mundo, na bíblia, diz dos homens alienados de Deus regidos por suas paixões, pela concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e pela soberba da vida ( Ef 2:2 ; Cl 2:8 ). Logo, não podemos considerar que a porta larga é o diabo, o pecado, o mundo ou uma instituição religiosa.

Resta-nos considerar que, se a porta estreita é um homem, a porta larga necessariamente deve ser um homem. Como Cristo, a porta estreita, veio ao mundo sem pecado, o candidato à porta larga também deve ser um homem que veio ao mundo sem pecado. Como Cristo é a cabeça de uma nova geração de homens espiritais, a porta larga refere-se à cabeça de uma geração de homens. O único homem que se encaixa na figura da porta larga é Adão, pois veio ao mundo sem pecado e é a cabeça de uma geração de homens carnais.

Como pode ser isso? Ora, na bíblia a porta é figura que possui diversos significados, porém, as figuras das portas que Jesus apresentou no Sermão da montanha dizem de nascimento, de modo que Adão é a porta larga por quem todos os homens entram no mundo. Todos os homens quando vem ao mundo (abrem a madre) são gerados segundo a semente de Adão. Todos os homens, exceto Cristo, entraram no mundo através de Adão, que é a porta larga.

Cristo foi lançado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, ou seja, desassociado da semente corruptível de Adão. Por ter sido introduzido no mundo por Deus, Cristo é o último Adão, a cabeça de uma geração de homens espirituais ( 1Co 15:45 ). Em outras palavras, Adão é o tipo e Cristo é o antítipo. Adão a figura e Cristo a realidade “… Adão, o qual é figura (tipo) daquele que havia de vir (antítipo)” ( Rm 5:14 ).

Para estar sujeito à paixão da morte, Cristo teve que vir ao mundo à semelhança dos homens (carne do pecado), porém, sem pecado ( Hb 2:9 ). Para isso foi introduzido pelo Espírito Santo no ventre de Maria, pois se fosse gerado segundo a carne, estaria sob a mesma condenação que se abateu sobre a humanidade ( Gl 4:4 ; 1Jo 3:9 ). Já no Éden foi anunciado que o descendente viria da descendência da mulher, em vista da oposição que haveria entre as duas sementes ( Gn 3:15 ).

Vale destacar que, quando Cristo criou o homem no Éden ( Hb 2:10 ), Adão foi criado à imagem e semelhança do Cristo-homem, e não à semelhança do Deus invisível e em glória ( Hb 2:9 ). Adão foi criado à imagem e semelhança do Cristo-homem que havia de vir ao mundo, sendo gerado no ventre de Maria ( Rm 5:14 ), ou seja, não a semelhança do Cristo glorificado, pois tal condição Cristo somente alçou após ressurgir dentre os mortos “Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar” ( Sl 17:15 ).

 

A porta é larga

A porta é designada larga porque todos os homens, para virem ao mundo, necessariamente tem que entrar por Adão ( 1Co 15:46 ). Jesus deixa claro que são muitos que entram pela porta larga, e não todos, isto porque Cristo foi exceção à regra. Enquanto os homens naturais foram lançados na madre através de uma semente corruptível, Jesus foi lançado na madre através da operação sobrenatural do Espírito Santo ( Sl 22:10 ).

Antes de Adão não havia desobediência, pecado ou morte para a humanidade. Com a transgressão de Adão, entrou no mundo o pecado e a morte ( 1Co 15:21 -22 ). Por causa da ofensa de Adão todos os seus descendentes juntamente alienaram-se de Deus ( Sl 53:3 ).

A bíblia é clara quando demonstra que todos os homens juntamente se desviaram, alienaram de Deus. Como foi possível aos homens alienarem-se de Deus juntamente? Ora, existiu um único evento no qual todos os homens estavam ‘juntamente’ reunidos. Por interpretação ( Hb 7:2 ), no Éden todos os homens estavam reunidos na ‘coxa’ de Adão ( Hb 7:10 ). Quando Ele transgrediu, todos se tornaram transgressores. Quando Adão tornou-se imundo, contaminou toda a sua linhagem, pois do imundo não há como vir o puro ( Sl 53:3 ).

Quando os homens alienaram-se de Deus? Alienaram-se de Deus no Éden. Lá no Éden pereceu o homem piedoso e todos os seus descendentes tornaram-se imundos “Já pereceu da terra o homem piedoso, e não há entre os homens um que seja justo; todos armam ciladas para sangue; cada um caça a seu irmão com a rede” ( Mq 7:2 ). É em função da transgressão no Éden que os homens alienam-se de Deus desde a madre, são gerados de uma semente corruptível, a semente de Adão. Como consequência, andam errantes desde que nascem, pois estão em um caminho que os conduz à perdição ( Sl 58:3 ).

 

O caminho de perdição

Após abrir a madre (nascer), ou seja, ‘entrar pela porta larga’ o homem trilha um caminho específico atrelado à perdição. A parábola mostra que a figura do caminho é funcional, pois demonstra que o caminho leva, ou seja, conduz todos os homens que nele se encontram a um único lugar: perdição. De igual modo, a parábola demonstra que o caminho estreito conduz todos os homens que nele se encontram à vida, ou seja, o caminho estreito possui como destino um lugar específico: salvação ( M 7:13 -14).

O termo ‘conduz’ utilizado na parábola dos caminhos apresenta a função que o caminho desempenha, ou seja, conduzir a um destino àqueles que entram pelas portas. A perdição é o destino do caminho espaçoso, e a salvação é o destino do caminho estreito. Como são os caminhos que possuem destinos (salvação e perdição), através da parábola Jesus exclui qualquer conceito de sina, determinismo ou fatalismo quando ao futuro dos homens.

O termo ‘conduz’ evidência a função do caminho, e nada mais. O caminho conduz a um destino específico e certo. Por exemplo: a perdição é o destino do caminho espaçoso, e a vida é o destino do caminho estreito. Ora, a parábola não apresenta a salvação ou a perdição atreladas aos homens, antes a salvação e a perdição foram apresentadas atrelados aos caminhos.

