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A essência da substituição na expiação está no fato de que Cristo foi introduzido no mundo como o último Adão, a cabeça de homens espirituais.


A expiação substitutiva em Cristo

Introdução

Seria possível Deus perdoar a humanidade sem Jesus ter morrido? Não! Seria impossível!

É impossível ao homem ter comunhão com Deus sem que tenha o pecado expiado, isto porque Deus jamais poderia declarar um pecador como justo sem comprometer a Sua própria natureza. Deus seria injusto se declarasse justo o pecador sem a devida expiação, pois ao pecador cabe somente a pena decorrente da condenação.

Para Deus ser justo e justificador, se fez necessário enviar o Seu Filho ao mundo como propiciação dos pecados de todo o mundo (1 João 2.2).

“… tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3.26).

Por que Jesus teve que sofrer e morrer para tornar possível a expiação da humanidade?

Porque para se fazer justiça se fez necessário uma substituição de ato: obediência em lugar da desobediência. Como um só homem – Adão – desobedeceu, e muitos foram feitos pecadores, pela obediência de Cristo, o último Adão, muitos são feitos justos.

“Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.” (Romanos 5.19).

O sofrimento e a morte de Cristo demonstram que efetivamente Jesus foi obediente ao Pai em tudo, e por isso, Jesus é a fonte de eterna salvação para todos que obedecem a verdade do evangelho.

“Embora sendo Filho, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu. E, uma vez aperfeiçoado, tornou-se a fonte de eterna salvação para todos os que lhe obedecem.” (Hebreus 5:8-9).

 

Substituição na expiação: obediência pela desobediência

“Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.” (Romanos 5.19).

Em que sentido a morte de Cristo é substitutiva? Se a pena não pode passar da pessoa do transgressor, visto que está determinando que ‘a alma que pecar, essa mesma morrerá’, como é possível a morte de Cristo ser substitutiva?

“A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.” (Ezequiel 18.20).

Como compreender a natureza substitutiva do sofrimento e morte do Senhor Jesus Cristo?

Para compreender o caráter substitutivo da expiação realizada por Cristo, primeiro se faz necessário destacar que a desobediência de Adão à determinação de Deus dada lá no Éden é a causa da queda e condenação de toda humanidade à perdição.

Quando Adão, a cabeça da humanidade, pecou, todos os seus descendentes herdaram a condição decorrente da ofensa: morte, e por isso é dito que todos pecaram e separados estão da glória de Deus.

“Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” (Romanos 5.12).

Pela ofensa de Adão que desobedeceu a lei estabelecida no Éden: ‘dela não comerás’, entrou o pecado no mundo, e pelo pecado veio a consequência: a morte, que é a separação de Deus. A separação de Deus alcançou todos os descendentes de Adão, por isso é dito que todos pecaram.

A pena estabelecida na lei: ‘certamente morreras’, levou os descendentes de Adão a condição de sujeição ao pecado. O pecado não é um entrave de ordem moral, e sim, uma condição que se impôs à natureza humana por causa da penalidade determinada na lei: certamente morrerás.

“…da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2.17).

Foi Adão que pecou, e por causa da pena imposta à natureza humana que foi subvertida, nenhum dos seus descendentes são capazes de reparar o infortúnio que ele trouxe sobre a humanidade. Nenhum descendente de Adão é capaz de fazer expiação por si mesmo ou de terceiros.

Na lei dada no Éden não havia previsão de um modo de reparação, portanto, não há como Adão ou os seus descendentes desfazerem a barreira de separação que se ergueu entre Deus e os homens.

A determinação dada a Adão no Éden era personalíssima: ‘da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás’, tanto que somente após Adão comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal é que o pecado se abateu sobre a humanidade. Quando Eva comeu, o pecado ainda não havia entrado no mundo, mas quando a cabeça da raça humana, Adão, comeu, a lei foi transgredida, consequentemente, por força da lei a morte entrou no mundo e todos morreram.

“Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.” (I Coríntios 15:56).

Quando o apóstolo Paulo afirma em Romanos 5, verso 12, que todos pecaram, significa que todos morreram, e que, o verbo grego ἁμαρτάνω (hamartanó) traduzido por ‘pecaram’ não possui conotação moral ou comportamental, antes se refere a condição da natureza dos homens quando aquém da condição que fora criado. O termo deve ser compreendido conforme o uso que o homem do campo faz quando diz de um fruto que não vinga: o fruto pecou, ou seja, ficou aquém do padrão exigido.

A maioria dos teólogos, por pensarem que a salvação é uma transação ética[1], ou seja, que o homem precisa ser resgatado moralmente, desconsideraram a essência do termo grego hamartia[2] (ἁμαρτία), que significa literalmente “perda da marca”, de modo que, como observa o Dr. Vine: ‘esse significado etimológico quase que se perdeu por completo no Novo Testamento’. O significado original do termo hamartia quase se perdeu pela má leitura que fizeram das Escrituras.

Enquanto as Escrituras apontam para o pecado como ‘perda da marca’, ‘perda do padrão’, quando enfatiza que todos os descendentes de Adão morreram (perderam a comunhão) para Deus, a grande maioria dos estudiosos, por influência da filosofia grega[3], pensam o pecado do ponto de vista da ética e da moral.

A ofensa de Adão não podia ser desfeita nem mesmo por Ele, por ausência de previsão legal. Somente Adão, como cabeça da raça humana, poderia pecar, vez que a lei dada no Éden era personalíssima. Os olhos do casal no Éden só foram abertos quando Adão lançou mão do fruto dado pela mulher e comeu, o que evidencia que, somente a partir da desobediência de Adão o pecado entrou no mundo, e pelo pecado a morte; simultaneamente, a humanidade obteve o conhecimento do bem e do mal, que não é consequência do pecado, e sim, um saber próprio ao fruto.

“E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.” (Gênesis 3:6-7).

Mas, Deus na sua infinita misericórdia, para que a humanidade voltasse a ter comunhão com Ele, providenciou, na pessoa do Seu Filho Jesus Cristo, expiação substitutiva. Qual o fundamento da expiação substitutiva em Cristo?

Tradicionalmente, a teologia explica que a expiação substitutiva está em Deus designar o Cristo para cumprir a lei da aliança mosaica e morrer no lugar do ser humano, e cita, fora do contexto, a passagem do apóstolo Pedro, que diz: ‘o justo pelos injustos’ (1 Pedro 3.18). Essa explicação da expiação substitutiva não justifica como é possível um Deus justo transferir Sua ira contra os pecadores para Jesus, tratando como se fosse culpado um inocente, Jesus Cristo, o justo.

Ao tentar explicar a aparente contradição, a teologia afirma que não há injustiça em Deus tratar Cristo como se fosse os pecadores, e desta que o plano da redenção teve a participação da Trindade, de modo que, se Cristo não foi obrigado a morrer no lugar dos pecadores, antes O fez voluntariamente, não há injustiça.

Na verdade, a substituição para expiação da humanidade na pessoa do Filho de Deus, Jesus Cristo, se deu quando o Verbo de Deus foi introduzido no mundo na qualidade de último Adão, possibilitando a redenção através da substituição da desobediência pela obediência.

“Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.” (Romanos 5.19).

A equidade exigida na justiça de Deus está na base de um só homem: um só homem desobedeceu, e um só homem precisava obedecer! Poderia ser um dos descendentes de Adão? Mil vezes não! Teria que ser um homem em igual condição a Adão antes do pecado.

É neste ponto que a misericórdia de Deus se destaca, pois Ele providenciou por sua graça, na pessoa do seu único Filho, substituição: a realidade pela figura, o último Adão pelo primeiro Adão.

“Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.” (I Coríntios 15:45);

“No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.” (Romanos 5.14).

O primeiro homem que foi feito alma vivente no Éden, na verdade, foi figura do homem que haveria de vir, Jesus Cristo-homem, que ao ser introduzido no mundo na plenitude dos tempos foi feito espírito vivificante. A essência da substituição na expiação está no fato de que Cristo foi introduzido no mundo como o último Adão, a cabeça de homens espirituais.

A lei dada para o primeiro homem no Éden, que era para a vida, trouxe concupiscência, condenação e morte sobre ele e os seus descendentes (Romanos 7.7-11). O último Adão, Jesus Cristo, nascido de mulher, veio sob a lei, mas sem pecado, foi obediente em tudo e se tornou causa de eterna redenção para todos que Lhe obedecem.

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,” (Gálatas 4.4);

“E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem;” (Hebreus 5.9).

A teologia reformada reconhece que a transferência de um débito penal em um tribunal humano é quase ou inteiramente impossível, mas contrariando um elemento essencial a justiça, de que a pena não pode passar da pessoa do transgressor, seus pensadores afirmam despudoradamente que o sofrimento e morte de Cristo foram substitutivos, isto é, que Ele assumiu a culpa que era da humanidade e, consequentemente, a punição que também era dela. Esse pensamento da teologia reformada contraria um pressuposto da justiça divina, que diz: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.” (Ezequiel 18.20),

Na verdade, as Escrituras demonstram que os sofrimentos e morte de Cristo evidenciam que Ele efetivamente foi obediente, e obediente em tudo. Já a teologia reformada busca enfatizar que os sofrimentos e a morte foram a base da justificação da humanidade. O escritor aos Hebreus é claro: por aquilo que padeceu, fica evidente que Cristo foi obediente, ainda que era Filho.

“Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.” (Hebreus 5.8);

“Ele foi fiel àquele que o havia constituído, assim como Moisés foi fiel em toda a casa de Deus (…) mas Cristo é fiel como Filho sobre a casa de Deus; e essa casa somos nós, se é que nos apegamos firmemente à confiança e à esperança da qual nos gloriamos.” (Hebreus 3.2 e 6).

O salmista ao profetizar acerca de Cristo no Salmo 40, deixa evidenciado a sua missão: cumprir a vontade do Pai.

“Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito. Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.” (Salmos 40.6-8).

“Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, Mas corpo me preparaste; Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a tua vontade. Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei). Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.” (Hebreus 10:5-10).

A justiça de Deus nãos seria satisfeita através de sacrifícios ou ofertas, nem holocaustos e expiação pelo pecado seria reclamado por Deus, antes Deus exigiu do Seu Filho obediência, assim como foi exigido do primeiro homem. A má leitura dos interpretes da substituição na expiação geralmente se dá por não considerarem o papel substitutivo que Cristo tem como o último Adão, e somente considerarem algumas profecias que apresentam nuances acerca da missão de Cristo como Cordeiro de Deus, Sumo sacerdote, Servo do Senhor, etc.

Vale destacar que, se em função do sofrimento Jesus tivesse assumido a culpa que era da humanidade e, consequentemente, a punição destinada aos homens, não haveria a necessidade de cada indivíduo obedece-Lo para ser salvo.

Cristo, quando na carne, rogou ao Pai, que tinha poder de livrá-lo da morte, que passasse dele o cálice (Mateus 26.39), pois temia as agruras da cruz, mas foi ouvido quanto ao que temia, pois Deus esteve presente com ele na angustia (Salmos 91.15). Mesmo sendo Filho, teve que se sujeitar ao Pai como servo obediente, o que se evidencia através do que padeceu. Ao executar completamente[4] a obra que o Pai deu a realizar, Cristo é a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem.

“O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem;” (Hebreus 5.7-9).

Sobre o Filho ser ouvido, profetizaram os Salmistas:

“Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá. (Selá.)”  (Salmos 49 : 15);

“Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu, com a força salvadora da sua mão direita.” (Salmo 6.20);

“Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.” (Salmo 22.24).