Ninguém vem a Deus se não por Cristo, pois Ele é o caminho que conduz o homem a vida. De igual modo, ninguém vai à perdição se não pelo caminho espaçoso, que conduz à perdição. Enquanto os judeus e os gregos possuíam uma visão fatalista e determinista de mundo, Jesus demonstra que a sua doutrina não segue a concepção da humanidade. Jesus não apresenta a salvação e nem a perdição com destino dos homens, antes como destino dos caminhos, de modo que o evangelho não segue as bases de correntes filosóficas como o fatalismo e determinismo.

Por que é necessário evidenciar esta peculiaridade dos caminhos? Para desmistificar algumas concepções, pois em algumas civilizações antigas, como a dos gregos, o mundo e os seus eventos cotidianos eram regidos por uma sucessão de eventos inevitáveis e preordenados por uma determinada ordem cósmica ou divindade. Tal doutrina afirma que todos os acontecimentos ocorrem de acordo com um destino fixo e inexorável, sem que os homens não podem controla-los ou influenciá-los.

Na mitologia grega têm-se as Moiras, três irmãs que, através da Roda da Fortuna, determinavam o destino, tanto dos deuses, quanto dos seres humanos, portanto, o destino submetia os deuses, que por sua vez, deveriam resignar-se à sua sorte, sina, fado.

Além da cultura greco-romana, temos o fatalismo regendo o estoicismo romano e grego, que por fim, influenciou a doutrina dita cristã da Divina Providência. Divina Providência tornou-se um pensamento teológico que confere à onipotência de Deus controle absoluto sobre todos os eventos nas vidas das pessoas e na história da humanidade. Tal concepção afirma que Deus decidiu e preordenou todos os eventos e nada acontece sem que Deus permita.

Outra corrente filosófica, o determinismo, afirma que todo acontecimento (inclusive o mental) é explicado por relações de causalidade (causa e efeito).

Na bíblia tais pensamentos, sejam mitológicos ou filosóficos, não encontram eco, pois o ‘destino’ é apresentado única e especificamente como o local que se chegará após trilhar um caminho. Na bíblia o termo ‘destino’ é empregado no sentido de local, lugar, porém, não envolve a ideia de preordenação “Como também trezentos escudos de ouro batido; para cada escudo destinou trezentos siclos de ouro; e Salomão os pôs na casa do bosque do Líbano” ( 2Cr 9:16 ).

Quando se lê: “E eu vos destino o reino, como meu Pai mo destinou” ( Lc 22:29 ), não há nada de determinismo no sentido filosófico ou mitológico, antes Jesus indicou que, da mesma forma que Deus reservou o reino para o seu Filho, certo é que o reino pertence aos que creem, pois herdarão com Cristo todas as coisas.

Ora, os dois versos acima possuem o mesmo princípio: assim como o ouro foi preparado em função do escudo, o reino foi preparado para os que creem em Cristo. Isto não quer dizer que algumas pessoas foram destinadas ao reino, e outra não, antes que o reino foi preparado para os que creem. O equivoco de alguns se dá em função da linguagem, pois deixam de considerar que, na antiguidade, as coisas eram definidas pela sua função, serventia “Todas as coisas se definem pelas suas funções” (Aristóteles, A Política. Tradução Nestor Silveira Chaves. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 2011, p. 22).

Quando lemos: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo” ( 1Ts 5:9 ), temos que considerar que o apóstolo apresenta a figura do caminho estreito: ‘por nosso Senhor Jesus Cristo’. No verso em comento, o termo ‘destinar’ não foi empregado no sentido de preordenar, e sim, no sentido de reservar.

Como o apóstolo está tratando com os cristãos e trazendo a memória deles a atual condição em Cristo: filhos da luz ( 1Ts 5:5 ), recomenda que deveriam permanecer vigilantes e sóbrios ( 1Ts 5:7 ), revestindo-se do poder de Deus, que é o evangelho ( 1Ts 5:8 ). Pois agora, diferente do tempo em que estavam nas trevas e eram filhos da ira, os cristãos, em função do caminho que conduz à vida (Jesus Cristo nosso Senhor), alcançaram, adquiriram salvação. Ou seja, o apóstolo não diz que os cristãos foram predestinados a salvação, antes que, por estarem no caminho estreito, o destino agora é de salvação, diferente do caminho espaçoso, que é de ira.

Qual a função de um caminho? Conduzir a um lugar, ou seja, destino certo. O lugar vincula-se ao caminho sem qualquer conotação de ‘predestinação’, ‘previsão’, ‘preordenação’. O destino do caminho ligado à porta larga é de perdição, assim como o destino da Rodovia Presidente Dutra é o Rio de Janeiro para quem sai de São Paulo.

Devemos considerar que o Senhor Jesus afirmou que quem tem destino é o caminho ao exortar as pessoas que porfiassem por entrar pela porta estreita. Deste modo, Jesus demonstra que o viajante não está preordenado, predestinado, etc., à perdição, antes é o caminho que dá em um lugar de perdição.

Diante do alerta de Cristo, verifica-se que o viajante pode trocar de caminho, assim como é possível a alguém que está em São Paulo a caminho do Rio de Janeiro pela Rodovia Presidente Dutra pegar a Rodovia Raposo Tavares com destino ao estado do Paraná.

  • “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” ( Mt 7:13 );
  • “Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando” ( Mt 23:13 );
  • “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” ( Jo 10:9 );

 

A porta é espaçosa porque muitos entram por Adão, e o caminho é espaçoso porque todos que são gerados de Adão são conduzidos à perdição. Jesus vinculou a perdição ao caminho, e não aos homens. Através da parábola fica evidente que o destino vincula-se ao caminho. O caminho e o destino são fixos e atrelados, porém, o homem é atrelado à porta (nascimento), o que significa que é possível deixar o caminho em que está e passar para o outro.

 

O caminho é espaçoso

A porta é espaçosa porque todos os homens, exceto Cristo, entram por Adão e o caminho é espaçoso porque muitos homens são conduzidos à perdição.

Na parábola dos dois caminhos Jesus vinculou a perdição ao caminho, e não aos homens. Através de uma leitura atenta da parábola é evidenciado que o destino está atrelado ao caminho.