Ao desobedecer, Adão se tornou causa de eterna perdição para todos os seus descendentes, ao obedecer, Cristo, por sua vez, se tornou causa de eterna salvação para todos que Lhe obedecem. Substituição: obediência pela desobediência. A substituição não foi somente de pessoa, Cristo por Adão, mas também de ato:

“Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.” (Romanos 5.18).

A obediência do Filho ao Pai é o ato de justiça que justamente substituiu o ato ofensivo de Adão que trouxe juízo sobre todos os homens para condenação. Para a substituição na expiação Deus providenciou o Seu Único Filho e o introduziu no mundo na posição de último Adão, o Filho, por sua vez, para a substituição na expiação teve que obedecer, um só ato de justiça.

 

A expiação inclui a obediência de Cristo e a obediência dos homens

Antes de prosseguir, vale destacar que Deus é Pai, mas também é Juiz; Ele é amor, mas também é justo e santo. Nos atributos de Deus não há um que se destaque em relação aos outros. Por exercer justo juízo e ser santo, amor, misericórdia, etc., Deus evidencia através das Escrituras que todos os homens, sem exceção, foram julgados e apenados com morte lá no Éden (Romanos 5.18), mas, que antes mesmo da fundação do mundo apresentou o Seu único Filho como Cordeiro morto em resgate de muitos (Marcos 10.45).

No Éden, Deus, como justo juiz, trouxe juízo sobre todos os homens para condenação por causa da ofensa de uma única pessoa: Adão (Romanos 5.18). Mas, como seria possível Deus, que é justo, declarar justo quem Ele mesmo condenou? Como um Deus que não pode mentir, que é imutável, permanecer justo ao justificar o ímpio? Como conciliar os versos que se seguem?

“De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio.” (Êxodo 23.7);

“Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.” (Romanos 4.5).

Ao contrapor a lei e o evangelho, o apóstolo Paulo enfatiza que o crente crê em um Deus que justifica o ímpio, e que Ele mesmo manifestou no tempo presente a Sua justiça – Cristo – de modo que Deus é justo e justificador daquele que crê em Jesus.

“… tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3.26).

Ao dizer que se deve crer em Deus que justifica o ímpio, o apóstolo Paulo menciona Jesus como o elemento que concilia a imutabilidade de Deus, que é justo, e o poder d’Ele de declarar[5] justa uma nova criatura, que outrora era um ímpio, mas que, agora, foi criada em verdadeira justiça e santidade.

Adão foi criado alma vivente, e todos os seus descendentes, por sua vez, herdam a sua imagem e condição. Na condição de cabeça da humanidade, Adão não se humilhou a si mesmo, se fazendo servo de Deus, pois diante da lei que era para vida, Adão se fez altivo, e seguiu a sua própria vontade no afã de ser igual a Deus e morreu (Gênesis 2.5).

Cristo, por sua vez, foi feito espírito vivificante, e por ser o descendente prometido da mulher, herdou a imagem que concedera a Adão quando o criou (Gênesis 3.15; Gênesis 1.27). Ao ser introduzido no mundo, Cristo se esvaziou a si mesmo ao se fazer servo, se fazendo semelhante aos homens. Ao herdar a imagem que concedeu ao primeiro homem que criou (Efésios 3.9), Cristo, diferente de Adão, mesmo sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus (Filipenses 2.6), antes se humilhou a si mesmo, e foi obediente até à morte, e morte de cruz.

“Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;” (Filipenses 2.6-9).

Através do comparativo entre a atitude do último Adão em relação a atitude do primeiro Adão, verifica-se que, para se tornar mediador da nova aliança, Cristo foi obediente em tudo: suportou a cruz, desprezou as afrontas, etc., e por isso, Deus O exaltou soberanamente, dando um nome acima de todo nome, e O fez se assentar à destra do trono de Deus.