O homem nasce pela primeira vez segundo a carne, o sangue e a vontade do varão, ou seja, nasce vinculado à porta larga. Não foi Deus quem estabeleceu que o homem seria gerado em pecado, antes quando Adão desobedeceu, sujeitou-se à condição de alienado de Deus (pecado) e arrastou todos os seus descendentes para a mesma condição. A porta larga surgiu em Adão, que pecou e vendeu todos os seus descendentes ao pecado, de modo que, ao vir ao mundo, nenhum homem é livre do pecado.

A entrada dos homens ao mundo pela porta larga ficou vinculada ao primeiro pai da humanidade, pois nascer da carne é o único meio de o homem entrar no mundo “Teu primeiro pai pecou, e os teus intérpretes prevaricaram contra mim” ( Is 43:27 ; Os 6:7 ). Para entrar pela porta larga o homem não exerce escolha, assim como os que descendiam (filhos) dos escravos não escolhiam a condição social quando viam ao mundo. Ou seja, ninguém que entra pela porta larga escolheu entrar por ela.

A figura é completa em si mesma, pois os caminhos possuem um destino certo e imutável, porém, os homens não estão atrelados a um destino, quer seja perdição ou salvação.

No dia a dia, se um homem quiser chegar a um destino, necessariamente terá que escolher qual caminho tomar, pois o destino está atrelado ao caminho. Se um viajante deseja sair de São Paulo com destino ao Rio de Janeiro, terá de percorrer a Rodovia Presidente Dutra.

Através da parábola dos dois caminhos é patente que Deus não predestinou ninguém à salvação eterna ou a danação eterna. Quando um novo homem vem ao mundo, necessariamente entra pela porta larga e estará em um caminho largo que o conduz á perdição.

Ninguém que entra no mundo por Adão está predestinado à perdição, pois é o caminho que conduz à perdição. O caminho espaçoso possui um destino, ou seja, está atrelado a um lugar. O lugar que o caminho espaçoso conduz é de perdição, diferente do caminho estreito, que conduz à salvação.

Semelhantemente, ninguém que entra por Adão está predestinado à salvação, visto que, por ter entrado no mundo através da porta larga, está em um caminho largo que o conduz à perdição. A concepção de que há homens que veem ao mundo predestinados à salvação deixa de considerar que todos são formados em iniquidade e concebidos em pecado, portanto, nascem pecadores e no caminho de perdição.

Ora, se houvesse predestinação para salvação, necessariamente o indivíduo predestinado não poderia vir ao mundo por Adão. Teria que entrar por outra porta, à parte de Cristo ou de Adão, porém, tal porta não existe. Para entrar por Cristo, primeiro o homem tem que entrar por Adão, e após entrar por Adão, somente é possível entrar no reino dos céus fazendo obra que exceda a dos escribas e fariseus: crer em Cristo, ou seja, nascendo de novo ( Mt 5:20 ; Jo 3:3 e Jo 6:29 ).

Quem nasce apenas uma vez permanece no caminho espaçoso, quem nasce de novo, ou seja, a segunda vez, sai do caminho de perdição e passa para o caminho que conduz à salvação, que é Cristo.

Salvação e perdição não são destinos preordenados aos homens antes de nascerem, pelo contrário, salvação e perdição estão vinculadas ao caminho que os homens trilham após entrarem pelas portas. Os homens acessam as portas uma por vez e na seguinte ordem: primeiro a porta larga, depois a estreita. Se entrar por Adão, estará em um caminho de perdição, se por Cristo, em um caminho de salvação.

 

Muitos entram pela porta larga

Quando nascem, os homens estão em um caminho de perdição (exceto Cristo), porém, lhes é concedido a oportunidade de entrarem pela porta estreita. Todos os homens entram pela porta larga e, para receber salvação, precisam entrar por mais uma porta, de modo que, para alcançar vida eterna, os homens devem passar por duas portas, ou seja, por dois nascimentos.

Como já afirmamos, o destino de um caminho é imutável, ou seja, se há alguma espécie de fatalismo ou determinismo expresso no cristianismo, ele recai única e exclusivamente sobre o caminho, jamais sobre os viajantes.

Todos os homens entram neste mundo por Adão, e nenhum deles está predestinado à salvação. O que a bíblia demonstra é que todos que entram por Adão percorrerem um caminho largo que os conduz à perdição. Os dois caminhos estão atrelados a lugares específicos (destinos) e imutáveis.

Como a perdição (destino, lugar) está atrelada ao caminho espaçoso, e não aos homens, Jesus faz um convite solene, verdadeiro e real a todos os homens nascidos de Adão: “Entrai pela porta estreita” ( Mt 7:13 ). Tal convite demonstra que é possível mudar do caminho com destino à perdição para o novo e vivo caminho cujo destino é a vida eterna.

A porta larga é figura de nascimento natural e a porta estreita do novo nascimento. A porta larga trás ao mundo almas viventes e a porta estreita trás homens espirituais. O novo nascimento diz de uma nova geração proveniente da semente incorruptível (palavra de Deus), diferente do nascimento natural, que é decorrente da semente corruptível ( 1Pe 1:23 ).

Nesta parábola, porta é o mesmo que nascimento, de modo que, todos quantos são nascidos de Adão, são carnais e seguem por um caminho que conduz à perdição. Semelhantemente, todos quantos entram por Cristo, nascem de novo, estão em um caminho estreito que os conduz a Deus.

Jesus disse: – “Eu sou a porta”! “Eu sou o caminho”! Primeiro o homem entra neste mundo por Adão, depois é necessário entrar por Cristo, nascendo de novo da água e do Espírito. Cristo é o caminho que conduz o homem a Deus. Cristo é o caminho que possui salvação como destino. Qualquer que entra por Ele está no caminho que o conduz única e especificamente a Deus.

O caminho é estreito porque poucos entram por Cristo, e o caminho é largo porque são muitos que entram por Ele. Não é comportamento, moral ou caráter que qualifica a largura do caminho, e sim a quantidade de acesso.

 

Mudança de caminho

Como sair do caminho largo e entrar no caminho estreito?