A teoria da obediência ativa de Cristo apresentada pela teologia reformada[6], que afirma que cumprir a lei mosaica era condição para Cristo obter a vida eterna para aqueles a quem representava, na verdade, a obediência de Cristo, que envolve as agruras da cruz e as afrontas, se deu em razão do gozo proposto pelo Pai, de modo que Ele se tornou o autor e consumador do evangelho, a fé que foi entregue aos santos (Judas 1.3; Filipenses 1.27).

“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.” (Hebreus 12.2);

“Não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo, para que assim, quer eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica,” (Filipenses 1.27).

A fé evangélica (querigma, doutrina, mensagem) tem como autor e consumador Cristo, pois o nascimento, sofrimento, morte e ressurreição de Jesus Cristo é o testemunho a ser anunciado:

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo. Para o que (digo a verdade em Cristo, não minto) fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios na fé e na verdade.” (1 Timóteo 2.5-7).

Cristo é o autor e consumador da fé do evangelho, porque, ao se entregar em preço de redenção por todos, a encarnação, vida e morte de Jesus serve de testemunho a seu tempo para a humanidade, e o apóstolo Paulo declara que foi constituído pregador desse testemunho que relata que Cristo se deu a si mesmo em preço de redenção tanto para judeus quanto para gentios (todos).

“O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem;” (Hebreus 5.7-9).

O sofrimento de Cristo não é o elemento da substituição na expiação, e sim, a obediência. O sofrimento somente evidencia que Cristo foi obediente, diferente do pensamento de que Jesus, através do sofrimento, comutou uma pena que era própria à humanidade[7].

Na prova de Abraão, quando Deus requereu em holocausto o filho que o patriarca amava, o sofrimento decorrente da ação de apresentar Isaque em holocausto evidenciaria a obediência de Abraão (Gênesis 22.2). Se Deus houvesse requerido algo aprazível a Abraão, o que evidenciaria a sua obediência?

Ao provar se os filhos de Israel que saíram do Egito eram obedientes ou não, Deus enviou-lhes maná no deserto, pois a desobediência, diferentemente da obediência, se evidencia até mesmo nas coisas aprazíveis.

“Então disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.” (Êxodo 16.4).

Se o elemento principal da substituição na expiação fosse o sofrimento, no mundo os cristãos não teriam aflições (João 16.33), visto que, como a obra de Cristo foi perfeita, não mais poderia haver sofrimento para os que cressem.

A equivocada teoria da obediência ativa chega ao ponto de afirmar que, se Cristo não fosse ativamente obediente, a própria natureza humana de Jesus ficaria aquém da justa exigência de Deus, e se esquecem que a competência para Cristo fazer expiação a favor dos ímpios estava no fato de ter sido introduzido no mundo sem pecado, na mesma condição que Adão antes da queda, e não o sofrimento.

A competência para Cristo fazer a expiação pelos pecadores estava no fato de ter sido feito espírito vivificante, diferentemente de Adão, que foi feito alma vivente. A obediência de Cristo, por sua vez, levou a efeito o propósito eterno de Deus, que na eternidade foi proposto em Si mesmo, e não nos homens.

“Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; “ (Efésios 1.9-10);

“Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor (Efésios 3.10-11).

Na eternidade Deus estabeleceu um eterno propósito em Cristo Jesus: congregar em Cristo todas as coisas, e ao conceder a Cristo um nome que é acima de todos os nomes reuniu todas as coisas que estão na terra, e ao dar-lhe a posição de cabeça da igreja, que é o Seu corpo, reuniu em Cristo as coisas que estão nos céus.

“Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” (Efésios 1.21-23).

Ao mesmo tempo que buscou estabelecer o proposito eterno que Deus propôs em Si mesmo, ou seja, na pessoa de Cristo, Jesus Cristo consagrou um novo e vivo caminho pela qual os homens têm acesso a Deus, isto é, pela sua carne. O sangue de Jesus índica a obediência de Cristo, que consagrou pela Sua carne um novo e vivo caminho. O novo e vivo caminho foi consagrado através da carne de Cristo, e não pelo sofrimento.

“Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus,” (Hebreus 10.19-21).

A leitura equivocada da obediência passiva de Cristo se evidencia quando os teóricos da doutrina reformada afirmam que Cristo tomou também sobre si os sofrimentos necessários para pagar a penalidade pelos nossos pecados[8]. Se os sofrimentos e morte de Jesus foram substitutivamente lançados sobre Ele para que se cumprisse a penalidade correspondente ao pecado, por que ainda se faz necessário ao homem morrer com Cristo? Por que é necessário levar os vitupérios da cruz com Cristo?

“Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério.” (Hebreus 13.13).

Se faz necessário recordar que, na queda, o homem morreu para Deus, e em consequência, passou a viver para o pecado. Agora, à parte de Cristo, vive para o pecado e está morto para Deus. Para mudar essa condição, o homem precisa morrer para o pecado, pois somente após morrer, poderá viver para Deus.

É certo que todos morrem em Adão, e por isso estão mortos para Deus, e passam a existir sob domínio do pecado.

“Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.” (1 Coríntios 15.22);

Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),” (Efésios 2.5).

Mas, para que os mortos em suas ofensas possam ser vivificados, primeiro se faz necessário morrer para o pecado. Sem morrer para o pecado é impossível nascer de novo.

“Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.” (1 Pedro 2.24);

“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” (Colossenses 3.3);

“Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus.” (Romanos 7.4).

É importante notar que a condição de morto envolve dois senhores: a justiça e o pecado. Nos três versículos acima, a condição de morto remete ao pecado e a lei, diferentemente da citação de Efésios 2, verso 5, ou de primeiro Coríntios 15, verso 22, que a condição de morto é com relação a Deus.

Há certas condições que retém o homem, como escravidão, casamento, lei, pecado, etc., e somente a morte pode quebrar essa relação.

“Meus irmãos, falo a vocês como a pessoas que conhecem a lei. Acaso vocês não sabem que a lei tem autoridade sobre alguém apenas enquanto ele vive? Por exemplo, pela lei a mulher casada está ligada a seu marido enquanto ele estiver vivo; mas, se o marido morrer, ela estará livre da lei do casamento.” (Romanos 7.1-2).

Quando lemos: “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 6.11), certo é que só os que creem em Cristo podem se considerar mortos para o pecado e vivos para Deus, vez que os descrentes estão mortos para Deus e vivos para o pecado.

Mas, como morrer para o pecado? Como é possível o pecador satisfazer a exigência da lei, que diz que ‘a alma que pecar essa mesma morrerá’? O único e vivo caminho possível ao pecador é através do véu, ou seja, pela da carne de Cristo!

“Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.”  (João 6:53-56).

Jesus padeceu pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir os pecadores a Deus (1 Pedro 3.18), e por isso tornou-se o autor e consumador da fé evangelho que é anunciada aos pecadores, e os que creem que Ele é o enviado de Deus como salvador do mundo, se tornam participantes da carne e do sangue de Cristo.

Para o pecador trilhar o novo e vivo caminho é imprescindível se conformar[9] com Cristo na sua morte, e para isso se faz necessário obedecê-Lo.

“Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte;” (Filipenses 3.10; Romanos 6.5).

Quando o homem crê que Jesus é o Cristo, consequentemente é crucificado com Cristo, para que o corpo que pertencia ao pecado seja destruído, de sorte que é sepultado com Cristo pelo batismo na Sua morte (Romanos 6.3-7). Por que é necessário ser batizado na morte de Cristo? Por que é necessário ser crucificado com Cristo? Porque somente quem está morto está justificado do pecado!

Se o corpo que pertencia ao pecado é destruído, quando da ressurreição com Cristo é necessário um novo corpo, por isso, o novo nascimento. Mas, para fazer um novo corpo, que agora pertencerá à justiça, Deus faz uso da mesma massa para fazer vasos de misericórdia, que são os que creem.