Para o homem nascer de novo, primeiro é necessário tomar sobre si a sua própria cruz e seguir após Cristo, ou seja, para nascer de novo primeiro é necessário morrer ( Cl 3:3 ). Sem morrer é impossível nascer de novo “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” ( Gl 2:20 ; Rm 6:6 ).

Fica evidente que dentre os nascidos de Adão não há ninguém predestinado à salvação, visto que, se não nascer de novo, não entrará no reino dos céus. Ora, quem entra nos céus é a nova criatura, porque a velha gerada em Adão é crucificada e morta, evidenciando que é impossível aos gerados em Adão herdarem a salvação.

Se alguém gerado da semente de Adão fosse predestinado à salvação, não necessitaria morrer com Cristo. Mas, se é necessário morrer com Cristo, evidentemente ninguém é predestinado à salvação. Se houvesse predestinação para salvação, certo é que o homem não seria sujeito à morte: nem a física, nem a morte com Cristo.

O homem que herda a salvação não é o mesmo que veio ao mundo, visto que do homem que veio ao mundo só é aproveitado o barro, a massa, porém, é dado um novo coração e um novo espírito. Quando o homem morre com Cristo, o vaso de desonra é quebrado e feito um novo vaso de honra da mesma massa. É por está peculiaridade que é impossível ao homem gerado de Adão ter sido predestinado à salvação, pois é necessário um novo nascimento, uma nova criação, um novo pai de família, um novo coração e um novo espírito “Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?” ( Rm 9:21 ).

O homem pode assumir duas condições: a de perdido, pois quando nasce segundo a carne é homem natural, velha criatura, velho homem, velho ‘eu’, carnal, terreno, etc., e: a de salvo, pois quando nasce de novo, crucificou a velha natureza e foi de novo criado em verdadeira justiça e santidade. Se a velha criatura é crucificada e morre, certo é que tal indivíduo não foi predestinado à salvação.

Volto a repetir, se o homem fosse predestinado à salvação não seria necessário morrer para ser gerado um novo homem.

O novo homem é criado em verdadeira justiça e santidade, diferente do velho homem que foi gerado em iniquidade e em pecado ( Sl 51:5 ). O novo homem possui um novo coração e um novo espírito, portanto, não possui vínculo com o velho homem que herdou um coração de pedra. O velho homem não foi predestinando à salvação, pois é necessário a todos que se salvam crucificarem a velha natureza com as suas concupiscências ( Gl 5:24 ).

A ideia de que Deus predestinou alguns homens à salvação e outros à danação eterna antes mesmo de virem ao mundo, não coaduna com o posicionamento da bíblia, pois se assim fosse, os homens gerados de Adão predestinados à salvação não teriam que ser crucificados “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” ( Gl 2:20 ). Como é imprescindível a crucificação com Cristo, certamente não há predestinação de indivíduos à salvação. Como é imprescindível morrer e renascer, certamente o homem salvo não é o mesmo que nasceu segundo a carne e o sangue ( Jo 1:12 -13).

A predestinação que a bíblia apresenta é para ser filho por adoção, difere muito da ideia de predestinação para salvação ( Ef 1:5 ).

O que isso significa ser predestinado para filho por adoção? Que qualquer que entrar por Cristo e perseverar n’Ele não terá outro destino: será um dos filhos de Deus ( Rm 8:29 ).

Todos que entram pela porta estreita, que é Cristo, conhecem a Deus, ou antes, foram conhecidos d’Ele (conhecer=tornar-se um só corpo, comunhão íntima). Para que Cristo fosse alçado à posição de primogênito entre muitos irmãos após morrer e ressurgir (uma vez que fora introduzido no mundo sendo o Unigênito de Deus), todos os que entraram por Cristo foram predestinados a serem filhos de Deus “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” ( Rm 8:29 ).

Sem a igreja, a assembleia dos primogênitos, não haveria como Jesus ser primogênito entre muitos irmãos. Em função do propósito de tornar Cristo preeminente em tudo, Deus criou uma nova categoria de homens semelhantes a Cristo, sendo Ele a cabeça. Para o primogênito ser preeminente, há a necessidade de irmãos semelhantes a Ele em tudo. Entre sublimes, Cristo é mui sublime. É neste sentido que Deus predestinou os que conheceram a Cristo para serem filhos por adoção, assunto diverso da ideia de predestinação para salvação ( Ef 1:5 ).

Todas as vezes que o apóstolo Paulo aborda a questão da predestinação, o faz em conexão com a filiação divina, de modo que, qualquer que entrar por Cristo, inexoravelmente será filho de Deus. Não há outro destino, ou destinação para aqueles que entram por Cristo: são filhos por adoção, portanto, santos e irrepreensíveis.

Uma má leitura das Escrituras que despreza o fato de que salvação não é o mesmo que filiação divina levará o leitor a considerar que o termo predestinação se aplica à salvação e à perdição, porém, o equivoco ocorre pode alcançar a salvação sem, contudo alcançar a condição de semelhante a Cristo, condição exclusiva para os que compõe o corpo de Cristo: a igreja.

Os homens salvos no milênio não farão parte da igreja, não serão filhos por adoção e nem serão semelhantes a Cristo. A bíblia demonstra que, além de serem salvos da condenação estabelecida em Adão, por ser o corpo de Cristo, os que creem alcançaram a posição de semelhantes a Cristo, filhos de Deus, participantes da assembleia dos primogênitos, para que Cristo seja o primogênito e tenha a preeminência entre muitos irmãos.

A condição dos membros do corpo de Cristo na plenitude dos tempos ( Gl 4:4 ), a igreja, é completamente distinta dos salvos em outras épocas. O grande diferencial está no quesito filiação. Enquanto os salvos à parte da igreja são contados como filhos de Israel, os cristãos são contados como filhos de Deus, pois assim como Cristo é, os cristãos hão de vê-Lo e serão semelhantes a Ele. Por causa desta condição, à saber: a de semelhantes a Cristo, será dado à igreja a autonomia de julgar os anjos ( 1Co 6:2 -3).