“O oleiro não tem direito de fazer do mesmo barro um vaso para fins nobres e outro para uso desonroso?” (Romanos 9.21).

Deus só permaneceria justo dando ao pecador a paga pela sua condição, e ao crer em Cristo, o pecador efetivamente morre com Cristo, conformando-se com Ele na sua morte. Por ter morrido com Cristo para o pecado, o homem que crê está livre da sujeição ao pecado e da condenação eterna. O indivíduo quando morre está plenamente justificado[10] do pecado, pois num sentido mais específico, recebeu o que está estabelecido, ou o que é justo e reto, pois a paga do pecado é a morte!

“Porque aquele que está morto está justificado do pecado.” (Romanos 6.7).

Como Cordeiro de Deus, é certo que Cristo levou sobre Si a iniquidade de toda a humanidade, de modo que a Sua morte na cruz foi substitutiva. Mas, devido a retidão divina, cada indivíduo deve ser sepultado com Cristo no batismo na morte, para que possa ressurgir com Ele pela fé do evangelho, que é poder de Deus (Colossenses 2.12).

A morte de Cristo na cruz é substitutiva, vez que não é necessário aos pecadores morrerem fisicamente e serem sepultados. Mas, morrer com Cristo para que o velho homem seja crucificado e o corpo do pecado destruído, não tem caráter substitutivo, pois se o pecador não crer, não morrerá, portanto, permanecerá no pecado.

Neste ponto evidencia-se um mistério:

“O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.” (Romanos 4.25).

Jesus foi entregue por nossos pecados, ou seja, fisicamente Ele foi morto e sepultado. Mas, Ele ressurgiu dentre os mortos, e todos os que creem morrem e ressurgem com Ele. Se aquele que está morto está justificado do pecado, por que se fez necessário Cristo ressurgir para justificá-los[11]?

Na morte com Cristo temos a justificação como retribuição em vista da condição do homem sob o pecado, e na ressurreição com Cristo temos a justificação decorrente de um ato criativo, que cria um novo homem em verdadeira justiça e santidade e o declara justo.

“Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas,” (Colossenses 2.12-13).

O perdão de todas as ofensas se dá quando o homem é vivificado juntamente com Cristo, pois neste ato Deus cria um novo homem segundo Cristo, portanto, isento de culpa e pecado.

Jesus ressurgiu para justificação de todos os que creem, porque os que creram morreram e ressurgiram com Ele. Na morte do pecador com Cristo, Deus se evidencia justo, e na ressurreição dos regenerados, Deus se evidencia justificador, pois os que já ressuscitaram com Cristo são de fato justos.

Ao manifestar Cristo, a justiça de Deus no tempo presente, na morte e ressurreição de Cristo se exclui possível contradição entre o atributo justo, que é próprio à divindade, e o seu poder de declarar justo o ímpio, desde que o ímpio tenha fé (creia) em Jesus.

“… tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3.26).

Na morte de Jesus, Deus é justo, pois Ele exigiu do seu Filho única e exclusivamente obediência. Ao exigir que os pecadores obedeçam ao evangelho, Deus é justo, pois os pecadores que creem tornam-se participantes da morte de Cristo. Ao ressuscitar Cristo dentre os mortos, Deus é justo e fiel, pois cumpriu o que prometeu ao Seu Filho ao glorifica-Lo (Salmo 16).

Como Cristo morreu em obediência ao Pai e ressurgiu pelo Seu poder, todos que são participantes da carne de Cristo se conformam com Ele na sua morte, e por serem obedientes Àquele que obedeceu ao Pai, são agraciados com nova vida e sem nenhuma condenação (Romanos 8.1), pois é Deus quem os justifica (Romanos 8.33).

“E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem;” (Hebreus 5.7-9).