 

O equilíbrio entre as figuras

Há equilíbrio entre os elementos que compõem as figuras das duas portas e dos dois caminhos. Por exemplo: Como Cristo é a cabeça de uma geração de homens espirituais (servos da justiça), e é a porta estreita; a porta larga também se refere à cabeça de uma geração de homens, porém, de homens carnais, servos do pecado.

Para compreender melhor a figura das duas portas, é essencial compreender que em Cristo, Deus estabelece a sua justiça, de modo que, pela desobediência do primeiro Adão a penalidade da morte foi imposta e todos morreram e, pela obediência do último Adão, a ressurreição veio, portanto, todos que creem são vivificados ( 2Co 15:21 -22).

Ora, se a justiça está na obediência de Cristo e a injustiça na desobediência de Adão, a justiça de Deus é substituição de ato: obediência em lugar da desobediência.

Ora, os nascidos da desobediência são filhos da ira, da perdição; já os filhos da obediência são filhos de Deus.

A relação que há entre Jesus e Adão é nítida em Romanos 5, versos 14 à 19: “No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos”.

Quando observamos os homens: Adão e Cristo, respectivamente, temos a figura e a imagem exata. Enquanto este trouxe a morte, aquele a vida. Enquanto Adão é o primeiro homem, Jesus é o último Adão. Enquanto Adão, que estava vivo, trouxe a condenação na morte, Jesus morreu e trouxe a redenção ( 1Co 15:45 -47).

 

O destino é atrelado ao caminho, e não aos homens

Através das figuras dos dois caminhos, constata-se que os caminhos permanentemente estão atrelados a um lugar, um destino. Através da figura das duas portas, que os homens estão atrelados a uma condição decorrente do seu nascimento: terreno ou espiritual.

Deus não mudará o destino dos caminhos (salvação e perdição) e nem a condição decorrente do nascimento (pecado e justiça), ou seja, há lugar de perdição e lugar de descanso e, perdidos e salvos. Mas, como a condição de nascimento pode ser alterada, Deus roga, pelos seus embaixadores, que os homens porfiem por entrar pela porta estreita “Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão” ( Lc 13:24 ); “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus” ( 2Co 5:20 ).

A mensagem dos embaixadores de Cristo é de reconciliação ( 2Co 5:18 ). Na reconciliação há oportunidade, e não preordenação. Em Deus há liberdade, pois liberdade é pertinente ao Espírito de Deus. Se há liberdade diante do espírito que concede vida, certo é que nada foi preordenado quanto ao futuro dos homens, evidenciando assim a soberania e a justiça de Deus que a ninguém oprime “Ao Todo-Poderoso não podemos alcançar; grande é em poder; porém a ninguém oprime em juízo e grandeza de justiça” ( Jó 37:23 ).

O homem sem Cristo está separado de Deus em função do caminho, e não em função de um destino, sina, fado, preordenação, etc. “Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá” ( Sl 1:6 ); “E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda” ( Is 30:21 ).

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A doutrina da predestinação e a parábola dos dois caminhos

Sobre as duas portas e os dois caminhos escreveu o apóstolo Paulo: “Pois assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Pois assim como todos morreram em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” ( 1Co 15:21 -22). Adão é a porta larga pela qual todos os homens entram ao nascer. Todos eles ao nascer morrem em Adão. Porém, do mesmo modo que todos os homens morrem em Adão, assim também todos são vivificados em Cristo!

Duas Portas e Dois Caminhos

Jesus demonstrou haver ‘duas portas’ e ‘dois caminhos’ e que todos os homens que desejam salvação precisam entrar pela porta estreita, uma vez que trilham um caminho de perdição ( Mt 7:13 ).

Jesus é a ‘porta estreita’ pelo qual todos os homens necessitam entrar para que possam deixar de trilhar o caminho de perdição. Cristo é o ‘caminho apertado’ pelo qual somente os homens que creem têm acesso a Deus.

Cristo e Adão são dois personagens antagônicos (Adão conduz à morte e Cristo à vida). Cristo é o último Adão (espírito vivificante), diferente de Adão, que foi criado alma vivente ( 1Co 15:45 ). Enquanto este foi criado por Deus, aquele foi gerado de Deus. Por causa da transgressão de Adão todos os homens (que dele são gerados) tornaram-se escravos do pecado. Todos os homens são concebidos e gerados em pecado ( Sl 51:5 ).

Portanto, Adão é a ‘porta larga’ pelo qual todos os homens ao serem concebidos (segundo a vontade do varão, segundo a vontade da carne e do sangue) entram ao nascer. O nascimento natural segundo Adão é a porta larga que dá acesso ao caminho largo de perdição. Por causa desta realidade Jesus disse a Nicodemos: “Necessário vos é nascer de novo” ( Jo 3:7 ), ou ainda: ‘entrai pela porta estreita’. Sem Cristo o homem seguirá rumo a um destino de perdição, porém, tal destino não pode ser tido como um fado, um destino (fatum), fatalismo ou predestinação.

Em Adão ocorreu o juízo por causa da ofensa (pecado) para condenação. O juízo e a condenação foram estabelecidos em Adão e alcançaram todos os homens, por isso todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus ( Rm 5:18 ).

 

Destino e Predestinação

Ao nascer, por ser descendente de Adão, o homem entra por uma porta larga e segue por um caminho que fatalmente o levará à perdição ( 1Co 15:47 ). Isto significa que o homem está ‘destinado’ à perdição?

Antes de uma resposta afirmativa ou negativa, precisamos definir qual o significado das palavras ‘destino’ e ‘predestinação’.

Destino sm. 1. Sucessão de fatos que podem ou não ocorrer, e que constituem a vida do homem, considerados como resultantes de causas independentes de sua vontade; sorte; fado. 2. O futuro. 3. Aplicação, emprego. 4. Lugar aonde se dirige alguém ou algo; direção.

Dos quatro sentidos pertinentes a palavra destino, qual é o utilizado na parábola dos dois caminhos? A sucessão de fatos e eventos cotidianos determinará a sorte (fado) do homem sem Deus? Não! A parábola dos ‘dois caminhos’ definem o ‘lugar’ para onde se dirige alguém após trilhar o caminho largo ou estreito? Sim!