 

[1] “Por meio do pecado, o homem se tornou o recipiente de uma natureza depravada; e a expressão inevitável da mesma, é a depravação do caráter e conduta”. Bancroft, E. H., Teologia Elementar, EBR, 2001, pág. 226; “Visto que o espírito do homem é o centro de seu ser ético e, uma vez que a salvação é, principalmente, transação ética, segue-se que o homem precisa ser espiritualmente despertado…” Bancroft, E. H., Teologia Elementar, EBR, 2001, pág. 227.

[2] “I. hamartia (ἁμαρτία) é, literalmente, “perda da marca”, mas esse significado etimológico quase que se perdeu por completo no Novo Testamento”. Vine, W. E., e outros, Dicionário VINE, O Significado Exegético e Expositivo das Palavras do Antigo e do Novo Testamento, Tradução de Luís Aronde Macedo, Ed. CPAD, 2002.

[3] “A ideia de que moralidade e ética podiam ser codificadas era recente, mesmo nos dias de Aristóteles, e resultava menos de um impulso para prescrever ou, pregar, do que da incessante indagação de questões e proposição de soluções, que caracterizavam o início da filosofia grega”. MCLEISH, K. Aristóteles: a Poética de Aristóteles, tradução de Raul Fiker, São Paulo, UNESP, 2000, pág. 13.

[4] “5048 τελειοω teleioo de 5046; TDNT – 8:79,1161; v 1) tornar perfeito, completar 1a) executar completamente, efetuar, finalizar, levar até o fim 2) completar (aperfeiçoar) 2a) acrescentar o que ainda está faltando a fim de tornar-se algo completo 2b) ser achado perfeito 3) levar até o fim (objetivo) proposto 4) realizar 4a) levar a um fim ou a realização do evento 4a1) das profecias das escrituras” Dicionário Bíblico Strong.

[5] “1343 δικαιοσυνη dikaiosune de 1342; TDNT – 2:192,168; n f 1) num sentido amplo: estado daquele que é como deve ser, justiça, condição aceitável para Deus 1a) doutrina que trata do modo pelo qual o homem pode alcançar um estado aprovado por Deus 1b) integridade; virtude; pureza de vida; justiça; pensamento, sentimento e ação corretos 2) num sentido restrito, justiça ou virtude que dá a cada um o que lhe é devido” Dicionário Bíblico Strong.

[6] Vagner Barbosa, É possível ter comunhão com Deus sem perdão de pecados? < https://ultimato.com.br/sites/estudos-biblicos/assunto/vida-crista/como-ter-comunhao-sem-perdao-de-pecados/ >.

[7] “Portanto percebemos que Cristo representa o caráter do pecador criminoso enquanto, ao mesmo tempo, sua inocência resplandece e torna-se manifesto que ele sofre pelo crime de outro e não pelo seu próprio”. Donald Mackin, Grandes temas da tradição reformada, por H.D.Mcdonald in Modelos de Expiação na teologia reformada, Pendão Real, 1a ed.1999, p101.

[8] Rev. Nelson, Teoria da Substituição Penal < http://www.ipbetania.org.br/teoria-da-substituicao-penal/ >

[9] “4833 συμμορφ οω summorphoo ou συμμορ φιζω summorphizo de 4832; TDNT – 7:787,*; v 1) ser conformado a, receber da mesma forma que” Dicionário Bíblico Strong.

[10] “1344 δικαιοω dikaioo de 1342; TDNT – 2:211,168; v 1) tornar justo ou com deve ser 2) mostrar, exibir, evidenciar alguém ser justo, tal como é e deseja ser considerado 3) declarar, pronunciar alguém justo, reto, ou tal como deve ser” Dicionário Bíblico Strong.

[11] “1347 δικαιωσις dikaiosis de 1344; TDNT – 2:223,168; n f 1) ato de Deus que declara as pessoas livres de culpa e aceitáveis para Ele 2) que abjura ser reto, justificação” Dicionário Bíblico Strong.

Claudio Crispim

Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, atualmente exerce a função de Capitão da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudosbiblicos.org), com mais de 360 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

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