Por causa de algumas crendices geralmente as pessoas aplicam a palavra destino a ideia proveniente do conceito grego, a ‘moira’, ou do pensamento romano, o ‘fatum’. O fado, sina, sorte ou destino surge como uma ameaça implacável que determina a inexorável punição diante da falta cometida.

Segundo a mitologia, o ‘Destino’ nasceu da noite e do Caos. Ele estava acima das divindades, submetendo-as ao seu poder. Era descrito como cego e inexorável, exercia domínio sobre o universo.

Da filosofia estoica temos o ‘fatum’ ou ‘destino implacável’ que aparece também acima de todos os deuses e homens. O ‘fatum’ estabelecia as leis do universo, e ninguém podia furtar-se a seu alcance.

No evangelho não existe a ideia de um destino (sina, fado) implacável e inevitável como é o caso da mitologia grega ou da filosofia estoica.

Jesus apontou a existência de dois caminhos e a possibilidade de mudar para o caminho estreito;

A ideia de ‘destino’ que o evangelho contém aponta para um lugar especifico para onde o homem se dirige.

A parábola dos dois caminhos demonstra que os caminhos (largo e estreito) possuem destino, e não o viajante, por isso é factível ao homem que segue o caminho de perdição entrar pela porta estreita que dá acesso ao caminho que conduz à vida.

Quem está em um caminho que ‘conduz’ a uma determinada cidade tem a opção de mudar de caminho a qualquer momento, porém, tal pessoa não está predestinada a seguir para tal cidade, pois pode mudar de caminho. Todo caminho possui um destino, porém, quem segue pelo caminho não é predestinado.

Se houvesse predestinação para a salvação, ao nascer, alguns homens nasceriam trilhando o caminho apertado, porém, a bíblia demonstra que todos os homens nascem no caminho de perdição e são convidados a entrar por Cristo.

De igual modo, não há predestinação para perdição, visto que, todos os homens nascem no caminho de perdição. É o caminho que conduz à perdição, o que difere do argumento que diz que o homem (viajante) está predestinado à perdição “Pois larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição…” ( Mt 7:13 ).

É possível ao homem mudar o seu ‘destino’, visto que ninguém nasce predestinado à perdição. Todos ao nascerem entram pela porta larga e trilham um caminho de perdição, mas ao decidir-se por Cristo, a porta estreita, obterá poder para alcançar a salvação. Esta verdade é evidente no alerta que Jesus apresenta a Nicodemos “Necessário vos é nascer de novo” ( Jo 3:3 ).

Existem dois caminhos bem definidos que conduzem a dois lugares distintos: perdição e salvação. O homem sem Cristo segue o caminho que conduz à perdição. Não é o homem que tem um destino, antes é o caminho que conduz, ou seja, há um lugar específico para onde o caminho conduz.

Do mesmo modo, todos que entrarem por Cristo terá um novo rumo, uma nova direção, que lhes conduz à vida. Cristo é o caminho que conduz à salvação. O homem não é predestinado à salvação, antes é Cristo, o caminho estreito que conduz à salvação “Mas estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz para a vida…” ( Mt 7:14 ).

Haveria predestinação para salvação se em qualquer das portas que o homem entrasse (Adão ou Cristo) alcançasse salvação. Porém, todos os homens nascem em um caminho que conduz à perdição, e precisam nascer de novo para que possam ver a Deus.

Entrar por Adão e seguir pelo caminho que conduz à perdição não é resultado de escolhas por parte da humanidade. Os homens gerados segundo Adão trilham o caminho de perdição por causa da escolha de Adão. É por isso que Jesus disse que muitos entram pelo caminho de perdição sem fazer qualquer alusão a uma escolha ou decisão por parte dos homens.

Entrar por Adão não depende da consciência, conhecimento, moral, comportamento (bem ou mal). Basta nascer! Em contra partida, para entrar pela porta estreita demanda conhecimento da verdade contida no evangelho tais como: a vontade de Deus, a oferta de salvação e decisão consciente tal qual a decisão de Adão no Éden “Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” ( Jo 6:68 ).

Só escapará quem atentar para porta estreita “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram” ( Hb 2:3 ).

 

Salvação e Predestinação

Temos duas portas (Adão e Cristo), dois nascimentos (natural e espiritual), dois caminhos (largo e apertado) que conduzem a dois destinos (morte e vida). Onde a doutrina da predestinação se encaixa neste quadro?

Adão e Cristo são as duas portas apresentadas na da parábola dos dois caminhos, sendo que todos os homens obrigatoriamente entram por Adão quando nascem (exceto Cristo, porque ele foi gerado de Deus), porém, para todos que entram por Adão e estão caminhando para a perdição é anunciado o caminho de salvação.

O nascimento é o modo pelo qual o homem entra pelas portas (larga e estreita). Enquanto o nascimento natural faz com que o homem seja conduzido à perdição (caminho largo), através do novo nascimento o homem percorre o caminho (Jesus) que conduz a Deus.

Enquanto o homem percorre o caminho que conduz à perdição, não significa que ele está predestinado à perdição. Do mesmo modo, enquanto o homem percorre o caminho que conduz à salvação, não significa que ele foi predestinado à salvação. Perdição e salvação são destinos pertinentes aos caminhos, e não aos homens, pois cabe aos homens decidirem-se a trilhar o caminho do demonstrado no evangelho de Cristo.

Oferecer salvação a quem está predestinado a perdição é plausível? Caso não houvesse uma oportunidade para os perdidos através do evangelho de Cristo, o evangelho não seria de boas novas, antes seria um engodo. Enquanto há uma oportunidade para o homem deixar o caminho que está trilhando, não há o que se falar em predestinação.

  • Como Deus sendo justo e verdadeiro poderia oferecer salvação a quem nunca se perdeu?
  • Como Deus sendo justo e verdadeiro poderia oferecer salvação a quem não foi predestinado para ser salvo?
  • Como é possível Deus providenciar salvação poderosa a todos os homens, se ele mesmo predestinou àqueles que haveriam de ser salvos e perdidos?

Nenhum homem nasce predestinado à perdição porque não seria plausível ter que lhes anunciar o evangelho sem haver a possibilidade real de salvação ( 1Tm 2:4 ). Pelo fato de Jesus ter ordenado: “Entrai pela porta estreita” ( Mt 7:13 ), demonstra que não é possível rotular a condição da humanidade sem Cristo de predestinada à morte.

Não há predestinação para perdição porque há dois caminhos, porque todos os homens obrigatoriamente entram por Adão e segue pelo caminho que conduz a perdição. Todos os cristãos, necessariamente, foram de novo gerados pela semente incorruptível, o que demonstra que estavam efetivamente perdidos, contrastando com a ideia da predestinação para salvação.

Os homens sem Cristo entraram por uma ‘porta larga’ ao serem gerado segundo Adão e seguem um caminho que conduz à perdição, porém, Deus estabeleceu antes dos tempos eternos salvação poderosa o bastante para todos os homens, uma vez que o Cordeiro de Deus foi morto antes mesmo da fundação do mundo, o que demonstra que pecador algum foi destinado à morte.

 

Salvos e Predestinados

No que consiste a doutrina da predestinação?

Desde os reformadores alguns estudiosos apontam que a predestinação é para salvação. Porém, sabemos que a perdição se deu em Adão e a salvação está em Cristo “Entrai pela porta estreita” ( Mt 7:13 ). É provável que este pensamento tenha surgido por causa de distorções quanto ao entendimento acerca da porta larga e de como ter acesso a ela.

O propósito deste texto não é negar a doutrina da predestinação, e sim, corrigir erros quanto ao seu entendimento.

Sobre as duas portas e os dois caminhos escreveu o apóstolo Paulo: “Pois assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Pois assim como todos morreram em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” ( 1Co 15:21 -22).

Adão é a porta larga pela qual todos os homens entram ao nascer. Todos eles ao nascer morrem em Adão. Porém, do mesmo modo que todos os homens morrem em Adão, assim também todos são vivificados em Cristo!

Não há predestinação para salvação, visto que, assim como todos morrem ao entrar pela porta larga, todos quantos entrarem pela porta estreita serão vivificados. Ora, basta atender a ordem solene: “Entrai pela porta estreita” que serão vivificados.

Até este ponto falamos de salvação da perdição proveniente da queda de Adão. Agora, analisemos a predestinação.

Adão era terreno, e todos os seus descendentes terrenos. Todos os seus descendentes trouxeram a imagem exata de Adão ( 1Co 15:47 -49). Porém, o último Adão (Cristo) é do céu, e todos quantos foram gerados de Deus são semelhantes a Ele “… e qual o celestial, tais também os celestiais” ( 1Co 15:48 b).

Do mesmo modo que os homens gerados de Adão trouxeram a imagem do terreno, os gerados de Deus trarão a imagem do celestial (do último Adão). Ou seja, assim como Jesus foi feito as primícias dos que dormem ( 1Co 15:20 ), os que entram pela porta estreita são feitos primícias “Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas” ( Tg 1:18 ).

Para entrar pela porta estreita e livrar-se do caminho que conduz à perdição é necessário nascer de novo. No novo nascimento, quando o homem é regenerado, ocorrem dois eventos simultaneamente: o homem livra-se da condenação de Adão (salvação) e adquire também a filiação divina (primícias das criaturas).

Em Adão o homem encontrou a morte, em Cristo (último Adão) a vida ( 1Co 15:45 ), porém, para obter a eterna redenção em Cristo (salvação), o homem tem que ser gerado pelo Espírito Eterno, o que concede aos homens (regenerados) a condição de ‘filhos de Deus’ semelhantes ao Altíssimo ( Hb 2:10 ).

No Antigo Testamento houve salvação, porém, os salvos do Antigo Testamento não foram gerados de novo pela fé em Cristo, portanto, não são herdeiros da esperança celestial: filhos de Deus e semelhantes a Cristo para que Ele seja primogênito entre muitos irmão. Quando da ressurreição os salvos do Antigo Testamento continuarão sendo homens, mas os salvos na plenitude dos gentios, a Igreja, serão glorificados e terão um corpo semelhante ao de Cristo glorificado.

Observe que os profetas do Antigo Testamento anunciavam grandezas inimagináveis, porém, essas grandezas não eram para eles, era para a igreja de Cristo ( 1Pe 1:12 ). Até mesmo os anjos queriam compreender (atentar) as grandezas que os profetas anunciavam, mas só puderam compreende-las com o advento da Igreja ( Ef 3:10 ).

Os homens de novo gerados, além de adquirirem salvação que os livra da condenação em Adão, são filhos de Deus. Cristo é o primogênito entre muitos irmãos (O Sublime entre sublimes), para que em tudo tenha a preeminência.

Predestinação significa ‘determinar de antemão’, ou seja, ‘preordenar’, estabelecer uma condição futura, o que é diferente de determinar eventos futuros. Ora, por causa da condenação em Adão, Deus providenciou em Cristo um novo e vivo caminho pelo qual os homens têm acesso a Deus ( Hb 10: 20 ). Porém, além da salvação dos homens em Cristo, o propósito eterno de Deus é a preeminência de Cristo sobre todas as coisas (primogênito dentre os mortos, e primogênito entre muitos irmãos).

Para levar a efeito o propósito eterno, Deus estabeleceu antes dos tempos eternos que, todos quantos entrassem pela porta estreita, que é Cristo, estariam predestinados a serem filhos do Altíssimo, conforme a imagem expressa do Cristo glorificado dentre os mortos ( 1Jo 3:2 ). Deus determinou de antemão que os de novo gerados (que entraram por Cristo), herdariam com Cristo todas as coisas.

Todos os versículos do Novo Testamento que fazem referência à ideia da predestinação apontam para a filiação divina:

“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” ( Rm 8:29 );

“E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade” ( Ef 1:5 );

“Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade” ( Ef 1:11 ).

Qual elemento é comum aos versículos citados acima? Ora, o apóstolo Paulo demonstra que os cristãos foram predestinados para serem filhos, semelhantes a Cristo, ou seja, para que Cristo alcançasse a condição de primogênito precisaria de irmãos. Ao nascer de novo, o homem é gerado do Espírito. Cristo é o primogênito entre muitos irmãos porque na eternidade Deus estabeleceu (predestinou) que todos quantos fossem gerados de novo em Cristo serão filhos de Deus. Do mesmo modo que os homens gerados segundo Adão trouxeram a mesma imagem do homem terreno, os homens gerados de novo em Cristo trarão a imagem do celestial ( 1Co 15:49 ).

Quem pode receber herança se não os filhos? Por que os cristãos são co-herdeiros com Cristo? Quem são os herdeiros de Deus?

Ora, o beneplácito da vontade divina estabeleceu antes dos tempos eternos que Cristo haveria de ser mui sublime “Eis que o meu servo procederá com prudência; será exaltado, e elevado, e mui sublime” ( Is 52:13 ), e para levar a efeito ao seu propósito eterno, Deus constituiu dentre os homens filhos para si (não nascidos da vontade do varão, da vontade da carne e do sangue).

Verifica-se que, todos os que entram por Cristo alcançam salvação. Porém, além da salvação, não lhes resta outro ‘destino’, serão filhos por adoção. Resta que a predestinação é para alcançar a filiação divina, a expressa imagem de Cristo, e não para salvação.

Quem aceita a Cristo como salvador, além da salvação da condenação em Adão, receberá a filiação divina e será a imagem e a semelhança do Altíssimo conforme o que foi pré-estabelecido antes dos tempos eternos ( Gn 1:26 ).

O nascimento natural é a porta de entrada que dá acesso ao caminho que conduz à perdição. O novo nascimento (nascimento espiritual) é a porta de entrada que dá acesso ao Caminho que conduz à vida. Porém, além da salvação adquirida após entrar pela porta estreita, o homem de novo gerado alcança a filiação divina, pois para isso os de novo gerados foram predestinados.

A predestinação não é para salvação, antes é concernente a filiação divina. No Antigo Testamento, na grande tribulação e no milênio haverá homens salvos pela graça e misericórdia de Deus, porém, somente os salvos em Cristo, que hoje constituem o seu corpo, que é a igreja, alcançam a filiação divina.

É possível ser salvo sem ter sido predestinado à filiação divina, como foi o caso dos justos do Antigo Testamento.

Em última instância, quem não quiser ser um dos filhos de Deus tal qual Cristo é, que não entre pela porta estreita, que é Cristo; não deve nascer de novo; não deve beber da água que faz jorrar uma fonte que salta para a eternidade, visto que, todos quantos aceitarem a verdade do evangelho serão constituídos filhos de Deus, para que Cristo seja primogênito dentre muitos irmãos.

Para filhos por Adoção é que Deus predestinou todos quantos entrarem por Cristo.

A salvação é fato para todos quantos se refugiam em Deus. Desde o Antigo Testamento é possível aos homens alcançar salvação ofertada por Deus. Abel, Enoque, Noé, Abraão, Sara e muitos outros homens que alcançaram o testemunho de que agradaram a Deus, antes eram pecadores (desagradáveis), pois eram descendentes de Adão. Todos eles alcançaram o testemunho de que eram justos e agradáveis, porém, não são filhos por adoção; eles não são um corpo com Cristo; não são pedras espirituais; não fazem parte da igreja.

Há um grande diferencial entre os justos do Antigo Testamento e os justos do Novo Testamento. Enquanto estes são recebidos e nomeados filhos de Deus, feitos herança pela fé em Cristo, aqueles são somente salvos da condenação.

É por isso que o apóstolo João argumenta que os cristãos receberam ‘graça’ sobre ‘graça’, visto que foram salvos da condenação de Adão (graça), e ao mesmo tempo, por terem sido gerados de novo, receberam também a filiação divina (graça).

A salvação ofertada por Deus livra o homem da condenação proveniente da queda de Adão, ou seja, o homem deixa de ser conduzido à perdição e passa a ser conduzido a Deus. A bíblia demonstra que os que são conhecidos por Deus, salvos em Cristo, são os predestinados a serem filhos e herdeiros de Deus.

 

Perseverança e Salvação

É por isso que os apóstolos enfatizaram que, após crer na mensagem do evangelho (entrar pela porta que é Cristo e passar a percorrer o novo e vivo caminho), é preciso a perseverança: a obra perfeita da fé “Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa” ( Hb 10:36 ).

Qual a vontade de Deus que os cristãos fizeram? A resposta é clara: eles creram no enviado por Deus ( Jo 6:29 ). Somente aqueles que creem em Cristo, O enviado de Deus, permanecerão para sempre “E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” ( 1Jo 2:17 ).

Os cristãos haviam crido em Cristo, porém, necessitavam de perseverança para alcançar a promessa. Mas, de que tipo de perseverança os cristãos precisavam? Eles precisavam perseverar na esperança proposta “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta” ( Hb 6:18 ).

Haveria necessidade de perseverança caso a salvação fosse pré-determinada? Não! Mas, como a salvação é segundo a promessa, após a confissão é necessário estar seguro em quem prometeu “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu” ( Hb 10:23 ); “E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos, e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus” ( 1Pe 1:21 ).

Tiago falou acerca da perseverança, pois somente a perseverança termina a obra que teve inicio através da fé “… sabendo que a prova da vossa fé desenvolve a perseverança. Ora, a perseverança deve terminar a sua obra, para que sejais maduros e completos…” ( Tg 1:2 -3).

Qual a obra pela qual a fé é aperfeiçoada? ( Tg 2:22 ) Não é a perseverança?

As obras que Tiago faz referência não são boas ações. Interpretar o comparativo estabelecido nos versos 15 a 17 como sendo as obras exigíveis por Deus é um engodo. O comparativo “Assim também a fé…” ( Tg 2:17 ), demonstra que a fé sem a perseverança é semelhante a alguém que, mesmo após saber que o irmão tem fome, despede-o irmão sem dar-lhe mantimento.

Do mesmo modo, de que adianta professar a verdade do evangelho e não perseverar na verdade? Ora, a perseverança é a perfeita obra da fé! Sem perseverança a fé é morta. Sem a perseverança o cristão é incompleto e menino, podendo ser levado por vários ventos de doutrinas.

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